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Notícias sobre shows internacionais: Maio

Opa! Tudo bom? Maio já está na metade e já estamos cheios de novidades sobre artistas internacionais vindo ao Brasil! Confira as primeiras notícias desse mês:


Um dos maiores fenômenos do mundo da música atual, com mais de setenta nomeações e dezesseis prêmios conquistados, o cantor, compositor, produtor, diretor e músico Bruno Mars retorna ao país com sua nova turnê 24K Magic World, para se apresentar 18 de novembro, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, e no Estádio do Morumbi, em São Paulo, no dia 22 de novembro. A turnê sul-americana seguirá para Santiago, Buenos Aires, Lima e Quito e terá como convidado especial a banda de pop rock norte-americana DNCE! Ingressos para os shows estarão disponíveis em livepass.com.br a partir de 15 de maio para o show de São Paulo e 16 de maio para o show do Rio de Janeiro.


O tradicional festival sertanejo Villa Mix anunciou uma atração inesperada para a sétima edição em Goiânia nos dias 1º e 2 de julho: Demi LovatoEsta é a primeira vez que um artista estrangeiro entra para o line-up do evento. O mesmo acontecerá no estacionamento do estádio Serra Dourada. Segundo a imprensa da cantora, o show de Demi será exclusivo, portanto não se estenderá para outros estados. 


O mestre da guitarra Steve Vai volta ao Brasil para uma série de 6 shows. A turnê marca a primeira vez que Vai executa o disco Passion and Warfare ao vivo na íntegra, incluindo algumas surpresas muito especiais. "A banda é ótima e todos estamos tocando melhor do que nunca", diz Vai. "Esta é uma rara oportunidade de ouvir este álbum em sua totalidade e provavelmente a última vez que alguém terá a chance de presenciá-lo ao vivo. Há uma profunda apreciação em termos a oportunidade para honrar este trabalho no palco, e estamos sorrindo a todo momento ". Os shows passarão por Brasília, BH, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba!

Na semana que vem vou postar um especial com todos os sideshows do Rock in RIo. Tem MUITA coisa. Haja dinheiro pra assistir todos que a gente gosta né?!

Resenha do disco 'The Search for Everything', do John Mayer

Opa! Tudo bom? Hoje trouxe a resenha do mais recente disco do John Mayer: The Search for EverythingEm vez de lançar o álbum de forma tradicional, o artista liberou seu trabalho aos poucos. Ou, como ele mesmo definiu, “em ondas”. Primeiro ele lançou 4 músicas na Wave One, depois mais 4 na Wave Two e por último o disco inteiro, com 12 músicas. Não tem edição deluxe, as surpresas ficaram justamente por conta desse lançamento.






À respeito do disco, o John Mayer é aquele tipo de artista que não erra. Ele não inventa muitas coisas diferentes, mas ao mesmo tempo não fica aquela sensação de ser a mesma coisa. 'The Search for Everything' oscila bastante entre músicas mais animadas com outras mais baladinhas. Eu acho justamente que essa oscilação entre estilos e temáticas ela identifica muito esse John Mayer que está buscando coisas novas, experimentando. E tudo a ver com o nome “The Search for Everything”, que é “a busca por tudo”.

Duas músicas que me remetem muito a isso são “Changing” e “Moving On and Getting Over”, essa especificamente tem um instrumental bem diferente, mescla com alguns elemento de RnB, é ótima. E Changing tem uma das melhores aparições do John na guitarra do disco. Veja o que achei das outras dez faixas do disco e o resto da análise em si:


Ouça o disco no Spotify aqui:


Já ouviram este disco? O que acharam?

Show do Rob Zombie + Ghost, em Porto Alegre

Opa! Sábado agora acontece em São Paulo o Maximus Festival. Essa será a segunda edição do festival e vai contar este ano com Linkin Park, Slayer, Rob Zombie, Red Fang, Ghost, Rise Against e muito mais. Ontem Porto Alegre teve a honra de receber os artistas Rob Zombie e Ghost, que aproveitaram a vinda ao Brasil para mostrar um pouco do seu metal para a capital gaúcha! A Jéssica foi lá conferir esse mega show de pertinho, tirou fotos e contou tudo pra gente. Confira:


Estava claro que a noite seria um show de horrores. A temperatura em Porto Alegre caiu drasticamente, levando pro Pepsi On Stage centenas de jovens com suas jaquetas e sobretudos de couro pretos. Já na fila era possível identificar os fãs da banda Ghost, caracterizados com rostos pintados e túnicas de freiras.

