Notícias sobre shows internacionais: Maio

Opa! Tudo bom? Maio já está na metade e já estamos cheios de novidades sobre artistas internacionais vindo ao Brasil! Confira as primeiras notícias desse mês:


Um dos maiores fenômenos do mundo da música atual, com mais de setenta nomeações e dezesseis prêmios conquistados, o cantor, compositor, produtor, diretor e músico Bruno Mars retorna ao país com sua nova turnê 24K Magic World, para se apresentar 18 de novembro, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, e no Estádio do Morumbi, em São Paulo, no dia 22 de novembro. A turnê sul-americana seguirá para Santiago, Buenos Aires, Lima e Quito e terá como convidado especial a banda de pop rock norte-americana DNCE! Ingressos para os shows estarão disponíveis em livepass.com.br a partir de 15 de maio para o show de São Paulo e 16 de maio para o show do Rio de Janeiro.


O tradicional festival sertanejo Villa Mix anunciou uma atração inesperada para a sétima edição em Goiânia nos dias 1º e 2 de julho: Demi LovatoEsta é a primeira vez que um artista estrangeiro entra para o line-up do evento. O mesmo acontecerá no estacionamento do estádio Serra Dourada. Segundo a imprensa da cantora, o show de Demi será exclusivo, portanto não se estenderá para outros estados. 


O mestre da guitarra Steve Vai volta ao Brasil para uma série de 6 shows. A turnê marca a primeira vez que Vai executa o disco Passion and Warfare ao vivo na íntegra, incluindo algumas surpresas muito especiais. "A banda é ótima e todos estamos tocando melhor do que nunca", diz Vai. "Esta é uma rara oportunidade de ouvir este álbum em sua totalidade e provavelmente a última vez que alguém terá a chance de presenciá-lo ao vivo. Há uma profunda apreciação em termos a oportunidade para honrar este trabalho no palco, e estamos sorrindo a todo momento ". Os shows passarão por Brasília, BH, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba!

Na semana que vem vou postar um especial com todos os sideshows do Rock in RIo. Tem MUITA coisa. Haja dinheiro pra assistir todos que a gente gosta né?!

Resenha do disco 'The Search for Everything', do John Mayer

Opa! Tudo bom? Hoje trouxe a resenha do mais recente disco do John Mayer: The Search for EverythingEm vez de lançar o álbum de forma tradicional, o artista liberou seu trabalho aos poucos. Ou, como ele mesmo definiu, “em ondas”. Primeiro ele lançou 4 músicas na Wave One, depois mais 4 na Wave Two e por último o disco inteiro, com 12 músicas. Não tem edição deluxe, as surpresas ficaram justamente por conta desse lançamento.






À respeito do disco, o John Mayer é aquele tipo de artista que não erra. Ele não inventa muitas coisas diferentes, mas ao mesmo tempo não fica aquela sensação de ser a mesma coisa. 'The Search for Everything' oscila bastante entre músicas mais animadas com outras mais baladinhas. Eu acho justamente que essa oscilação entre estilos e temáticas ela identifica muito esse John Mayer que está buscando coisas novas, experimentando. E tudo a ver com o nome “The Search for Everything”, que é “a busca por tudo”.

Duas músicas que me remetem muito a isso são “Changing” e “Moving On and Getting Over”, essa especificamente tem um instrumental bem diferente, mescla com alguns elemento de RnB, é ótima. E Changing tem uma das melhores aparições do John na guitarra do disco. Veja o que achei das outras dez faixas do disco e o resto da análise em si:


Ouça o disco no Spotify aqui:


Já ouviram este disco? O que acharam?

Show do Rob Zombie + Ghost, em Porto Alegre

Opa! Sábado agora acontece em São Paulo o Maximus Festival. Essa será a segunda edição do festival e vai contar este ano com Linkin Park, Slayer, Rob Zombie, Red Fang, Ghost, Rise Against e muito mais. Ontem Porto Alegre teve a honra de receber os artistas Rob Zombie e Ghost, que aproveitaram a vinda ao Brasil para mostrar um pouco do seu metal para a capital gaúcha! A Jéssica foi lá conferir esse mega show de pertinho, tirou fotos e contou tudo pra gente. Confira:


Estava claro que a noite seria um show de horrores. A temperatura em Porto Alegre caiu drasticamente, levando pro Pepsi On Stage centenas de jovens com suas jaquetas e sobretudos de couro pretos. Já na fila era possível identificar os fãs da banda Ghost, caracterizados com rostos pintados e túnicas de freiras.

Ghost subiu ao palco exatamente às 21h, trajados como de costume, o Papa Emeritus III com sua vestimenta e o rosto pintado de branco e preto, acompanhado de seus Nameless Ghoulsalls com suas máscaras com chifres. Foi introduzido um breve trecho de Masked Ball seguida de Square Hammer, lançada em 2016, que levantou o público ansioso já por sua espera. Foi lindo ver todo mundo cantando e pulando junto. Ghost seguiu com o single Pinnacle to the Pit, e em seguida com Ritual, essa do seu primeiro álbum Opus Eponymous. Mas o que animou mesmo foi o clássico Cirice, assim como Pinnacle to the Pit, também do álbum Meliora (2015).

Com o público já aquecido, com certeza, o ápice da noite foi a música Year Zero, quase como um hino cantado em coro por todos os fãs presentes na noite. A música venera o anticristo e faz parte do álbum mais polêmico da banda, Infestissumam.

