Show do The Who em Porto Alegre

Opa! Tudo bom? Com um pouco de atraso (falha minha, peço perdão), o Lucas vai contar um pouco sobre como foi a incrível vinda do The Who para Porto Alegre, no anfiteatro Beira-Rio!
Foto da Agência RBS
Com pontualidade inglesa, o The Who entra no palco do Beira-Rio, em Porto Alegre, às 21h30 da terça-feira dia 26 de setembro, para iniciar a sua histórica apresentação para uma plateia que não chegou a lotar as dependências do Estádio do Internacional. Era possível ver uma boa quantidade de cadeiras vermelhas vazias. Em tempos de crise, muitos não tiveram condições de comprar os ingressos, que custavam entre R$105 (cadeira superior, com meia entrada) e R$580 (pista Premium). Quem foi, certamente, não se arrependeu. Roger Daltrey e Pete Townshend, os dois únicos fundadores do The Who ainda vivos, começam o desfile de hits com I Can’t Explain, um dos seus primeiros singles, lançado na Inglaterra no começo de 1965.

Olhos incrédulos observam os setentões darem uma aula de Rock’n Roll. 

A fúria do The Who estava ali, diante daqueles que esperaram uma vida pela primeira vinda do grupo ao Brasil. Depois de tantas promessas de turnês na América Latina, o sonho tornou-se realidade. Vozes emocionadas acompanham o The Who em The Seeker e Who Are You, as duas próximas do bem escolhido set list. É impossível ficar parado diante de The Kids Are Allright, sucesso do álbum de estreia, My Generation, de 1965, cuja faixa título provoca choro e gritos dos fãs. A curiosidade é que essa canção traz a frase “I hope I die before I get old” (espero que eu morra antes de envelhecer, em tradução livre). Pete Townshend, 72 anos, que compôs essa letra aos 20, garante que segue sentindo-se jovem e que é isso o que importa. Que bom! 

Esbanjando saúde e empolgação, executam I Can See for Miles, única representante do clássico Who Sell Out, de 1967, que talvez seja o único disco “injustiçado”. Canções como Marie Anne With The Shaky Hand e Armenia City in The Sky cairiam muito bem. Mas também ninguém reclamou, e de fato é muito difícil para um grupo com mais de cinco décadas de carreira escolher pouco mais de 20 músicas para tocar ao vivo. Bargain dá uma nova cara ao espetáculo, entrando na fase em que o grupo começou a fazer músicas mais pesadas. A balada Behind Blue Eyes é a mais cantada pelos fãs nesta primeira parte do show. Essas duas foram extraídas de Who’s Next, de 1971. 


Foto: G1
É incrível observar a garra e o talento dos músicos no palco. Pete segue fazendo seus backing vocals no mesmo tom de décadas atrás, exatamente da mesma forma com que os adoradores do Who assistiram por meio século: da TV em preto e branco, ao VHS; dos DVDs às plataformas digitais. “You better you better you bet. Oh Oh Oh”. Quantos anos todos esperaram para ver ao vivo dois dos maiores roqueiros de todos os tempos cantando essas linhas? Valeu a pena! Cada segundo. Cada centavo. O estilho velhinho simpático somado ao de roqueiro rebelde da dupla encanta a todos. Daltrey e Townshend se divertem divertindo. Para dar um breve descanso à voz de Daltrey, eles emendam duas músicas de Quadrophenia, álbum de 1973. A primeira é The One, o momento solo de Pete, que toca violão e canta sua balada diante de olhares atentos. The Rock é um belo tema instrumental, com execução vibrante. 

O vocalista retorna para Love Reign O’er Me, umas das maiores músicas de amor de todos os tempos. Quem acostumou-se a ver vídeos do Who ao longo do tempo se lembra das marcas registradas de Pete e Daltrey: o primeiro dando voltas com o braço antes de tocar as notas na sua guitarra. O segundo jogando o microfone para cima e se enrolando no fio. Tudo se passa ali, no nosso país. Na nossa casa. Exatamente como acontece há 50 com anos. É uma experiência de vida irrepetível, um contato real com a história da cultura do século XX. À essas alturas, a certeza de que o ingresso já estava pago toma conta de todos. Não há falhas na apresentação. É só emoção. Mas ainda viria mais. 


Foto Hits Entretenimento (Divulgação)
A Ópera Rock Tommy, de 1969, que merecia um show exclusivo, é lembrada com quatro canções. O disco conta a história de um garoto que fica surdo, cego e mudo por causa de um trauma e depois torna-se um messias. “How do You think He does it?” (como você acha que ele faz isso?), pergunta Pete. “I don’t know” (não sei), responde Daltrey. Comoção total. As falas do hino Pinball Wizard são entoadas por todos. Choros, risos e coros são ouvidos na plateia. Banda e público tornam-se um só na homenagem a uma obra atemporal. Amazing Journey, Sparks e See Me Feel Me/ Listening to You encerram uma parte que sozinha já valeria a noite. Voltando para o disco Who’s Next, Baba O’Riley, uma das mais famosas, poderia ser o encerramento ideal. Mas ainda faltava algo, a mais furiosa de todas, Won’t Get Fooled Again. Pete Townshend deslizando de joelhos no chão enquanto executa o solo dessa música certamente está entre os momentos mais emblemáticos da história do Rock’n Roll. O garoto que não morreu antes de envelhecer.

