Nothing but Real explora os monstros interiores e a dualidade humana em “Creatures”
By Maria Eduarda {@mariaeduardamichael} - outubro 31, 2026
Opa! Unindo música, personagens fictícios e uma narrativa cinematográfica, Nothing but Real apresenta “Creatures”, faixa que introduz um universo artístico construído em torno dos conflitos entre luz e escuridão. A composição explora aquilo que escondemos de nós mesmos e dos outros, especialmente as partes mais sombrias da personalidade que aprendemos a controlar conforme amadurecemos. Essa dualidade aparece tanto na letra quanto na identidade visual da banda, formada por quatro personagens mascarados: o Oracle, responsável pelos vocais, e três Sentinels, todos guiados por Sakar, uma entidade de outro mundo que observa os seres humanos como criaturas. A proposta transforma a música em uma experiência que vai além da sonoridade, despertando curiosidade sobre os próximos capítulos dessa história.
Musicalmente, “Creatures” combina elementos mais pesados do rock e do metal com uma abordagem melódica que também se aproxima do pop punk. As guitarras saturadas e a bateria intensa ajudam a construir a tensão da faixa, enquanto o refrão marcante oferece um contraste acessível e envolvente. A composição se desenvolve em sete movimentos ao longo de pouco mais de três minutos e meio, explorando diferentes intensidades sem perder a coesão. Um detalhe especialmente interessante é a presença de um refrão infantil gravado por crianças, que representa a inocência da infância e aquilo que se perde durante o crescimento. Essa escolha reforça o conceito da música e cria mais uma camada de significado para a narrativa. Ouça abaixo:
O videoclipe também merece destaque por funcionar como uma extensão do universo de Nothing but Real, e não apenas como um acompanhamento visual. A estética cinematográfica, os personagens e a atmosfera sombria reforçam a identidade do projeto, demonstrando uma direção artística bastante definida. Gravada no L'Orangerie Studio, com trabalhos posteriores de produção vocal e finalização envolvendo Bertrand Poncet e Tom Kran, a faixa apresenta um resultado coeso, equilibrando peso, melodia e narrativa. “Creatures” é o primeiro fragmento de um futuro álbum conceitual, que promete desenvolver essa história ao longo de novos lançamentos.
Acompanhe Nothing but Real nas redes sociais para conhecer mais sobre seu universo e descobrir os próximos capítulos dessa jornada.










