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Crítica do filme 'Fragmentado'

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxa a crítica do diferente 'Fragmentado' ;)



Fui convidada novamente pelo GNC Cinemas de Porto Alegre para a pré-estreia do filme 'Fragmentado', que estreiou oficialmente nos cinemas dia 23 de março. Levei comigo uma boa dose de expectativa, pois quando recebi a sinopse achei o tema bem interessante, pois sempre gostei de temáticas deste tipo. Mas bem, qual é a temática? O filme trata de um homem que sofre de transtorno de personalidade múltipla, que é caracterizada por um único indivíduo que demonstra características de duas ou mais personalidades e identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio. É como se dentro dele habitassem várias pessoas e de vez em quando alguma delas se manifesta. Gosto muito quando o cinema aborda assuntos mais relacionados à psicologia e a psicanálise, pois acho que é um prato cheio para se criar ou se basear uma história, afinal, seres humanos são sempre imprevisíveis e fascinantes.



Dirigido por M. Night Shyamalan (conhecido por dirigir “O Sexto Sentido”, que concorreu ao Oscar de 1999 em diversas categorias), e protagonizado por James McAvoy e Anya Taylor Joy. Como falei anteriormente, o filme tem como plano de fundo a condição mental do personagem e também protagonista Kevin (James McAvoy), que possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las tranquilamente em sua mente, apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra dentro de um carro em um estacionamento e as leva para um cativeiro. Lá elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar, seja por força e desespero, seja por tentar entender o que está acontecendo e como Kevin se comporta, que é a opção que Casey (Anya Taylor Joy), resolve seguir.

Enquanto as amigas tentam escapar a todo custo, muitas vezes provocando a ira de Kevin, Casey tenta se aproximar dele e tentar entender a sua condição e o que o levou a sequestrá-las. Então, devido ao seu passado, que ao longo da narrativa vai sendo mostrado em pequenos flashbacks, entendemos o porque ela quer se aproximar dele e o porque eles podem ter uma ligação que ela pode usar ao seu favor.



Lembram lá no começo do texto em que eu falei que tava com uma boa expectativa em relação à história do filme? Pois então, me decepcionei. A narrativa se desenrolou bem no começo, mas depois desandou, bem no momento em que deveria chegar ao clímax. O roteiro se confunde em alguns momentos, tu acaba não entendendo o que o personagem quer e a trama sai do viés mais psicológico e migra para um viés fantástico, quase de ficção científica e isso me decepcionou muito. Tirando o fato do roteiro não ser organizado e não se sustentar como narrativa, a atuação de James McAvoy é muito boa. Ele consegue facilmente mudar de uma personalidade para a outra com muita facilidade e demonstrando com maestria as peculiaridades de cada uma. Os planos utilizados pelo diretor também merecem destaque. Por fim, apesar da minha expectativa ter ido por água abaixo, acho sempre válido, por mais que o filme tenha críticas negativas, que a gente assista, conheça e entenda.




Análise do clipe 'Please' do U2 #20AnosDePop

Opa! Tudo bom? No mês de março o disco ‘Pop’ do U2 completou 20 anos. Por conta disto, decidi fazer uma pequena análise do clipe da música ‘Please’, minha preferida do álbum.


Assim como “Sunday Bloody Sunday’, ‘Please’ fala sobre o “The Troubles”, que é o nome dado aos conflitos políticos e étnicos ocorridos na Irlanda do Norte. Para resumir o que é o “The Troubles” muito resumidamente, são os conflitos entre católicos e protestantes, envolvendo exército britânico, IRA (exército republicano irlandês), ataques terroristas e muito mais. Por mais que não seja especificamente um problema mundial, é uma guerra civil muito séria na região e que gerou diversas mortes.


A capa do single traz a imagem de 4 políticos diretamente envolvidos com a questão, sendo alguns pacifistas e outros de forte participação de cada lado. O Bono chegou a mencionar no ‘U2 by U2’ que a música é feita para “uma pessoa específica”,que de certa forma acredita que ideias estão acima de pessoas. 