A celebração é finalizada com a conhecida crítica aos governantes, de Won’t Get Fooled Again. “Meet The New Boss. The same as The Old Boss” (encontre o novo chefe, é igualzinho ao antigo chefe), esbraveja um já cansado porém satisfeito Roger Daltrey. Bem que poderia ser um até logo, mas provavelmente seja um adeus. Os integrantes do The Who dão a entender que vão se aposentar após o fim da atual turnê. Como em quase todo grande show, ainda há um bis. A pesada 5:15 e a sessentista Substitute aparecem para brindar os fãs que estão ali desde o começo da tarde esperando pelos seus ídolos.

Roger Daltrey e Pete Townshend não devem em nada a colegas contemporâneos seus, como Paul McCartney, Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts, que também já deram aula de disposição e Rock’n Roll em solo brasileiro. O desempenho da dupla no Beira-Rio mostra que a clássica pergunta “Beatles ou Stones?” pode ter uma resposta bem inusitada: The Who!

Review: Katy Perry - Witness


Opa! Tudo bom com vocês? Witness é o quinto álbum de estúdio da cantora estadunidense Katy Perry. O seu lançamento ocorreu em 9 de junho de 2017, através da Capitol Records. Já havia comentando anteriormente sobre o clipe de 'Chained to the Rhythm", mas hoje fiz uma review faixa-a-faixa do álbum, que está bem interessante. Assistam abaixo:


Já conheciam o disco? O que acharam do Review?

A Nova música do U2 já está entre nós! Conheça "You're the best thing about me"

Opa! Tudo bom? Dia que U2 lança música nova pra mim sempre é dia de comemorar! 

 “You’re The Best Thing About Me” é o primeiro single do próximo álbum do U2, “Songs Of Experience”. O disco está previsto para ser lançado em dezembro, após o encerramento da turnê “The Joshua Tree” – com a qual o quarteto se apresentará no Estádio do Morumbi, em São Paulo, nos dias 19, 21, 22 e 25 de outubro. Em uma entrevista, o baixista Adam Clayton, comentou o lançamento. “Essa música é sobre o Bono falando do longo relacionamento com a esposa Ali, mas ao mesmo tempo tem uma universalidade, porque fala da banda, do nosso público”. Ouça abaixo:



O lyric vídeo de “You’re The Best Thing About Me” está muito bonito e foi dirigido pelos fotógrafos David Mushegain e Santiago Carrasquilla. Além disso, a música é a segunda divulgada recentemente pelo U2. Na semana passada, a banda soltou “The Blackout”, em uma versão ao vivo, acompanhada por um vídeo em preto e branco de uma performance em um show. Vale lembrar que os fãs também já conhecem “The Little Thing That Give You Away”, que já vem sendo tocada em alguns shows. 

No começo eu confesso pra vocês que não tinha achado a música grande coisa, mas lá pela terceira ouvida mudei totalmente de ideia. A melodia e letra são incríveis, e lembram bastante a época do disco “How to Dismantle an Atomic Bomb”. Porém, não me emocionou tanto quanto “The Little Thing That Give You Away”. Vamos aguardar as próximas novidades do álbum! 


A capa do single traz a filha do The Edge, Sian Evans, usando o icônico capacete já presente na capa do disco “Best of 80-90”. “Songs of Exprience” será uma continuação direta de “Songs Of Innocence”, lançado em 2014. Para a divulgação do disco, a banda saiu em turnê em 2015 com a primeira etapa da “Innocence + Experience Tour”, que deve ser continuada depois do lançamento de seu sucessor.

Gostaram da música? Vão no show deles em outubro?

Review: Lana Del Rey - Lust for Life

Opa! Tudo bom? Hoje vamos conversar um pouco sobre o quinto disco da Lana Del Rey: Lust for Life.
lust for life

O disco abre com Love, que é uma faixa já conhecido pelo público. Ela teve a produção do Rick Nowels e Emilie Hayne, que já haviam trabalhado com Lana em Born to Die. Logo nos primeiros instants já é possível perceber que a Lana Del Rey está em uma nova fase mais positiva. O que muda em “Love” é justamente o ângulo pelo qual essa experiência de Lana é vista, agora sob a lente do positivismo.


A faixa “Lust for Life”, que é a primeira parceria do disco dessa vez com o The Weeknd. A parceria entre os dois não é de agora: Lana já participou em duas faixas do The Weeknd: “Prisoner”, do álbum “Beauty Behind The Madness”, e “Stargirl Interlude”, do álbum “Starboy”. Lust for Life é uma música que eu pessoalmente gosto muito, eu acho que ela resume bastante o conceito do disco, não é a toa que ela leva o nome do disco. Essa mistura de romance, felicidade, com melancolia, abandono. Essa grande dualidade entre vida e morte presente, sim nas músicas da Lana, mesmo nessa fase mais “feliz”.



O disco tem 16 faixas, assista ao vídeo para saber em detalhes o que eu achei e analisei de cada uma:

Escute o disco inteiro no Spotify abaixo:



Já conheciam o disco? O que acharam da review?

Devendra Banhart no Brasil mês que vem


Opa! Tudo bom? Excelente notícia para os fãs do artista: O cantor e compositor norte-americano Devendra Banhart virá ao Brasil, em setembro, para sete apresentações: Recife, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. Ele trará ao país a turnê do seu nono álbum, “Ape in the Pink Marble”. As apresentações são mais uma realização da parceria entre a plataforma Queremos! e a Heineken. O "Queremos!" é aquela plataforma ótima que possibilita a vinda de artistas ao Brasil baseado nos pedidos dos fãs!

