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Análise do Clipe 'Chained to the rhythm' da Katy Perry

Opa! Tudo bom? Ontem a internet parou por conta do novo clipe da Katy Perry: "Chained to the Rhythm". Como o clipe é recheado de simbologias e elementos, fiz uma análise sobre eles. Espero que gostem:



Antes de lançar este clipe, Katy Perry divulgou um lyric video da faixa em que aparecia o cotidiano de um ratinho. O personagem - que segundo ela se chama Mr. Parsons - fica assistindo a um rato na roda na televisão, enquanto mãos humanas preparam e lhe servem refeições. Esse rato não precisa fazer nada, apenas ficar quietinho assistindo o outro ratinho, enquanto uma “mão maior” lhe dá conforto, comida e segurança. O vídeo faz clara Refêrencia ao livro 1984 do George Orwell. Primeiro que o nome de um dos personagens tem o mesmo nome do ratinho. E segundo que O livro retrata uma sociedade aprisionada na engrenagem totalitária  totalmente dominada pelo poder do Estado, vivendo como fantoches de um sistema hipócrita onde tudo é feito coletivamente, mas cada um vive sozinho. Veja abaixo:



Falando agora especificamente do clipe, ele é ambientado no parque de diversões Oblivia, onde todas as pessoas se divertem, tiram muitas selfies e são felizes. Ele faz uma crítica ao estilo de vida pós-moderno e principalmente a alienação das pessoas diante da mídia e das tecnologias.

A Katy Perry já se posicionou diversas vezes contra a eleição do Donald Trump e isso é visível em dois pontos do vídeo: o brinquedo “The Great American Dream Drop” que coloca as pessoas em “casinhas” fechadas é uma crítica direta ao “Make America Great Again”, e o outro brinquedo que joga as pessoas para fora dos muros do parque obviamente se refere ao muro sugerido pelo presidente. Existe sim crítica ao governo do Donald Trump nos pontos citados, mas o vídeo não é uma crítica ao “estilo americano” e nem ao capitalismo. Os comportamentos mostrados e a alienação por conta da tecnologia acontecem na maior parte dos países com internet e são situações até muito comuns no Brasil, por exemplo.



Falando em comportamentos que também acontecem no Brasil, um brinquedo que destaco é justamente a montanha russa. Além de ela ser dividida entre “cadeiras para homens e cadeiras para mulheres”, no final, depois do casal ter feito exatamente a mesma coisa, o homem recebe muito mais likes e ibope do que a mulher. Sem falar no túnel de reações das redes sociais por qual eles passam, como se tudo o que fizessem passasse pela avaliação do público.

Mais perto do final do clipe, Katy entra em um cinema feliz e é lá que aparece o cantor Skip Marley. Depois que ela vê a mensagem dele, a cantora meio que desperta do sonho e se sente feliz com isso. Ela levanta junto com os demais e dança feliz, mas ela está feliz porque percebeu a realidade, enquanto os outros só estão fazendo o que já faziam antes. Quando ela percebe que só ela despertou, fica em choque. Ah, detalhe que eles estão todos dançando meio que entre um brinquedo e outro, literalmente presos dentro do parque.

Para saber o que mais eu achei e acontece, não deixe de assistir aos vídeos! Comente aqui embaixo o que achou do clipe e da análise :3

Conheça o filme independente 'American Honey'

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxe a resenha do filme 'American Honey' de 2016. Confiram :)

Poster

'American Honey' (em português docinho da américa - não coloquei a tradução porque acho que fica de mal gosto), é um filme norte-americano dirigido por Andrea Arnold e estrelado por Sasha Lane – é seu primeiro papel no cinema -  e por Shia Labeouf. Por ser um filme com atores nada conhecidos além do Shia  (tanto que os outros personagens do filmes também são atores que nunca tiveram nenhuma experiência com cinema), pode ser considerado um filme independente. Especificamente na categoria Indie (sim, existe esta categoria no cinema), que são aquelas produções cinematográficas que possuem baixo orçamento, sem atores ou diretores de sucesso, ou seja, que é produzido com pouca ou nenhuma interferência de um grande estúdio de cinema.

Apesar de eu gostar sim de grandes produções, filmes independentes sempre me chamaram mais a atenção, justamente por requerer um cuidado maior na produção - já que o orçamento é limitado e não leva a marca e qualidade de um grande estúdio. Estou dando toda esta introdução sobre filmes independentes, porque American Honey é um deles e pelo qual eu me apaixonei. Ele também é considerado um road movie – que é quando um filme tem sua narrativa na estrada.


Falando sobre a trama de 'American Honey', ela tem sua protagonista em Star (Sasha Lane), uma jovem desajustada, que cansada com a situação em que vive – ela cuida dos dois filhos da irmã mais velha - sai em busca de uma carona para viajar e conseguir um emprego, e acaba descobrindo uma trupe de jovens desajustados como ela que viajam em uma van vendendo revistas pelos EUA. Ao conhecer Jake (Shia Labeouf), ela se encanta por ele – por ser engraçado e carismático, e ele acaba convidando Star para fazer parte da turma e assim ganhar uns trocados. À partir disso, a narrativa se desenvolve ao acompanhar os jovens através da estrada, tentando a vida a todo custo.

Os personagens também chamam a atenção em American Honey, porque são jovens completamente reais, sem estereótipos, parece que nenhum deles está atuando, tudo é muito natural e simples. Achei legal também que a diretora faz questão de mostrar as peculiaridades de cada jovem presente acompanhando Star em sua jornada, tudo é muito natural e flui muito natural nesse filme.