Quase finalizando o show, Absolution acalmou um pouco os ânimos, mas Mummy Dust deixou aquele gosto de quero mais.  As primeiras palavras com o público foram trocadas através de um forte sotaque sueco. O vocalista arriscou um “Porto Alegre” e “Obrigado” e ainda brincou em inglês, enquanto algo era ajeitado nas guitarras de um dos seus músicos. Papa Emeritus III levantou o ânimo dos fãs para o final do show com Monstrance Clock, onde todos cantaram em coro o refrão “Come together, together as a one Come together for lucifer’s son”.  O espetáculo contou com um total de 7 músicas, deixando os fãs impacientes e querendo Bis. Não veio.


Assim que Ghost deixou o palco, às 21h55, uma equipe enorme tomou conta para desmontar toda a produção de Ghost e montar o mais rápido possível o espaço para a atração principal: Rob Zombie.


Pontualmente as 22h15 o mestre Zombie acompanhado de Ginger Fish (baterista), John 5 (guitarrista) e Piggy D (baixista) deram início ao show (e que show). Foi impossível não ser contagiado pela energia da banda, era visível a sintonia de todos. Dead City Radio and the New Gods of Supertown fez o público pular e cantar junto, seguida de Superbeast e Demonoid Phenomenon, um clássico atrás do outro.  A nova In the Age of the Consecrated Vampire We All Get High, lançada em 2016, fez o público tomar fôlego para as que estavam por vir. Living Dead Girl e Scum of the Earth não deixaram ninguém para de cantar, pular e bater cabelo. Foi lindo.

Aproveitando a animação do público, Rob Zombie e banda apareceram com dois bonecos infláveis de E.T.s e jogaram para o público antes de inciar o single Well, Everybody's Fucking in a U.F.O. que gruda como um chiclete na cabeça.  Atendendo as expectativas, veio uma leva de clássicos marcados pelo tempo de White Zombie: More Human Than Human, Never Gonna Stop (The Red, Red Kroovy) e  House of 1000 Corpses levaram os fãs de Zombie ao delírio, principalmente após o líder descer do palco e ir cantar juntinho com o público da pista. Durante Never gonna Stop bolas coloridas e gigantes foram jogadas ao mar de gente e rolaram por toda a pista do Pepsi On Stage. O figurino, que era trocado quase a cada músical não pode deixar de ser comentado, em House of 1000 Corpses, nome do single (2001) e também do filme dirigido por Rob Zombie (2003), a banda subiu ao palco com trajes country, Rob Zombie vestindo chapéu de cowboy. A banda parecia não perder o fôlego nunca e assim seguiu até o final.


O solo de guitarra de John 5 introduziu Thunder Kiss '65 e um breve trecho de School's Out (Alice Cooper). E assim pensávamos que o show havia terminado. Mas mal deu tempo de respirar e a banda já voltava ao palco para o BIS com The Lords of Salem seguida de Get Your Boots On! That’s the End of Rock and Roll. Logo, deixaram o palco, mas o público queria mais. Atendendo aos pedidos, eles voltaram, e Rob Zombie veio demonstrando todo o seu carinho enrolado em uma bandeira do Brasil. Assim, finalizaram a noite com Dragula, um clássico de 1998.

Que noite! Dois espetáculos lindos de ver e ouvir. A banda Ghost mostrou como contagiar seu público e Rob Zombie acompanhado de uma banda incrível, confirmou seu nome de artista completo. Inesquecível.


Resenha do disco 'Humanz', do Gorillaz

Opa! Hoje nós vamos conversar sobre o quinto disco do Gorillaz: Humanz. O Gorillaz talvez seja a maior banda virtual da atualidade. Ele é uma criação do Damon Albarn (vocalista do Blur) e pelo Jamie Hewlett - que é o responsável pela parte gráfica da ideia. Eles estavam sem lançar material inédito desde 2011 e nesse meio tempo o Damon chegou a dizer que ele e o Jamie estavam em conflito criativo e que provavelmente não teríamos novidades da banda. Esses conflitos aparentemente foram muito bem resolvidos, já que o Gorillaz lançou muitas novidades junto deste disco novo.


Humanz tem vinte faixas na versão simples e mais 6 na versão deluxe. Como são muitas músicas, eu passarei meio rápido por todas elas. Temas como "Insegurança de um futuro tão tecnologico, vazio e artificial" são bastante trabalhados neste álbum. 'Humanz' faz uma reflexão não só social como também política, mas sem apontar vilões, especialmente porque as gravações começaram antes das eleições. Assista ao vídeo, e entenda o conceito e minha opinião sobre a maioria das faixas:



Já havia escutado este disco? O que achou da resenha? :)

Destino e circunstâncias: resenha do filme Babel

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxe a resenha do incrível "Babel", de 2007. Dirigido por Alejandro González Iñárritu, mesmo diretor do ótimo 'O Regresso', que concorreu ao Oscar de melhor filme em 2016 e do superestimado 'Birdman', que também concorreu ao Oscar de melhor filme e levou a estatueta em 2015. 'Babel' também concorreu ao Oscar, porém não levou. Além de ter concorrido com os filmes, Iñarritu também concorreu como melhor diretor e ganhou em todos.



O filme consegue mostrar que sim, Iñárritu é um ótimo diretor, porque não é à toa que ele ganhou tantos prêmios e conquistou tantas indicações. (Fora outras obras que não citei aqui, mas que também levaram prêmios). Babel me surpreendeu, e muito. Achei que fosse um filme com um viés totalmente político, porém é um filme sobre destino, sobre circunstâncias.