Ape in the Pink Marble” é o mais novo disco do Devendra, lançado em 2016. Ele tem tocado quase todas as 13 faixas deste álbum, entre elas “Celebration”, “Saturday Night” e “Fig in Leather”. Ouça o disco abaixo:


Para quem não conhece o Devendra, vou falar um pouquinho sobre ele. O artista nasceu em Houston, Estados Unidos, mas passou a infância em Caracas, na Venezuela. Quando a família retornou aos Estados Unidos, durante a sua adolescência, ele foi morar em Los Angeles, onde aprendeu a tocar violão e a falar inglês. 

Em pouco tempo, Devendra começou a se apresentar ao vivo, enquanto frequentava o San Francisco Art Institute, lugar em que desenvolveu o seu talento como artista visual: seus desenhos, minuciosos e enigmáticos, como as letras de suas músicas, já foram expostos em museus e galerias de todo o mundo. Escute também um de seus maiores sucessos - Mi Negrita:


Os shows acontecerão em menos de um mês. Vou deixar na nossa página especial todas as informações e datas. Já conheciam este artista??

Video Review: Strobelite - Gorillaz

Opa! Tudo bom? Este Video Review foi feito em parceria com a equipe da página Gorillaz BR. Muito obrigada pelo convite, pessoal. Peço desculpas deste já pela voz gripada, meio rouca e o "nariz endubido" hahaha. Vamos lá. Antes de mais nada, assista ao clipe de Strobelite:



'Strobelite' é uma parceria com o rapper Peven Everett, integra o disco mais recente do grupo, Humanz. No vídeo, os integrantes virtuais da banda ganham vida e vão dançar em uma balada repleta de luzes neon. Em destaque, o 2D e a Noodle, que dançam juntos ao longo do clipe. Vince Staples e Jehnny Beth, do Savages, que participam de outras faixas de Humanz, aparecem brevemente no clipe. Apesar de parecer um vídeo um tanto quanto abstrato por se tratar somente de uma festa, ele tem uma certa relação com a música que é bem mais complexa. O contexto em que ela se passa é o seguinte: Vivemos em um mundo efêmero, todas as informações e acontecimentos são muito rápidos e passageiros devido às redes sociais e as novas tecnologias. 

As notícias passam despercebidas pelos nossos olhos no celular e não paramos para pensar no que lemos. A música “Strobelite” fala justamente da velocidade em que nossa atenção é perdida nos dias de hoje. Alguns minutos sem o celular, que podem ser uma “dor momentânea”, pode estar escondendo o “prazer” a ser descoberto. 


A palavra “Strobelite” é justamente “estrobo-luz”, ou seja, aquelas luzes de festa mesmo. Em dado momento da letra, ele diz “somos uma pedra obsidiana?”. Que é justamente uma pedra escura que absorve a luz e se fecha. Pelo contrário, deveríamos estar refletindo a luz, como se fossemos uma “strobelight”, uma luz de balada. Devemos nos permitir ser um reflexo de nossas experiências. No refrão, Peven nos diz que quando estamos sonhando, pessoalmente, sem o celular, estamos acessando a vida que nós queríamos. Assista à análise completa abaixo:



Já conheciam o vídeo? O que acharam da análise?

Album Review: Imagine Dragons - Evolve

Opa! Hoje nós vamos conversar sobre o terceiro disco do Imagine Dragons: Evolve. O álbum é o terceiro de estúdio da banda americana, e foi lançado em 23 de junho de 2017 pela KIDinaKORNER e Interscope Records.


Eu estava muito ansiosa por esse disco, justamente por ter gostado muito e me identificado com os primeiros singles ('Thunder' e 'Believer'). Evolve atendeu e superou bastante as minhas expectativas. É um disco muito fechadinho, achei que ele está coeso até com as imagens promocionais. Para saber o que eu achei de cada faixa e conhecer mais sobre o conceito em si do disco, assista ao review abaixo:



Ouça no Spotify:

Já escutaram o disco? Qual a preferida de vocês?

EP Review: Kaleidoscope - Coldplay

Opa! Tudo bom? É bom estar de volta hehehe. Hoje trago a resenha do último lançamento do Coldplay, o EP 'Kaleidoscope'.


'Kaleidoscope' é o nome de uma das interludes do disco 'A Head Full of Dreams' lançado em 2015, e é justamente como se esse EP fosse um “braço” ou uma extensão do disco, já que a atmosfera é toda bem parecida. Essa coisa meio sonhadora, sentimental misturada com questões sociais e existencialistas. 

O EP começa com a muito lindinha 'All I Can Think is About You', que é uma faixa que tem uma “forma” bem parecida com as demais do disco. Tem uma introdução, depois desenvolve mais e no final explode. Ela tem alguns elementos que me lembraram bastante 'Speed of Sound', positivamente. 

A segunda é 'Miracles (Someone Special') com a participação do rapper Big Sean. Vale lembrar que o Coldplay já tinha uma música chamada 'Miracles', que é trilha do filme 'Unbroken'. Ambas são musicas bem emotivas sobre superação e autoconfiança. Em “Miracles” temas como Merecimento, persistência, respeito ao próximo, se juntam com a ideia de viver uma vida de forma mais leve e mais despretensiosa. É uma musica bem gostosa e eu achei que o rap do Big Sean agregou muito na letra, assim como na outra versão de Lost! com o Jay-z.