Ghost subiu ao palco exatamente às 21h, trajados como de costume, o Papa Emeritus III com sua vestimenta e o rosto pintado de branco e preto, acompanhado de seus Nameless Ghoulsalls com suas máscaras com chifres. Foi introduzido um breve trecho de Masked Ball seguida de Square Hammer, lançada em 2016, que levantou o público ansioso já por sua espera. Foi lindo ver todo mundo cantando e pulando junto. Ghost seguiu com o single Pinnacle to the Pit, e em seguida com Ritual, essa do seu primeiro álbum Opus Eponymous. Mas o que animou mesmo foi o clássico Cirice, assim como Pinnacle to the Pit, também do álbum Meliora (2015).

Com o público já aquecido, com certeza, o ápice da noite foi a música Year Zero, quase como um hino cantado em coro por todos os fãs presentes na noite. A música venera o anticristo e faz parte do álbum mais polêmico da banda, Infestissumam.

Quase finalizando o show, Absolution acalmou um pouco os ânimos, mas Mummy Dust deixou aquele gosto de quero mais.  As primeiras palavras com o público foram trocadas através de um forte sotaque sueco. O vocalista arriscou um “Porto Alegre” e “Obrigado” e ainda brincou em inglês, enquanto algo era ajeitado nas guitarras de um dos seus músicos. Papa Emeritus III levantou o ânimo dos fãs para o final do show com Monstrance Clock, onde todos cantaram em coro o refrão “Come together, together as a one Come together for lucifer’s son”.  O espetáculo contou com um total de 7 músicas, deixando os fãs impacientes e querendo Bis. Não veio.


Assim que Ghost deixou o palco, às 21h55, uma equipe enorme tomou conta para desmontar toda a produção de Ghost e montar o mais rápido possível o espaço para a atração principal: Rob Zombie.


Pontualmente as 22h15 o mestre Zombie acompanhado de Ginger Fish (baterista), John 5 (guitarrista) e Piggy D (baixista) deram início ao show (e que show). Foi impossível não ser contagiado pela energia da banda, era visível a sintonia de todos. Dead City Radio and the New Gods of Supertown fez o público pular e cantar junto, seguida de Superbeast e Demonoid Phenomenon, um clássico atrás do outro.  A nova In the Age of the Consecrated Vampire We All Get High, lançada em 2016, fez o público tomar fôlego para as que estavam por vir. Living Dead Girl e Scum of the Earth não deixaram ninguém para de cantar, pular e bater cabelo. Foi lindo.

Aproveitando a animação do público, Rob Zombie e banda apareceram com dois bonecos infláveis de E.T.s e jogaram para o público antes de inciar o single Well, Everybody's Fucking in a U.F.O. que gruda como um chiclete na cabeça.  Atendendo as expectativas, veio uma leva de clássicos marcados pelo tempo de White Zombie: More Human Than Human, Never Gonna Stop (The Red, Red Kroovy) e  House of 1000 Corpses levaram os fãs de Zombie ao delírio, principalmente após o líder descer do palco e ir cantar juntinho com o público da pista. Durante Never gonna Stop bolas coloridas e gigantes foram jogadas ao mar de gente e rolaram por toda a pista do Pepsi On Stage. O figurino, que era trocado quase a cada músical não pode deixar de ser comentado, em House of 1000 Corpses, nome do single (2001) e também do filme dirigido por Rob Zombie (2003), a banda subiu ao palco com trajes country, Rob Zombie vestindo chapéu de cowboy. A banda parecia não perder o fôlego nunca e assim seguiu até o final.


O solo de guitarra de John 5 introduziu Thunder Kiss '65 e um breve trecho de School's Out (Alice Cooper). E assim pensávamos que o show havia terminado. Mas mal deu tempo de respirar e a banda já voltava ao palco para o BIS com The Lords of Salem seguida de Get Your Boots On! That’s the End of Rock and Roll. Logo, deixaram o palco, mas o público queria mais. Atendendo aos pedidos, eles voltaram, e Rob Zombie veio demonstrando todo o seu carinho enrolado em uma bandeira do Brasil. Assim, finalizaram a noite com Dragula, um clássico de 1998.

Que noite! Dois espetáculos lindos de ver e ouvir. A banda Ghost mostrou como contagiar seu público e Rob Zombie acompanhado de uma banda incrível, confirmou seu nome de artista completo. Inesquecível.