O filme se foca em quatro histórias paralelas, quatro conjunto de acontecimentos e que ao longo da narrativa vão se ligando e eu achei isso fantástico! As histórias estão todas conectadas por um acidente, que reúne quatro grupos de pessoas de três continentes distintos: dois jovens marroquinos que resolvem testar o rifle que seu pai comprou e acabam gerando o acidente, um casal americano em férias no Marrocos, uma adolescente japonesa surda e seu pai perseguido pela polícia e uma senhora mexicana que leva as crianças em que cuida como babá para a fronteira do México com os EUA sem permissão de seus pais.


Tudo isto acontece paralelamente, ou seja, enquanto uma das histórias está acontecendo no Japão, outra está acontecendo no Marrocos e assim durante todo o filme. 

Aliás, uma curiosidade sobre o título do filme: ele remete à Torre de Babel, uma referência bíblica à ideia de pessoas que falam línguas diferentes e não conseguem estabelecer comunicação entre si. No filme, não por não conseguirem se comunicar diretamente (apesar de ter uma personagem surda–muda, que aí sim, não conseguia se comunicar mesmo) mas por seus destinos conseguirem se comunicar, independente de que parte do mundo eles estão.

Outra coisa legal no filme 'Babel' é que ele trabalha com 4 línguas diferentes. Claro, o roteiro tem todo seu mérito pela construção da narrativa de uma forma que pudesse ser vista cinematograficamente, ele é extremamente bem costurado, mas a direção de Alejandro é impecável, faz tudo isso acontecer sem nenhum atropelamento, com todo o entendimento que tem que ser dado, usa de ótimos planos para dar contextualizar a cena.



O elenco também está ótimo, Iñáritu soube tirar o melhor dos atores, que desenvolveram seus personagens de uma forma muito profunda que vai desde a atriz que interpreta a garota surda que fez um trabalho excelente com a linguagem corporal até os meninos marroquinos, totalmente desconhecidos do público. A fotografia é esplêndida, mescla os diferentes cenários mostrando o contraste entre a moderna cidade de Tóquio, o deserto do Marrocos e a pobreza do México, tudo isto acompanhado de uma ótima trilha sonora que consegue acompanhar cada diferente cena, aliás, a trilha sonora ou a falta dela, em alguns casos - como é o exemplo de uma cena em que a garota japonesa está em uma festa, porém como ela é surda, não conseguimos ouvir a música, apenas a observação dela de quem está dançando e isso funciona muito bem, pois te ambienta dentro da história e do personagem. 

Achei legal que além dos contrastes de cenário, o filme traz um contraste social também, vemos - aí já enviesado para um lado político social, de certa forma até meio estereotipado, mas mesmo assim, isso não desmerece o filme. 

Grandes Diretores: Tim Burton

Opa! Hoje o quadro Grandes Diretores vai falar sobre os clipes dirigidos por um cineasta muito famoso mundialmente: Tim Burton! Tim Burton nasceu na Califórnia e é muito conhecido por suas animações e trabalhos góticos e peculiares. Seus principais filmes são Edward mãos de tesoura, Ed Wood (ambos com Johnny Depp) e também dois Batmans. Além disso ele é o responsável por animações como O Estranho Mundo de Jack e a Noiva Cadáver. Apesar da grande experiência no cinema, Burton dirigiu somente dois videoclipes até hoje e os dois para o The Killers. Saiba mais sobre as duas produções no vídeo abaixo:


O primeiro foi da música Bones, do disco Sam’s Town de 2006. Este clipe mostra um casal assistindo a um filme em um Drive In e posteriormente quando eles saem para passear, os dois se transformam em esqueletos. No final do vídeo, o próprio The Killers vira esqueleto. Confira:


Já o segundo e mais recente videoclipe dirigido pelo Tim Burton é o de Here With Me, do disco Battle Born de 2012. É muito interessante ver como essa parceria entre o The Killers e o TIm Burton, pois este segundo vídeo é muito mais bonito e muito mais complexo e simbólico. O final é incrível, mas eu não vou estragar a surpresa. É um clipe muito bonito para uma música maravilhosa. Ah, e quem interpreta a atriz boneca é a Winona Ryder.


 
Já conhecia os dois vídeos do Tim? Que outro diretor gostaria de ver nesta coluna? :)

Notícias sobre shows internacionais: Abril

Opa! Tudo bom? Como de costume, no final do mês eu faço um apanhado nas notícias sobre os próximos shows internacionais que vão rolar no Brasil e que foram anunciados no mês que passou! Abril ainda não acabou, mas já tem bastante novidade! Confira:



Uma das maiores vozes pop da atualidade, Ariana Grande traz a Dangerous Woman Tour para o Brasil, com show no Rio de Janeiro, no dia 29 de junho, na Rio Arena, e em São Paulo, em 1° de julho, no Allianz Parque. No setlist, o público poderá conferir sucessos como “Into You”, “Dangerous Woman” e “Side To Side”, presentes no último álbum da cantora. A venda de ingressos começa ainda esta semana ;)


Famosos no YouTube, o Boyce Avenue vem ao Brasil em junho para três apresentações. Ao todo serão três shows, passando por Belo Horizonte (MG) dia 08 de Junho no Music Hall, passando por São Paulo dia 09 de Junho no Cine Joia e encerrando no dia 10 de Junho no Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ).


A banda islandesa Sigur Rós fará um show único em São Paulo em novembro. As informações vêm do blog Popload, que trará o grupo dentro de sua programação Popload Gig. Será a primeira vez de Sigur Rós em show solo no país, após vinda em 2001.