Assista a resenha completa abaixo:



Escute o EP no Spotify:


Já conheciam o disco? Qual a preferida de vocês?

Show acústico do Frejat em Porto Alegre

Opa! Tudo bom? Vou contar um pouquinho sobre como foi o show do Frejat em Porto Alegre no dia 11 de junho no Teatro Bourbon Country. O artista trouxe um show diferente do que está acostumado a fazer, pois no lugar da guitarra e de toda a energia dele e da banda, Frejat subiu ao palco apenas com voz e violão. Vocês verão que o setlist passa por sucessos de toda sua trajetória artística, e também por algumas versões. Como o próprio artista definiu: "a ideia é fazer um show intimista tocando minhas músicas, algumas delas sucessos e outras que não toco há muitos anos".

frejat bourbon country

Para uma platéia lotada, o show começou com 'Eu não quero brigar mais' (do disco 'Intimidade Entre Estranhos, de 2008) e 'O que mais me encanta' (do "Sobre nós Dois e o resto do mundo' de 2003). A sequência foi de uma mescla entre outros sucessos da carreira solo como 'Seu Amorzinho' e alguns clássicos da época do Barão Vermelho como 'Todo Amor Que Houver Nessa Vida' e 'Nós' - está Frejat até comentou que foi a primeira que compôs com Cazuza. Claro que não faltariam as famosas 'Segredos' e 'Homem Não chora" - que a platéia cantou em peso junto. 

Durante o show, Frejat interagiu bastante com o público, fazendo alguns comentários antes de cada música, contando a origem da mesma ou algumas curiosidades. Meus momentos preferidos foram quando Frejat tocou 'Amor pra Recomeçar' (canção icônica dele que gosto há anos), 'Intimidade entre Estranhos' (essa faixa eu não conhecia, mas fiquei encantada com a melodia e letra - que fala sobre vizinhos sofrendo cada um suas angústias) e é claro, 'Trocando em Miúdos' (versão da aclamada música de Chico Buarque que minha mãe está sempre cantando aqui em casa. Na hora mandei a gravação em áudio por whats e ela se emocionou bastante ^^). 


Da carreira solo do artista também foram tocadas músicas como 'O Amor é Quente', 'Me Perdoa', 'No Escuro e Vendo' e 'Sobre nós dois e o resto do mundo'. Já as canções do Barão Vermelho foram tocadas tanto as mais conhecidas como algumas mais "para os fãs" como 'Túnel do Tempo', "Sombras no Escuro", "O Poeta está vivo", "Bilhetinho Azul", "A Chave da porta da frente" e a clássica "Por Você" (nessa a platéia levantou para fazer coro junto do artista).  

Frejat se despediu, agradeceu muito à presença de todos, mas logo em seguida voltou para o bis. Neste, trouxe 'Por aí' (faixa pouco conhecida do Barão), 'Embriague-se' (nessa inclusive ele contou uma história muito fofa sobre como sua filha adorava essa música, mas por conta da letra ele simplesmente não podia deixá-la cantar) e 'Carpinteiro do Universo' (clássica música do Raul Seixas). O show encerrou com "Pro Dia Nascer Feliz' e com a platéia emocionada e muito feliz.


O show do Frejat estava impecável e eu gostei muito! Outra coisa que adorei foi a estrutura do Teatro Bourbon Country, que eu já tinha ido há muuuuuitos anos atrás porém para shows "de pé". Obrigada a Agência Cigana e à Jéssica pelo credenciamento :)

O que acharam do show? Vocês gostam das músicas dele? 

5 Clipes do Chris Cornell #Homenagem

Opa! O mês de maio foi bem triste para os fãs de rock. O artista Chris Cornell nos deixou na madrugada de quinta, dia 18 de maio. Momento muito triste e de reflexão. Não cabe nada além de respeito aos familiares,respeito a decisão dele e principalmente de admiração ao trabalho dele e de bons pensamentos e energias para que ele agora esteja em paz. Eu decidi fazer este vídeo como uma homenagem do Canal a este artista tão talentoso e tão inesquecível. Separei cinco principais clipes para a gente relembrar um pedacinho da carreira dele:



Chris Cornell nasceu em Seatle, Estados Unidos e começou a tocar piano ainda na infância. Quando jovem, chegou a fazer parte de uma banda chamada Jones Street Band, mas foi em 1984 que formou o grupo que o alavancou para o sucesso: o Soundgarden. A banda lançou dois discos nessa década: Ultramega OK e Louder Than Love. Em 1990, Chris perde seu grande amigo, o músico Andrew Wood. Disposto a homenagear o artista, Chris se junta a Eddie Vedder e Mike McCready, que posteriormente formariam o Pearl Jam, e a outros artistas e forma o grupo ‘Temple of the Dog”. Temple of the dog lançou somente um disco autointitulado e repleto de ótmas musicas, entre elas ‘Hunger Strike’ que é essa que vocês estão vendo. 

Já com do Soundgarden eu vou destacar dois grandes clipes. O primeiro é de Outshining. Outshining faz parte do terceiro disco da banda, o Badmotorfinger de 91. Esse foi um período em que a cena grunge estava em alta no mundo todo, com discos como Nevermind no Nirvana e Ten do Pearl Jam também em destaque. Esse disco tem outras grandes músicas como Rusty Cage, Jesus Christ Pose e "Room a Thousand Years Wide". 

