O Tempo Entre Costuras - Maria Dueñas

Pessoal, o Blogger esteve em manutenção e ainda não devolveu os comentários do post anterior. Até lá, não posso responder o pessoal nem postar novamente. Desculpem :(
Opa! Tudo bom? Dá série “eu-não-sabia-que-a-literatura-espanhola-era-tão-boa”, vos apresento O Tempo Entre Costuras, de Maria Dueñas.

Sira Quiroga é uma jovem espanhola e simples que vive com sua mãe e a ajuda com suas costuras. Ela leva uma vida calma até conhecer e se apaixonar por Ramiro, um aventureiro em busca de dinheiro e fama. Os dois se mudam para Marrocos e Sira abandona sua antiga vida na Espanha levando todas suas economias e esperanças. De repente ela se vê abandonada em um quarto de hotel, cheia de dívidas e roubada pelo homem que a fez deixar tudo para trás. 
Sem nenhum dinheiro e sem poder voltar para casa, pois a Guerra Civil Espanhola acabara de estourar,  Sira conta com alguns auxílios e com a própria sorte.
Durante sua saga, ela volta a costurar profissionalmente e acaba se envolvendo em um mundo completamente inesperado e inseguro: o da Segunda Guerra Mundial, contando com espionagem, personagens reais e fictícios, mistérios e acontecimentos marcantes. 

O Tempo Entre Costuras começa em um romance e termina em uma aventura de suspense eletrizante, repleto de personagens marcantes e emoções. O livro também aborda aspectos políticos e culturais de diversas nações como Alemanha, Espanha e Marrocos. Com tanto assunto, o livro gira em torno de 500 páginas das quais o leitor mal vê passar.

Super recomendo :)
Formô!

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

Opa! Tudo bom? Havia ganhado “A Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón durante o ano passado, mas foi só nas férias que consegui lê-lo. 

A história começa em 1945, em Barcelona. No aniversário de Daniel Sempere, garoto de 11 anos triste, pois não consegue lembra-se da falecida mãe, é levado pelo pai a um local misterioso: O Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera que alguém as descubra. Daniel encanta-se por “A Sombra do Vento”, de Julian Carax. Anos depois, Daniel torna-se obcecado por descobrir outros livros e o paradeiro de Julian
Porém, ele descobre que alguém vem queimando todas as obras do escritor e que o exemplar que ele tem nas mãos pode ser o último a existir. Em sua busca por respostas, Daniel vê que sua própria historia pode estar ligada com a de Julian.
Fascinante, “A Sombra do Vento” virou um dos meus livros preferidos, pois prende o leitor do inicio ao fim com seus mistérios e perfeita caracterização dos personagens. O final é surpreendente e é impressionante como “tudo faz sentido”. 
Nunca havia lido nada do Carlos Zafón nem de literatura espanhola, mas depois deste espero ler outros. “A Sombra do Vento” é nota 10, show de bola, supimpa, me amarrei, tirei o chapéu, do balacobac...tá, chega.
Formô!

Revolução dos Bichos - George Orwell

Oopa! Tudo bom? Estou na primeira semana na faculdade *-* Tudo muito novo e legal, mas ainda não tem muita matéria haha q e “só” sete livros pra ler no semestre... Mas ainda não estou sofrendo muito com o fato de ser Bixo (eu não sei em quantos estados se usa esta expressão, quer dizer “calouro”, recém-chegado na faculdade), ou seja, ainda não teve o trote :P. Mudando de assunto, nas férias li o clássico de George Orwell, A Revolução dos Bichos. 

A história se passa em uma granja onde os bichos andam revoltados com os maus tratos de seu dono e após escutarem uma historia de um velho porco (ah, os animais falam) decidem se rebelar contra o proprietário. Na perspectiva dos animais, os seres humanos seriam a causa de todo o sofrimento animal e baseiam-se no lema “Duas patas ruim, quatro patas bom”. Obtendo sucesso no “motim”, os animais ‘dominam’ a granja implantando uma espécie de “comunismo” onde todos seriam iguais, trabalhariam iguais e dividiriam a produção igualmente. Felizes, os animais (dentre eles cavalos, porcos, cachorros, etc) implantam uma série de “regras” dentre as quais estão cosias como “Nenhum animal dormirá em cama”, “Nenhum animal usará roupas”, etc, em uma forma de diferenciar severamente os bichos do inimigo maior: o ser humano
A alegria dura pouco e com o tempo os porcos (que se autonomeiam superiores e mais espertos) começam a liderar,  impor novas regras e a colocar os animais uns contra os outros.
Escrito durante a Segunda Guerra, a narrativa satiriza ferozmente a ditadura de Stalin numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. Os personagens fazem, subliminarmente, referências claras a personagens reais da época. 
De uma escrita clara e interessante, o livro de George Orwell tornou-se um dos meus preferidos. Uma leitura quase obrigatória para os amantes de metáforas e de “formas políticas”, sem se tornar um livro chato e monótono (até porque têm algo como 140 páginas, no máximo, dependendo da edição).
Ta aí a dica ;)

(Parece que tem um filme deste livro, mas fico pensando como gravaram as cenas em que os bichos falam? QQ Com as técnicas “fabulosas” de Babe, o porquinho 3? E vai ver até aproveitaram o elenco... Ok, chega)
Formô!