O ex-beatle está de volta! Em outubro, Paul McCartney fará quatro shows para comemorar os 50 anos do álbum “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”. As apresentações acontecerão dias 12/10 em Porto Alegre (Beira-Rio), 15 em São Paulo (Allianz Parque), 17 em Belo Horizonte (Mineirão) e 20 em Salvador (Fonte Nova).

A pré-venda de ingressos começa nesta sexta-feira, dia 28, e vai até domingo, 30, para clientes do cartão Elo, no site oficial do astro inglês. Ainda não sabemos quando abrirão as vendas ao público geral, nem os valores dos ingressos.


A turma do Steven Tyler está de volta! E dessa vez pela última vez (será?). A turnê de despedida do Aerosmith - Aero-Vederci -  não vai passar somente pelo Rock in Rio! Belo Horizonte será a primeira cidade do país a receber a turnê. A banda se apresenta no festival carioca no dia 21 de setembro no dia 24 será a vez de São Paulo. Rumores apontam que Curitiba também vai receber a banda, mas isto ainda não foi totalmente confirmado! 

Veja como foi o show do Aerosmith em Porto Alegre ano passado

Edição da madrugada do dia 27: O Maroon 5 acabou de confirmar um show extra a sua passagem pelo Rock in Rio! A cidade sortuda foi Curitiba e o show deve acontecer no dia 14 de setembro! É a chance do Maroon se redimir com o pessoal paranaense depois do atraso doido de 4 horas do show de 2012 hahaa (contei mais sobre isso aqui).


 Todas as informações completas estão na nossa agenda. Gostaram das novidades? Me contem se pretendem ir em algum desses :)

Crítica do filme 'Fragmentado'

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxa a crítica do diferente 'Fragmentado' ;)



Fui convidada novamente pelo GNC Cinemas de Porto Alegre para a pré-estreia do filme 'Fragmentado', que estreiou oficialmente nos cinemas dia 23 de março. Levei comigo uma boa dose de expectativa, pois quando recebi a sinopse achei o tema bem interessante, pois sempre gostei de temáticas deste tipo. Mas bem, qual é a temática? O filme trata de um homem que sofre de transtorno de personalidade múltipla, que é caracterizada por um único indivíduo que demonstra características de duas ou mais personalidades e identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio. É como se dentro dele habitassem várias pessoas e de vez em quando alguma delas se manifesta. Gosto muito quando o cinema aborda assuntos mais relacionados à psicologia e a psicanálise, pois acho que é um prato cheio para se criar ou se basear uma história, afinal, seres humanos são sempre imprevisíveis e fascinantes.



Dirigido por M. Night Shyamalan (conhecido por dirigir “O Sexto Sentido”, que concorreu ao Oscar de 1999 em diversas categorias), e protagonizado por James McAvoy e Anya Taylor Joy. Como falei anteriormente, o filme tem como plano de fundo a condição mental do personagem e também protagonista Kevin (James McAvoy), que possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las tranquilamente em sua mente, apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra dentro de um carro em um estacionamento e as leva para um cativeiro. Lá elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar, seja por força e desespero, seja por tentar entender o que está acontecendo e como Kevin se comporta, que é a opção que Casey (Anya Taylor Joy), resolve seguir.

Enquanto as amigas tentam escapar a todo custo, muitas vezes provocando a ira de Kevin, Casey tenta se aproximar dele e tentar entender a sua condição e o que o levou a sequestrá-las. Então, devido ao seu passado, que ao longo da narrativa vai sendo mostrado em pequenos flashbacks, entendemos o porque ela quer se aproximar dele e o porque eles podem ter uma ligação que ela pode usar ao seu favor.



Lembram lá no começo do texto em que eu falei que tava com uma boa expectativa em relação à história do filme? Pois então, me decepcionei. A narrativa se desenrolou bem no começo, mas depois desandou, bem no momento em que deveria chegar ao clímax. O roteiro se confunde em alguns momentos, tu acaba não entendendo o que o personagem quer e a trama sai do viés mais psicológico e migra para um viés fantástico, quase de ficção científica e isso me decepcionou muito. Tirando o fato do roteiro não ser organizado e não se sustentar como narrativa, a atuação de James McAvoy é muito boa. Ele consegue facilmente mudar de uma personalidade para a outra com muita facilidade e demonstrando com maestria as peculiaridades de cada uma. Os planos utilizados pelo diretor também merecem destaque. Por fim, apesar da minha expectativa ter ido por água abaixo, acho sempre válido, por mais que o filme tenha críticas negativas, que a gente assista, conheça e entenda.




Análise do clipe 'Please' do U2 #20AnosDePop

Opa! Tudo bom? No mês de março o disco ‘Pop’ do U2 completou 20 anos. Por conta disto, decidi fazer uma pequena análise do clipe da música ‘Please’, minha preferida do álbum.


Assim como “Sunday Bloody Sunday’, ‘Please’ fala sobre o “The Troubles”, que é o nome dado aos conflitos políticos e étnicos ocorridos na Irlanda do Norte. Para resumir o que é o “The Troubles” muito resumidamente, são os conflitos entre católicos e protestantes, envolvendo exército britânico, IRA (exército republicano irlandês), ataques terroristas e muito mais. Por mais que não seja especificamente um problema mundial, é uma guerra civil muito séria na região e que gerou diversas mortes.