Assista ao vídeo para conhecer e assistir um pouco dos principais clipes que escolhi :)

Show do Steve Vai em Porto Alegre

Opa! Tudo bom? Hoje vou contar um pouco sobre como foi o show do Steve Vai em Porto Alegre no dia 6 de junho de 2017, no teatro Araújo Vianna! 

porto alegre

O guitarrista icônico Steve Vai voltou ao Brasil trazendo dessa vez a turnê inédita do disco “Passion and Warfare”, em homenagem aos 25 anos do álbum. E por falar em aniversário, o músico estava completando 57 anos no dia do show. Além disso, o responsável pela abertura do show foi o músico gaúcho Erick Endres, que fez uma apresentação ótima! 

Pontualmente, o espetáculo começou com uma cena do duelo entre Steve Vai e Ralph Macchio do filme “Crossroads” no telão. Logo em seguida, Vai subiu ao palco todo vestido de luzes de led na roupa e lasers vermelhos saindo do óculos. Acompanhando de Phil Bone (baixo), Dave Weiner (guitarra) e Jeremy Colson (bateria), os músicos tocaram “Bad Horsie” (do disco “Alien Love Secrets”, 1995), “The Crying Machine” (do “Fire Garden”, 1997) e “Gravity Storm” (do “The Story of Light”, 2012). Sou a maior das manteigas derretidas em shows e sempre choro em algum momento. Tinha decidido que dessa vez não ia chorar, mas falhei miseravelmente em “Whispering a Prayer”. Lindo demais! 

porto alegre

Na sequência, Vai e os companheiros apresentaram o disco ‘Passion and Warfare’ na íntegra como prometido. Logo na primeira, ‘Liberty’, Vai contou com uma participação virtual do guitarrista Brian May (do Queen). As clássicas ‘Erotic Nightmares’ e ‘The Animal’ também empolgaram muito o público. “Answers” foi a segunda música a ter participação no telão. Dessa vez o companheiro de guitarra, Joe Satriani, brincou com perucas e máscaras enquanto dividia a guitarra com Vai. 

‘The Riddle’ e ‘Ballerina 12\24” também tocadas com perfeição, seguidas do hino “For the Love of God” (onde falhei mais uma vez tentando não chorar). O teatro do Araújo Vianna tem os setores muito próximos uns dos outros, o que normalmente faz o pessoal levantar no meio do show e ficar trocando de lugar na maior chafurda, o que definitivamente não aconteceu dessa vez. A platéia estava literalmente hipnotizada pelo brilho e maestria de Steve Vai. 


Depois, “The Audience is Listening” iniciou com o videoclipe clássico no telão, e no final apareceu mais uma participação virtual: John Petrucci, que brincou e tocou junto do músico. “I Would Love To” também foi tocada acompanhada do clipe, um vídeo bem farofeiro e divertido. Bem típico dos anos 90. “Blue Powder” e “Greasy Kid's Stuff” mantém o público empolgado, e a banda encerra a passagem do disco com o trio “Alien Water Kiss”, “Sisters” e “Love Secrets”. 

Steve Vai foi extremamente simpático ao longo do show, brincou com o público, fez piada sobre seu aniversário e apresentou seus colegas da banda. No bloco final, Vai tocou ‘Stevie’s Spanking’ em homenagem ao músico e amigo Frank Zappa seguida de “Racing the World”. Pouco antes da música final, a equipe do músico subiu ao palco e puxou um “Parabéns” ao artista. O show encerrou com “Fire Garden Suite IV – Taurus Bulba”. 


Steve Vai é um mestre atemporal! O show estava muito emocionante e impecável. Com certeza será uma noite inesquecível para todos que estavam presentes. Assista também a este resumo do show junto de algumas cenas gravadas por mim no vídeo abaixo:


Obrigada Abstratti Produtora pelo credenciamento!!

Favoritos (Musicais) de Maio

Opa! Tudo bom? Hoje eu vou contar pra vocês quais foram os meus favoritos musicais do mês de maio. Inspirados nos infinitos vídeos de favoritos do mês dos canais de livros, de séries, de beleza, decidi trazer uma ideia assim pro "mundo" da música. Lembrando que eu estou testando esse quadro ainda então pode ser que ele mude ao longo dos meses. Deixem sugestões aqui nos comentários :)



Meu disco preferido desse mês foi ‘Everyday Robots’ do Damon Albarn. Quando saiu o disco Humanz do Gorillaz, senti falta dos vocais do Damon, fui procurar outros trabalhos dele e me deparei com esse disco. O álbum é de 2014e é o primeiro disco totalmente solo do Damon. Bem diferente do Blur e do próprio Gorillaz, uma coisa mais eletrofolk. Tem musicas muito boas como ‘Lonely Press Play’, ‘Hollow Ponds’ mas a minha preferida é 'The Selifh Giant'. Ouça abaixo:




Agora vou falar das minhas músicas preferidas avulsas do mês de maio:

1 - Sleeping Dogs do Zakk Wylde com Corey Taylor


Por questões de burocracia da gravadora, a 'Sleeping Dogs' foi lançada sem a participação do Corey no disco 'Book of Souls II', do Zakk Wylde. Mas posteriormente o Zakk divulgou até um novo clipe pra faixa, contando então com os vocais do vocalista da Slipknot e Stone Sour. 

 2 - Stone Sour - Fabuless


Por falar em Corey Taylor, a Stone Sour está prestes a lançar seu sexto disco 'Hydrograd'. Eles são uma das minhas bandas preferidas então estou muito ansiosa pelo lançamento inteiro, Vou fazer resenha completa com certeza. Nas últimas semanas eles lançaram 3 musicas do trabalho novo: Fabuless, Song 3, Taipei Person/Allah Tea. As três faixas são muito boas, mas o clipe de Fabuless tá sensacional. 