Nas questões técnicas, posso destacar a fotografia maravilhosa que é composta por jogo de luzes e cores naturais – a ambientação é toda externa e movimentos de câmeras muito bons, com destaque para os closes up. Grande parte do filme é gravado com câmera na mão, que aproxima o espectador e gera maior realismo, já que se tem a impressão de estar ao lado dos personagens. Câmera na mão é um recurso pouco utilizado no cinema porque requer muito cuidado e por isso que eu acho que é um ponto positivo pra American Honey. 

A trilha sonora também é muito boa, constituída por raps americanos tocando alto dentro da van. A única coisa que deixa a desejar é o roteiro, que não é bem construído, fazendo com que a história não se sustente, não há também o desenvolvimento dos personagens, a narrativa vai apenas sendo levada pelas lentes da diretora. Por fim, tenho certeza que o filme irá te cativar e trazer uma experiência diferente sobre o cinema.


Discos Lançados em Janeiro (2017)

Opa! Tudo bom? Antes tarde do que mais tarde: hoje nós vamos falar dos principais discos lançados em janeiro:



Vou começar com lançamento que não foi bem disco, mas sim EP. A gravadora Columbia Records disponibilizou no aniversário do cantor David Bowie, algumas músicas inéditas do artista feitas. O EP póstumo intitulado “No Plan” conta com três gravações novas e Lazarus (já presente no disco ‘Blackstar’). Ouça aqui. 

No Plan


11 Short Stories of Pain and Glory

Agora vamos aos discos propriamente ditos! Vou começar falando de uma banda que infelizmente acho que ainda é pouco conhecida: Dropkick Murphys. Os caras são americanos mas fazem um gênero intitulado “Irish Punk” ou “Celtic Punk”. Basicamente é uma banda de punk rock, porém além das guitarras acrescenta gaita de fole, acordeon e banjo. Quem curte maluquices como Gogol Bordello e Flogging Molly precisa conhecê-los (se é que ainda não conhece). 

O Dropkick Murphys lançou em janeiro o disco “11 Short Stories of Pain and Glory”, que como diz o nome, fala justamente de histórias de sofrimento e glória vividas pelos membros da banda. Temas como conquistas de sonhos, atentados terroristas, e muito mais são abordados nas faixas. Além disso, eles trazem uma versão de ‘You’ll Never Walk Alone’, que é dos anos 40 mas até hoje muito cantada especialmente pelo time de futebol Liverpool. O disco está sensacional (como tudo o que eles fazem)!. Ouça aqui.


I See You

Outro lançamento de Janeiro foi a banda The XX com o disco “I See You”. O grupo já tinha lançado um single esse ano, e outro no final do ano passado. Vale lembrar que a banda vem ao Brasil agora esse semestre para o festival Lollapalooza. Ouça aqui. 

A Girl A Bottle A BoatMais um lançamento bem legal de janeiro foi a banda Train com ‘A Girl, A Bottle, A Boat’. Train pra quem não se lembra foi a banda que parou o mundo em 2009 com a musica “Hey, Soul Sister’. O disco está bem divertido e é o primeiro da banda desde 2012. Ouça aqui,

Machine Messiah

Por último e não menos importante, temos o Sepultura com seu 14º álbum: Machine Messiah. O conceito deste trabalho envolve justamente a robotização da sociedade moderna. Segundo o Andreas Kisser, é como se a humanidade estivesse retornando ao ponto de partida, essa coisa “homem vs máquina” e tudo mais. Bem interessante. Ouça aqui.

 Estes foram os principais lançamentos de janeiro. Qual gostaram mais? Qual já escutaram??

Destaques do Grammy 2017

Opa! Tudo bom? No último domingo aconteceu o Grammy 2017, que pra quem não sabe, é a maior premiação no mundo da música. Acompanhei algumas coisas em tempo real lá no Twitter (@dudsparrow) mas achei melhor fazer um post completo mesmo com atraso comentando sobre os principais vencedores e um pouco da minha opinião sobre eles. Vamos conferir: 

Grammy 2017

A cantora Adele foi a principal vencedora da noite de domingo. A britânica levou os prêmios de Melhor Performance Pop Solo, Melhor Gravação e Música do ano por 'Hello' e também "Melhor Álbum Pop Vocal" e "Álbum do ano" por '25'. Para mim, Adele é uma excelente cantora e dona de uma autoridade e performance incrível, e isso foi bem visível na apresentação de 'Hello' e na homenagem ao George Michael (que inclusive ela pediu para reiniciar pois havia errado uma nota. Pedir para reiniciar assim, ao vivo, pra mim é de muita coragem). 

Apostas para o Oscar 2017


Opa! Tudo bom? Neste mês a nossa colunista cinéfila Elisa - que já assistiu a praticamente todos os indicados ao Oscar - fez um apanhado com suas principais apostas! 


Com a chegada do Oscar me preparei assistindo aos filmes que estão concorrendo na categoria de melhor filme. Aqui estão as minhas principais apostas, ou seja, os filmes que acredito que terão mais chances de ganhar a estatueta. Dentre os que estão concorrendo, destacarei "Estrelas Além do Tempo, "A Chegada" e o hypado "La La Land". Vamos às críticas e o porque acho que vão levar o prêmio.