A capa do single traz a imagem de 4 políticos diretamente envolvidos com a questão, sendo alguns pacifistas e outros de forte participação de cada lado. O Bono chegou a mencionar no ‘U2 by U2’ que a música é feita para “uma pessoa específica”,que de certa forma acredita que ideias estão acima de pessoas. 

Falando agora do vídeo, ele é dirigido pelo Anton Corbjin - que já trabalhou com o U2 em outros vídeos, incluindo uma das versões de One. O clipe de ‘Please’ é simples mas ao mesmo tempo muito complexo. Nele vemos uma pequena vila em preto e branco em que todas as pessoas andam de joelhos. São pessoas de diferentes idades, jeitos e principalmente, de diferentes religiões. Somente duas pessoas não estão ajoelhadas: a menina e o idoso.



A menina eu imagino que represente toda e qualquer criança, que é inocente e bondosa, sem conhecer religião, preconceitos, etc. O senhor, que eu vou chamar carinhosamente de “o velho” é todo aquele estereotipo que se tem de Deus ou de uma figura religiosa: de barba longa, com aparência sábia e bondosa e “acima” dos demais (uma vez que ele está em pé e o resto das pessoas não). Porém, apesar de não estar ajoelhado, O Velho está maltrapilho, com uma placa escrita “Please” e com a touca estendida pedinchando. Mendigo mesmo. Enquanto ele fica no cantinho dele, com a placa “por favor” e a touca, as pessoas passam por ele e o ignoram. Não só as pessoas comuns, como também o papa, as freiras, o judeu, etc. Todos ignoram. 

O que é mais importante? Ter uma religião, rezar, se ajoeilhar? Ou ajudar o próximo, amar e respeitar? Sabe aquela frase de caminhão que diz “não adianta fazer yoga e não cumprimentar o porteiro”? Então. Pessoas ocupadas, indo pros seus compromissos, mas ainda de joelhos, porem sem fazer o mais básico dos princípios cristãos que é amar o próximo. 

Além desta crítica, existem outras simbologias presentes no clipe. Falei mais nelas no vídeo ;) Já conheciam esse clipe? Gostaram da crítica?

Titãs em Porto Alegre: Apesar de mais uma baixa, a banda segue excelente

Opa! Tudo bom? Na última sexta-feira rolou aqui em Porto Alegre mais um show da banda Titãs. A turnê faz parte do disco “Nheengatu” e contou com a nova formação da banda. Dessa vez, quem vai falar mais sobre isso é o Lucas Vidal e também vai explicar mais um pouco sobre essa nova formação dos caras. Confiram:




De todas as bandas brasileiras dos anos 1980, os Titãs estão entre as que conseguiram construir a carreira mais sólida. Sem pausas, permanecendo na mídia desde o início das suas atividades e lançando discos sempre elogiados, o grupo resistiu não só ao tempo, mas à saída de muitos dos seus integrantes. Primeiro, Arnaldo Antunes foi cuidar da sua carreira solo. Poucos anos depois, uma tragédia tirou a vida do guitarrista Marcelo Frommer. Na sequência, saíram Nando Reis, com o mesmo pretexto de Arnaldo, e Charles Gavin, que hoje é apresentador do Canal Brasil. O último a abandonar a barca foi Paulo Miklos, e essa ausência foi muito sentida no Opinião, em Porto Alegre, na última sexta-feira.


Já acostumados a lotar a clássica casa de shows da capital gaúcha, os remanescentes Branco Mello, Tony Bellotto e Sérgio Britto, acompanhados do baterista Mario Fabre e do guitarrista Beto Lee, entregam-se com uma garra comovente. Começam com Cabeça Dinossauro, que dá nome ao disco mais famoso do grupo, lançado em 1986. “Cabeça Dinossauro/Pança de mamute / Espírito de Porco”. Eis a letra que plateias de todo o Brasil cantam em plenos pulmões há décadas. AA UU e Diversão, interpretadas por Sérgio Britto, dão continuidade ao espetáculo. Logo após, Mello apresenta A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, um dos pontos altos da noite. A refinada crítica à indústria musical e à supervalorização dos artistas de língua inglesa em detrimento dos nacionais é entoada por todos.

Foto tirada do Facebook oficial da banda

O Pulso, Aluga-se (de Raul Seixas) e Será Que É Isso Que eu Necessito? seguem empolgando. Em Sonífera Ilha, o primeiro sucesso deles, do álbum de estreia, de 1984, boa parte do público protagoniza na pista do Opinião um retorno aos anos 80, com uma dança daquelas que costumamos ver nos clipes da década. O ambiente não poderia estar melhor. Quando o clima de nostalgia começa a tomar conta, os Titãs chegam com Fardado, o rock pesado do mais recente álbum, Nheengatu. Uma pena que “Fardado / Você também é explorado” não seja mais um refrão poderoso como era com os vocais de apoio de Miklos. Os fãs retribuem o esforço da banda, fazendo as vezes do integrante recém saído.

Chegada ao Brasil, de Mello, é a outra representante de Nheengatu e talvez a única que deixa a desejar, dispersando parte dos espectadores. Muitos aproveitam para fazer sua selfie, comentar algo com os amigos. Televisão e Lugar Nenhum trazem a plateia de volta e antecedem uma novidade: o icônico guitarrista Tony Bellotto assume o microfone em Pra Dizer Adeus, que compôs em parceria com Nando Reis para o disco Televisão, de 1985. Ele começou a cantar somente no ano passado, e em palcos gaúchos esse foi um fato inédito. Epitáfio é daquelas que até as paredes do Opinião sabem a letra. É um dos maiores clássicos dos Titãs. Emocionante!