 3 - The Little Thing That Give You Away - U2


O U2 está com música e turnê novas. Começou no mês passado a turnê 'The Joshua Tree Tour', homenageando os 30 anos deste disco histórico e ao final de todos os shows eles estão apresentando a musica nova ‘The Little Things that give you away”. Aquele disco cujo lançamento ninguém sabe quando vai acontecer. Infelizmente ainda não temos a versão de estúdio, mas a apresentação da banda no programa do Jimmy Kimmel dá conta do recado ;)

4 - Swish Swish - Katy Perry feat. Nicki Minaj


Nem só de rock vive este blog hahaha. A Katy Perry divulgou esse mês mais uma música do seu próximo dico ‘Witness’. Parceria com Nicki Minaj. Eu gostei muito dessa musica, achei bem diferente, dançante. A minha expectativa pra esse disco está bem baixa, mas pode ser que me surpreenda.

Qual dos favoritos vocês mais gostaram? 

Crítica do filme 'Anna Karenina'

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxa a resenha do filme Anna Karenina, de 2012, estrelado por Keira Knightley. 


O filme 'Anna Karenina' é uma adaptação britânica de 2012 do clássico livro homônimo de Liev Tolstói. Dirigido por Joe Wright - responsável por dirigir também a adaptação de Orgulho e Preconceito - tem Keira Knightley como protagonista, além de Jude Law e Aaron Taylor Johnson. Vale destacar que o longa ganhou 2 Oscars por trilha sonora original e figurino. Eu gosto muito desta história, pois o diretor optou por uma abordagem incomum de apresentar a história: o filme trabalha em forma de teatro antigo, os cenários se movem conforme a ambientação da cena e dos personagens. 

Logo nos primeiros minutos já notamos que há algo de diferente na produção. Esse é o grande diferencial e que me fez escolhê-lo para esta resenha. A história se passa em 1874 no período da Rússia Imperial e narra os conflitos de uma traição. Anna Karenina (Keira Knightley), é casada com Alexei Karenin (Jude Law), um prestigiado funcionário do governo. Porém ao viajar para consolar a cunhada, que vive uma crise no casamento devido à infidelidade do marido, ela conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson), que que se apaixona por ela e passa a segui-la. 


Apesar de se sentir atraída por Vronsky, Anna tenta ignorar seus sentimentos e decide voltar para sua cidade. Entretanto, Vronsky insiste e resolve se declarar. À partir disto, os dois começam a viver um romance escondido, até que Alexei descobre e Anna se vê pressionada e obrigada a fazer escolhas que contrariam seus objetivos. A primeira vista, parece só mais um romance de época, porém Anna Karenina trata do quão vulnerável podemos ficar diante de pressões e da evolução da mulher. 

A personagem, além de sofrer a pressão do marido, sofre também com a ridicularização e preconceito da sociedade da época com as mulheres que possuíam um caso extra conjugal. Em 1874, ano em que a história se desenrola, era ultrajante para uma mulher se envolver com outros homens e mais ultrajante ainda era pedir o divórcio, pois uma mulher divorciada era uma mulher indigna. Além desta questão, a narrativa também fala sobre o quanto as mulheres também eram vulneráveis e moldadas por princípios e regras da sociedade da época, por exemplo, há uma personagem que é pressionada pela família a se casar, pois seria uma vergonha ter uma "solteirona" na família, simbolizava fracasso. Então ao assistirmos o longa, podemos tirar alguma questões sociais para reflexão.



Falando dos aspectos técnicos, a direção de arte é linda! Como falei lá no começo do post, o filme todo tem a proposta de apresentar a narrativa como um teatro, os personagens e cenários são todos em cima de um palco, com tudo sendo montado ali na hora mesmo. O diretor chegou até a declarar que optou por esse tipo de proposta para dar mais ênfase à história, pois a sociedade russa da época era assim: um grande palco onde tudo era encenado. 

O longa quase não possui tomadas externas e isso chama muito a atenção, praticamente todas as cenas são internas, tudo o que era pra ser externo, foi substituído por cenário de papel. Gostei muito, também, dos planos utilizados pelo diretor, ele faz uso de vários planos detalhe – que tem por função justamente mostrar os detalhes do cenário - também faz um bom uso do plongée, que são planos vistos de cima, tudo com o intuito de ajudar a compôr a história. O filme vale ser visto pela criatividade usada por Joe Wright, é uma outra forma de se fazer e se ver o cinema.

John Mayer volta ao Brasil este ano

Opa! Tudo bom? Os brasileiros fãs de música receberam uma ótima notícia esta semana: a confirmação dos shows do John Mayer no país!


O cantor e compositor John Mayer, vencedor de sete Grammys, traz sua turnê 'Search for Everything World Tour' para o nosso país em outubro. Essa é a primeira turnê solo do cantor desde 2014 e ela passará pela Europa e América do Norte antes.

O artista desembarca aqui em Porto Alegre no dia 24 de outubro para um show no Anfiteatro Beira-Rio, às 21h. A pré-venda de ingressos para o show na capital gaúcha, exclusiva para clientes Banco do Brasil com cartão Ourocard, começa no dia 20 de junho, às 10h, no site www.livepass.com.br. As vendas para o público em geral iniciam no dia 23 de junho.