Resenha do disco 'Humanz', do Gorillaz

Opa! Hoje nós vamos conversar sobre o quinto disco do Gorillaz: Humanz. O Gorillaz talvez seja a maior banda virtual da atualidade. Ele é uma criação do Damon Albarn (vocalista do Blur) e pelo Jamie Hewlett - que é o responsável pela parte gráfica da ideia. Eles estavam sem lançar material inédito desde 2011 e nesse meio tempo o Damon chegou a dizer que ele e o Jamie estavam em conflito criativo e que provavelmente não teríamos novidades da banda. Esses conflitos aparentemente foram muito bem resolvidos, já que o Gorillaz lançou muitas novidades junto deste disco novo.


Humanz tem vinte faixas na versão simples e mais 6 na versão deluxe. Como são muitas músicas, eu passarei meio rápido por todas elas. Temas como "Insegurança de um futuro tão tecnologico, vazio e artificial" são bastante trabalhados neste álbum. 'Humanz' faz uma reflexão não só social como também política, mas sem apontar vilões, especialmente porque as gravações começaram antes das eleições. Assista ao vídeo, e entenda o conceito e minha opinião sobre a maioria das faixas:



Já havia escutado este disco? O que achou da resenha? :)

Destino e circunstâncias: resenha do filme Babel

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxe a resenha do incrível "Babel", de 2007. Dirigido por Alejandro González Iñárritu, mesmo diretor do ótimo 'O Regresso', que concorreu ao Oscar de melhor filme em 2016 e do superestimado 'Birdman', que também concorreu ao Oscar de melhor filme e levou a estatueta em 2015. 'Babel' também concorreu ao Oscar, porém não levou. Além de ter concorrido com os filmes, Iñarritu também concorreu como melhor diretor e ganhou em todos.



O filme consegue mostrar que sim, Iñárritu é um ótimo diretor, porque não é à toa que ele ganhou tantos prêmios e conquistou tantas indicações. (Fora outras obras que não citei aqui, mas que também levaram prêmios). Babel me surpreendeu, e muito. Achei que fosse um filme com um viés totalmente político, porém é um filme sobre destino, sobre circunstâncias.

O filme se foca em quatro histórias paralelas, quatro conjunto de acontecimentos e que ao longo da narrativa vão se ligando e eu achei isso fantástico! As histórias estão todas conectadas por um acidente, que reúne quatro grupos de pessoas de três continentes distintos: dois jovens marroquinos que resolvem testar o rifle que seu pai comprou e acabam gerando o acidente, um casal americano em férias no Marrocos, uma adolescente japonesa surda e seu pai perseguido pela polícia e uma senhora mexicana que leva as crianças em que cuida como babá para a fronteira do México com os EUA sem permissão de seus pais.


Tudo isto acontece paralelamente, ou seja, enquanto uma das histórias está acontecendo no Japão, outra está acontecendo no Marrocos e assim durante todo o filme. 

Aliás, uma curiosidade sobre o título do filme: ele remete à Torre de Babel, uma referência bíblica à ideia de pessoas que falam línguas diferentes e não conseguem estabelecer comunicação entre si. No filme, não por não conseguirem se comunicar diretamente (apesar de ter uma personagem surda–muda, que aí sim, não conseguia se comunicar mesmo) mas por seus destinos conseguirem se comunicar, independente de que parte do mundo eles estão.

Outra coisa legal no filme 'Babel' é que ele trabalha com 4 línguas diferentes. Claro, o roteiro tem todo seu mérito pela construção da narrativa de uma forma que pudesse ser vista cinematograficamente, ele é extremamente bem costurado, mas a direção de Alejandro é impecável, faz tudo isso acontecer sem nenhum atropelamento, com todo o entendimento que tem que ser dado, usa de ótimos planos para dar contextualizar a cena.



O elenco também está ótimo, Iñáritu soube tirar o melhor dos atores, que desenvolveram seus personagens de uma forma muito profunda que vai desde a atriz que interpreta a garota surda que fez um trabalho excelente com a linguagem corporal até os meninos marroquinos, totalmente desconhecidos do público. A fotografia é esplêndida, mescla os diferentes cenários mostrando o contraste entre a moderna cidade de Tóquio, o deserto do Marrocos e a pobreza do México, tudo isto acompanhado de uma ótima trilha sonora que consegue acompanhar cada diferente cena, aliás, a trilha sonora ou a falta dela, em alguns casos - como é o exemplo de uma cena em que a garota japonesa está em uma festa, porém como ela é surda, não conseguimos ouvir a música, apenas a observação dela de quem está dançando e isso funciona muito bem, pois te ambienta dentro da história e do personagem. 

Achei legal que além dos contrastes de cenário, o filme traz um contraste social também, vemos - aí já enviesado para um lado político social, de certa forma até meio estereotipado, mas mesmo assim, isso não desmerece o filme.