Foto tirada do Facebook oficial da banda

Se a apresentação acabasse aqui, com certeza ninguém reclamaria, mas os Titãs não cansam de empilhar hits. Marvin, Flores, Polícia e Homem Primata estão na lista de músicas que o país inteiro tem a letra na ponta da língua. Ovacionados, eles abandonam o palco. Como já é tradicional nas suas exibições, eles retornam em menos de cinco minutos. Os sucessos Desordem e Bichos Escrotos são executados na volta. Aproximando-se do fim, acontece a única escolha questionável. Com seu refrão recheado de palavrões direcionados a políticos corruptos, Vossa Excelência é uma das mais representativas canções da banda nos últimos anos, mas é impossível não sentir falta da voz de Miklos gritando “Filho da puta / Bandido/ Corrupto/ Ladrão”.

Foto tirada do Facebook oficial da banda

Depois de mais alguns minutos fora, os Titãs fazem o segundo bis, com É Preciso Saber Viver, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Depois de um desfile de duas horas de composições políticas, românticas, bem humoradas e críticas, se despedem com uma bonita balada do Rei. O show, apesar de excelente, deixa uma dúvida: será que os Titãs continuarão resistindo à mais recente baixa? As vozes de Arnaldo Antunes e Nando Reis já deixavam saudade. Agora uma terceira voz está sendo substituída nas apresentações. Os fãs do rock brasileiro torcem para que Branco Mello, Tony Bellotto e Sérgio Britto se saiam tão bem nos próximos anos quanto se saíram na noite da última sexta-feira no Opinião :)


Resenha do filme 'Maria Antonieta'

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxa a resenha do divertido e controverso 'Maria Antonieta', de 2006 e dirigido por Sofia Coppola!

resenha do filme

Maria Antonieta é um dos meus filmes preferidos por justamente falar da rainha da França do século XVIII e por ser dirigido por Sofia Coppola, que fez um ótimo trabalho com esse filme. Apesar de se tratar de uma narrativa histórica, pois narra a vida de Maria Antonieta desde a chegada na corte francesa até sua morte sendo guilhotinada na Revolução Francesa, Coppola conseguiu contar tudo isso de uma forma jovial, moderna, fascinante e glamourosa como Maria Antonieta deveria ser em vida. O filme é protagonizado por Kirsten Dunst, que está perfeita em seu papel como a rainha da França. 

Acompanhamos a jornada dessa controversa figura histórica desde quando ela, com 14 anos sai da corte austríaca e se muda para Paris para se casar com o príncipe Luis XVI, passando por seu relacionamento conturbado com ele, e seu desajuste e solidão dentro da corte, que era recheada de regras e tradições nas quais ela não se encaixava. Além disto, ela enfrenta as constantes pressões para gerar um herdeiro da linhagem real e assim, sustentar a monarquia. 

resenha do filme

"Maria Antonieta" também mostra o lado mais clássico da sua história, pelo qual ela ficou famosa e que gerou sua morte: sua vida ser regida por muitas festas e gastanças com roupas, sapatos e lazer. Tudo isto era bancado com o dinheiro que deveria servir para satisfazer a necessidade da população, que aliás era sua constante despreocupação com a situação política da França, não podendo assim, atuar como uma verdadeira rainha que serve o seu povo, gerando o ódio da população.

Sofia Coppola conseguiu traduzir em 'Maria Antonieta' todas estas situações. O roteiro é bem adaptado e organizado, já que se trata de transpor em audiovisual fatos históricos, o figurino é impecável e maravilhoso, consegue manifestar através de todo o pano utilizado toda a personalidade da rainha, que vai de inocente e frágil - detalhe para as cores claras e em tons pastéis, à sedutora e manipuladora – cores escuras e tons quentes, o figurino conseguiu extrair as facetas de Maria Antonieta.


A trilha sonora também é bem diferente e muito legal, já que Coppola optou por dar uma aura mais moderna – temos uma música do The Strokes como plano de fundo para uma determinada cena. A fotografia é incrível, sempre focando em detalhes e fazendo composições lindas de ambientes internos e externos, além, claro, da direção de Sofia Coppola que conseguiu unir isso tudo e fazer do filme um marco contemporâneo.


Notícias sobre shows internacionais: Fevereiro

Opa! Tudo bom? Como de costume, no final do mês eu faço um apanhado nas notícias sobre os próximos shows internacionais que vão rolar no Brasil e que foram anunciados no mês que passou! Fevereiro foi mais curto, mas mesmo assim cheio de novidades tanto em shows solo como em festivais, especialmente para quem curte bandas mais antigas. Confira:


O escocês Paolo Nutini fará uma única apresentação no Brasil. A apresentação será em São Paulo, no Audio Club, e será a primeira vez do artista no país. O álbum mais recente do artista foi “Caustic Love”, de 2014. Talvez você já o tenha ouvido em Gray's Anatomy ;)



O lineup do festival carioca só aumenta. Em fevereiro foram confirmados Justin Timberlake, The Offspring, Alice Cooper, Sepultura e Shawn Mendes. As datas e atrações especificadas estão na nossa página. Vale lembrar que ainda falta anunciar a grande atração do dia 23 de setembro, que ainda permanece em segredo. 


A veterana "The Who" deve se apresentar pela primeira vez no Brasil este ano! Serão três shows no Brasil, um no Chile e um na Argentina, na primeira turnê na América do Sul da história de mais de 50 anos do The Who. Os locais e datas ainda não foram anunciados ou confirmados, e especula-se até uma participação no Rock in Rio!