John Mayer também realizará outros quatro shows no país na mesma época: em São Paulo, no Allianz Parque dia 18; em Belo Horizonte na Esplanada do Mineirão no dia 20; em Curitiba na Pedreira Paulo Leminsky no dia 22; e no Rio de Janeiro, na Jeunesse Arena no dia 27.



'The Search for Everything World Tour' é a terceira grande turnê mundial de John Mayer depois do lançamento do álbum homônimo no início deste ano, seu sétimo álbum de estúdio.

Gostaram da notícia? Pretendem ir em algum dos shows? Eu mesma pretendo ir!! 

Respondendo à Tag dos Shows (Concert Tag)

Opa! Tudo bom? Em homenagem aos primeiros 500 inscritos no Canal Red Behavior, decidi fazer um vídeo mais pessoal. A tag "Concert Tag" é bastante famosa nos canais de música gringos, mas eu ainda não tinha a visto nos canais brasileiros. Tomei liberdade de traduzí-la e respondê-la no vídeo abaixo:



Abaixo vou deixar as perguntas para quem quiser responder também! Não esqueçam de me avisar para eu poder ver as respostas de vocês :)


1. Qual foi seu primeiro show?
2. Qual foi o show mais recente que você foi?
3. Qual foi o lugar mais longe que você foi para um show?
4. Qual foi sua experiência mais maluca em um show?
5. Você já teve sorte de encontrar alguma banda ou artista antes ou depois de um show? Sem ser Meet and Greet
6. Você ja comprou/esteve em um Meet and Greet?
7. O que você veste nos shows?
8. Qual vai ser o próximo show a que você vai?
9. Você já fez Mosh no público?
10. A quantos shows você vai em média por ano?
11. Quantas camisetas de shows você tem na coleção?
12. Em quais festivais você já foi e a quais gostaria de ir?
13. Você já ficou na grade?
14. Qual banda/artista você ainda não viu e gostaria muito de ver?
15. Qual melhor show da sua vida e por que?


Já conheciam essa tag? O que acharam?

Notícias sobre shows internacionais: Maio

Opa! Tudo bom? Maio já está na metade e já estamos cheios de novidades sobre artistas internacionais vindo ao Brasil! Confira as primeiras notícias desse mês:


Um dos maiores fenômenos do mundo da música atual, com mais de setenta nomeações e dezesseis prêmios conquistados, o cantor, compositor, produtor, diretor e músico Bruno Mars retorna ao país com sua nova turnê 24K Magic World, para se apresentar 18 de novembro, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, e no Estádio do Morumbi, em São Paulo, no dia 22 de novembro. A turnê sul-americana seguirá para Santiago, Buenos Aires, Lima e Quito e terá como convidado especial a banda de pop rock norte-americana DNCE! Ingressos para os shows estarão disponíveis em livepass.com.br a partir de 15 de maio para o show de São Paulo e 16 de maio para o show do Rio de Janeiro.


O tradicional festival sertanejo Villa Mix anunciou uma atração inesperada para a sétima edição em Goiânia nos dias 1º e 2 de julho: Demi LovatoEsta é a primeira vez que um artista estrangeiro entra para o line-up do evento. O mesmo acontecerá no estacionamento do estádio Serra Dourada. Segundo a imprensa da cantora, o show de Demi será exclusivo, portanto não se estenderá para outros estados. 


O mestre da guitarra Steve Vai volta ao Brasil para uma série de 6 shows. A turnê marca a primeira vez que Vai executa o disco Passion and Warfare ao vivo na íntegra, incluindo algumas surpresas muito especiais. "A banda é ótima e todos estamos tocando melhor do que nunca", diz Vai. "Esta é uma rara oportunidade de ouvir este álbum em sua totalidade e provavelmente a última vez que alguém terá a chance de presenciá-lo ao vivo. Há uma profunda apreciação em termos a oportunidade para honrar este trabalho no palco, e estamos sorrindo a todo momento ". Os shows passarão por Brasília, BH, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba!

Na semana que vem vou postar um especial com todos os sideshows do Rock in RIo. Tem MUITA coisa. Haja dinheiro pra assistir todos que a gente gosta né?!

Resenha do disco 'The Search for Everything', do John Mayer

Opa! Tudo bom? Hoje trouxe a resenha do mais recente disco do John Mayer: The Search for EverythingEm vez de lançar o álbum de forma tradicional, o artista liberou seu trabalho aos poucos. Ou, como ele mesmo definiu, “em ondas”. Primeiro ele lançou 4 músicas na Wave One, depois mais 4 na Wave Two e por último o disco inteiro, com 12 músicas. Não tem edição deluxe, as surpresas ficaram justamente por conta desse lançamento.






À respeito do disco, o John Mayer é aquele tipo de artista que não erra. Ele não inventa muitas coisas diferentes, mas ao mesmo tempo não fica aquela sensação de ser a mesma coisa. 'The Search for Everything' oscila bastante entre músicas mais animadas com outras mais baladinhas. Eu acho justamente que essa oscilação entre estilos e temáticas ela identifica muito esse John Mayer que está buscando coisas novas, experimentando. E tudo a ver com o nome “The Search for Everything”, que é “a busca por tudo”.

Duas músicas que me remetem muito a isso são “Changing” e “Moving On and Getting Over”, essa especificamente tem um instrumental bem diferente, mescla com alguns elemento de RnB, é ótima. E Changing tem uma das melhores aparições do John na guitarra do disco. Veja o que achei das outras dez faixas do disco e o resto da análise em si:


Ouça o disco no Spotify aqui:


Já ouviram este disco? O que acharam?