A banda australiana Midnight Oil confirmou cinco shows pelo Brasil. O grupo promete continuar com seu ativismo político tradicional durante as 50 apresentações ao longo da turnê. Por aqui os shows serão em Porto Alegre (25 de abril, no Pepsi On Stage), Curitiba (27 de abril, no Live Curitiba), São Paulo (29 de abril, no Espaço das Américas), Rio de Janeiro (30 de abril, no Vivo Rio) e Brasília (2 de maio, no Net Live). 


A produtora Move Concerts confirmou dois side shows do Maximus Festival em Porto Alegre. Trata-se de Slayer + Red Fang, dia 11 de maio, e Rob Zombie + Ghost, dia 10 de maio; ambos no Pepsi On Stage. Está será a primeira vez das bandas em Porto Alegre.


A produtora Free Pass Entretenimento confirmou a vinda do grupo norte-americano Mr. Big ao Brasil em agosto deste ano. O grupo passará por 4 capitais executando os grandes hits da banda! 

Todas as informações completas estão na nossa agenda. Gostaram das novidades? Me contem se pretendem ir em algum desses :)  



Resenha do disco 'Lost Whispers' do Evanescence



Opa! Hoje trouxe a resenha do disco semi-inédito do Evanescence: Lost Whispers. “Lost Whispers” faz parte do projeto “The Ultimate Collection”, que reúne os álbuns “Fallen”, “The Open Door” e “Evanescence”, além do disco de demos “Origin”, de 2000.Todos os discos estão em formato Vinil e acompanhados de um livro com fotos especiais.


Quando eu soube que o Evanescence iria lançar nesta coleção um disco de coletânea, imaginei que fosse conter os principais hits da banda. Para minha surpresa positiva, não foi isto o que aconteceu. ‘Lost Whispers’ é uma junção de b-sides e músicas pouco conhecidas da banda - o que para os fãs é um presente.

O disco começa com ‘Lost Whispers’, que é uma faixa introdutória com menos de um minuto de duração. A segunda faixa já é um dos grandes destaques do disco: a nova versão de Even in Death. O primeiro disco de estúdio do Evanescence foi Fallen de 2003, mas o que pouca gente sabe é a banda lançou um cd demo em 2000 chamado ‘Origin’. O álbum teve uma tiragem bem limitada e originou três faixas que posteriormente foram refeitas e lançadas em ‘Fallen’: My Immortal, Whisper e Imaginary. ‘Origin’ apesar de pouco produzido, tem faixas muito boas, entre elas ‘Even in Death’, que foi refeita para Lost Whispers.


Em seguida o disco traz um trio característico da fase ‘Fallen’: Missing, Farther Away e Breathe no More. Missing é uma música incríveis, uma das minhas preferidas deles, e ela foi B-Side de Fallen e depois apareceu como single do dvd ‘Anywhere But Home.’ Esse dvd e cd, aliás, trazem versões ao vivo do disco Fallen e de outras músicas como estas que estão no Lost Whispers: Farther Away e Breathe no More. “Breathe no More” em versão de estúdio pra mim é uma das coisas pelas quais este disco já valeu a pena.

Na sequência o disco traz If You Don’t Mind, que é uma faixa que foi tocada pela primeira vez ao vivo no Brasil, e eu estava lá. Foi no show em Porto Alegre em 2012. No ano seguinte a banda lançou a versão de estúdio, mas a faixa acabou um pouco esquecida, o que é uma pena. Together Again é uma faixa que deveria ter entrado em The Open Door, mas não entrou. Deveria ser da trilha sonora de Narnia mas também acabou de fora.



Por fim, a música foi lançada em 2010 como single e teve toda renda arrecadada revertida para doações às vítimas do terremoto no Haiti. Falando em ‘The Open Door’, a faixa seguinte é “The Last Song I'm Wasting On You” que foi b-side do disco. É uma faixa bem bonita e sentimental, fiquei feliz de ter sido lembrada neste disco. As quatro últimas faixas: ‘A New Way To Bleed’, ‘Say You Will’, ‘Disappear’ e ‘Secret Door’ fazem parte da edição deluxe do disco ‘Evanescence’ de 2011. Particularmente acho ótimas músicas, mas achei a inclusão delas uma coisa bem óbvia e se tem uma coisa que este disco não foi foi ‘óbvio’.

Para saber mais sobre a minha opinião sobre o disco, não deixe de assistir ao vídeo. Comentem aqui embaixo o que acharam da resenha e do disco :)

'Moonlight' e outros ótimos filmes do Oscar

Opa! Tudo bom? Ontem o Oscar surpreendeu a todos com a entrega do prêmio para o filme 'Moonlight'. A Elisa assistiu a todos os indicados ao prêmio e comentou um pouco sobre cada um deles. Os principais destaques e preferidos dela ficaram neste post. Leia abaixo sobre o vencedor e os demais indicados.

Moonlight: Sob a Luz do Luar 
oscar

Moonlight é o filme mais alternativo entre todos esses indicados. É dirigido por Barry Jenkins e estrelado por Alex R. Hibbert, Ashton Sanders e Mahershala Ali, sendo que os dois primeiros atores fazem o mesmo personagem, porém o primeiro faz ele criança e o segundo ele adolescente. A narrativa desse filme é bem complexa, pois foca em Chiron, um garoto que mora num subúrbio rodeado pelo tráfico de drogas e que tem uma vida complicada que incluí problemas com a mãe que é dependente química, bullying na escola e incerteza quanto à sua opção sexual. 

Todas as cenas são muito intensas e com ótimas atuações, é um filme extremamente humano, trata de problemas comuns com gente comum, é um filme sensível. Dos que citei neste post, foi o que eu mais gostei, foi uma experiência cinematográfica muito rica. A trilha sonora é muito boa, a direção também é excelente, tudo bem encaixado: roteiro, plano, cenas, aliás, os planos usados pelo diretor são todos muito delicados, expressivos e detalhados. Vale muito a pena ver esse filme! Recomendo muito! 


Lion: Uma Jornada Para Casa 

Lion é dirigido por Garth Davis e estrelado por Rooney Mara, Dev Patel e o pequeno e contagiante Sunny Pawar. O filme conta a história real do indiano Saroo, que quando tinha apenas cinco anos, se perdeu de seu irmão mais velho em uma estação de trem em Calcutá e acabou perdendo completamente o contato com toda a sua família. O filme possui três linhas do tempo: a vida de Saroo com a família antes do desaparecimento, a partir de seu desaparecimento: tudo o que ele passa longe da família, perdido e sozinho vagando por diversas cidades e sua vida depois de adotado por uma família australiana que o acharam em um orfanato até o momento em que Saroo decide encontrar a família biológica, que é a grande trama do filme. 

O roteiro é um pouco desconexo, já que mexe com três linhas do tempo e tudo fica muito misturado e confuso, a história começa bem, mas ao longo do filme vai se perdendo. A fotografia é muito bonita, porém os atores poderiam ter sido melhor dirigidos. Também não consegui me envolver com a história, chegou uma hora que eu tava torcendo para que o filme acabasse logo. Apesar da minha opinião negativa em relação à Lion, por ele estar concorrendo ao Oscar, acredito que vale a pena assistir. 

Um Limite Entre Nós 

Baseado na aclamada e premiada peça teatral de mesmo nome, dirigido por Denzel Washington, que também atua como protagonista juntamente com a ótima Viola Davis, Um Limite Entre Nós é pesado, lento, com diálogos rápidos, porém muito humano. A narrativa é sobre Troy, um homem que trabalha como catador de lixo, mas que sonhava em se tornar um grande jogador de beisebol durante sua infância. Devido à algumas situações que a vida colocou em seu destino, Troy acaba desistindo do sonho e tendo uma vida comum e fracassada. Além do foco na vida frustrada do personagem, o filme traz o relacionamento dele com a esposa Rose e com o filho. 

O longa é bem dirigido, tem boa fotografia e roteiro, porém como eu disse anteriormente ele é lento narrativamente e nos momentos de diálogos, que são muitos, ele é extremamente rápido, tanto nas falas dos personagens quanto na câmera que os acompanha. É pra ser devorado com muita paciência. Eu estava esperando bem mais do filme, mas gostei. 

Até o Último Homem 

Esse foi um filme que eu não estava esperando nada, estava neutra em relação a ele e estava até achando que fosse sem graça, porém gostei bastante, me surpreendeu. 'Até o último Homem' é dirigido por Mel Gibson, protagonizado por Andrew Garfield e baseado numa história real. Durante a Segunda Guerra Mundial, Desmond Doss, decide se alistar no exército para cumprir um dever patriótico e ajudar os soldados como médico, porém ele se recusa a pegar em armas, pois sua extrema fé em Deus o faz acreditar que não deve matar. Enfrentando brigas e preconceitos pela sua crença, Desmond faz de tudo para que reconheçam que, mesmo sem pegar em armas ele pode sim ajudar o exército americano na guerra. 

O filme não é sobre um homem que vai para a guerra salvar vidas, mas sim sobre a consciência de um homem que é extremamente enraizado em sua fé. Com um roteiro bem organizado e estruturado, o filme conseguiu fazer eu me prender na história, a direção de Mel Gibson também é muito boa, ele usa diversos planos e usa de metáforas e pequenos detalhes para mostrar a fé daquele personagem, as cenas de guerra são bem fiéis e de certa forma muito bonitas, justamente por representar com bastante realismo o horror da guerra. É um filme bem interessante e que te faz ter momentos de ódio e de amor pelo protagonista.  

A Qualquer Custo 

Já adianto que foi o filme que menos gostei, passei o filme inteiro sofrendo pra conseguir me prender na história, porém não consegui, fiquei esperando ansiosamente os créditos subirem. Até agora estou sem entender porque esse filme tá concorrendo, mas enfim. A história é sobre dois irmãos que assaltam bancos, pois por não pagarem os impostos da fazenda em que vivem, estão prestes à perde-la e decidem optar pela atividade criminosa para conseguir quitar a dívida com o Estado e em paralelo a história acompanha os dois detetives que tentam pegá-los. 

O filme tem como plano de fundo o interior do Texas, nos EUA, com todo seus costumes interioranos e preconceituosos. Acredito que o filme serve mais como uma crítica social mesmo, pois trata da difícil relação do país com a população indígena e sobre miséria material e humana dentro do cenário. O lado positivo vai para a fotografia, que é muito bonita, mostrando a paisagem americana de um modo bem realista, mas ao mesmo tempo poética. Bom, essas foram as minhas críticas. 


E aí o que acharam? Concordam comigo, discordam? Mas independente disso, assistam os filmes, mesmo os criticados negativamente por mim devem ser assistidos como uma forma de se conhecer mais o cinema e todo seu encanto.