Show do Rob Zombie + Ghost, em Porto Alegre

Opa! Sábado agora acontece em São Paulo o Maximus Festival. Essa será a segunda edição do festival e vai contar este ano com Linkin Park, Slayer, Rob Zombie, Red Fang, Ghost, Rise Against e muito mais. Ontem Porto Alegre teve a honra de receber os artistas Rob Zombie e Ghost, que aproveitaram a vinda ao Brasil para mostrar um pouco do seu metal para a capital gaúcha! A Jéssica foi lá conferir esse mega show de pertinho, tirou fotos e contou tudo pra gente. Confira:


Estava claro que a noite seria um show de horrores. A temperatura em Porto Alegre caiu drasticamente, levando pro Pepsi On Stage centenas de jovens com suas jaquetas e sobretudos de couro pretos. Já na fila era possível identificar os fãs da banda Ghost, caracterizados com rostos pintados e túnicas de freiras.

Ghost subiu ao palco exatamente às 21h, trajados como de costume, o Papa Emeritus III com sua vestimenta e o rosto pintado de branco e preto, acompanhado de seus Nameless Ghoulsalls com suas máscaras com chifres. Foi introduzido um breve trecho de Masked Ball seguida de Square Hammer, lançada em 2016, que levantou o público ansioso já por sua espera. Foi lindo ver todo mundo cantando e pulando junto. Ghost seguiu com o single Pinnacle to the Pit, e em seguida com Ritual, essa do seu primeiro álbum Opus Eponymous. Mas o que animou mesmo foi o clássico Cirice, assim como Pinnacle to the Pit, também do álbum Meliora (2015).

Com o público já aquecido, com certeza, o ápice da noite foi a música Year Zero, quase como um hino cantado em coro por todos os fãs presentes na noite. A música venera o anticristo e faz parte do álbum mais polêmico da banda, Infestissumam.

Quase finalizando o show, Absolution acalmou um pouco os ânimos, mas Mummy Dust deixou aquele gosto de quero mais.  As primeiras palavras com o público foram trocadas através de um forte sotaque sueco. O vocalista arriscou um “Porto Alegre” e “Obrigado” e ainda brincou em inglês, enquanto algo era ajeitado nas guitarras de um dos seus músicos. Papa Emeritus III levantou o ânimo dos fãs para o final do show com Monstrance Clock, onde todos cantaram em coro o refrão “Come together, together as a one Come together for lucifer’s son”.  O espetáculo contou com um total de 7 músicas, deixando os fãs impacientes e querendo Bis. Não veio.


Assim que Ghost deixou o palco, às 21h55, uma equipe enorme tomou conta para desmontar toda a produção de Ghost e montar o mais rápido possível o espaço para a atração principal: Rob Zombie.


Pontualmente as 22h15 o mestre Zombie acompanhado de Ginger Fish (baterista), John 5 (guitarrista) e Piggy D (baixista) deram início ao show (e que show). Foi impossível não ser contagiado pela energia da banda, era visível a sintonia de todos. Dead City Radio and the New Gods of Supertown fez o público pular e cantar junto, seguida de Superbeast e Demonoid Phenomenon, um clássico atrás do outro.  A nova In the Age of the Consecrated Vampire We All Get High, lançada em 2016, fez o público tomar fôlego para as que estavam por vir. Living Dead Girl e Scum of the Earth não deixaram ninguém para de cantar, pular e bater cabelo. Foi lindo.

Aproveitando a animação do público, Rob Zombie e banda apareceram com dois bonecos infláveis de E.T.s e jogaram para o público antes de inciar o single Well, Everybody's Fucking in a U.F.O. que gruda como um chiclete na cabeça.  Atendendo as expectativas, veio uma leva de clássicos marcados pelo tempo de White Zombie: More Human Than Human, Never Gonna Stop (The Red, Red Kroovy) e  House of 1000 Corpses levaram os fãs de Zombie ao delírio, principalmente após o líder descer do palco e ir cantar juntinho com o público da pista. Durante Never gonna Stop bolas coloridas e gigantes foram jogadas ao mar de gente e rolaram por toda a pista do Pepsi On Stage. O figurino, que era trocado quase a cada músical não pode deixar de ser comentado, em House of 1000 Corpses, nome do single (2001) e também do filme dirigido por Rob Zombie (2003), a banda subiu ao palco com trajes country, Rob Zombie vestindo chapéu de cowboy. A banda parecia não perder o fôlego nunca e assim seguiu até o final.


O solo de guitarra de John 5 introduziu Thunder Kiss '65 e um breve trecho de School's Out (Alice Cooper). E assim pensávamos que o show havia terminado. Mas mal deu tempo de respirar e a banda já voltava ao palco para o BIS com The Lords of Salem seguida de Get Your Boots On! That’s the End of Rock and Roll. Logo, deixaram o palco, mas o público queria mais. Atendendo aos pedidos, eles voltaram, e Rob Zombie veio demonstrando todo o seu carinho enrolado em uma bandeira do Brasil. Assim, finalizaram a noite com Dragula, um clássico de 1998.

Que noite! Dois espetáculos lindos de ver e ouvir. A banda Ghost mostrou como contagiar seu público e Rob Zombie acompanhado de uma banda incrível, confirmou seu nome de artista completo. Inesquecível.