Falando agora do vídeo, ele é dirigido pelo Anton Corbjin - que já trabalhou com o U2 em outros vídeos, incluindo uma das versões de One. O clipe de ‘Please’ é simples mas ao mesmo tempo muito complexo. Nele vemos uma pequena vila em preto e branco em que todas as pessoas andam de joelhos. São pessoas de diferentes idades, jeitos e principalmente, de diferentes religiões. Somente duas pessoas não estão ajoelhadas: a menina e o idoso.



A menina eu imagino que represente toda e qualquer criança, que é inocente e bondosa, sem conhecer religião, preconceitos, etc. O senhor, que eu vou chamar carinhosamente de “o velho” é todo aquele estereotipo que se tem de Deus ou de uma figura religiosa: de barba longa, com aparência sábia e bondosa e “acima” dos demais (uma vez que ele está em pé e o resto das pessoas não). Porém, apesar de não estar ajoelhado, O Velho está maltrapilho, com uma placa escrita “Please” e com a touca estendida pedinchando. Mendigo mesmo. Enquanto ele fica no cantinho dele, com a placa “por favor” e a touca, as pessoas passam por ele e o ignoram. Não só as pessoas comuns, como também o papa, as freiras, o judeu, etc. Todos ignoram. 

O que é mais importante? Ter uma religião, rezar, se ajoeilhar? Ou ajudar o próximo, amar e respeitar? Sabe aquela frase de caminhão que diz “não adianta fazer yoga e não cumprimentar o porteiro”? Então. Pessoas ocupadas, indo pros seus compromissos, mas ainda de joelhos, porem sem fazer o mais básico dos princípios cristãos que é amar o próximo. 

Além desta crítica, existem outras simbologias presentes no clipe. Falei mais nelas no vídeo ;) Já conheciam esse clipe? Gostaram da crítica?

Titãs em Porto Alegre: Apesar de mais uma baixa, a banda segue excelente

Opa! Tudo bom? Na última sexta-feira rolou aqui em Porto Alegre mais um show da banda Titãs. A turnê faz parte do disco “Nheengatu” e contou com a nova formação da banda. Dessa vez, quem vai falar mais sobre isso é o Lucas Vidal e também vai explicar mais um pouco sobre essa nova formação dos caras. Confiram:




De todas as bandas brasileiras dos anos 1980, os Titãs estão entre as que conseguiram construir a carreira mais sólida. Sem pausas, permanecendo na mídia desde o início das suas atividades e lançando discos sempre elogiados, o grupo resistiu não só ao tempo, mas à saída de muitos dos seus integrantes. Primeiro, Arnaldo Antunes foi cuidar da sua carreira solo. Poucos anos depois, uma tragédia tirou a vida do guitarrista Marcelo Frommer. Na sequência, saíram Nando Reis, com o mesmo pretexto de Arnaldo, e Charles Gavin, que hoje é apresentador do Canal Brasil. O último a abandonar a barca foi Paulo Miklos, e essa ausência foi muito sentida no Opinião, em Porto Alegre, na última sexta-feira.


Já acostumados a lotar a clássica casa de shows da capital gaúcha, os remanescentes Branco Mello, Tony Bellotto e Sérgio Britto, acompanhados do baterista Mario Fabre e do guitarrista Beto Lee, entregam-se com uma garra comovente. Começam com Cabeça Dinossauro, que dá nome ao disco mais famoso do grupo, lançado em 1986. “Cabeça Dinossauro/Pança de mamute / Espírito de Porco”. Eis a letra que plateias de todo o Brasil cantam em plenos pulmões há décadas. AA UU e Diversão, interpretadas por Sérgio Britto, dão continuidade ao espetáculo. Logo após, Mello apresenta A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, um dos pontos altos da noite. A refinada crítica à indústria musical e à supervalorização dos artistas de língua inglesa em detrimento dos nacionais é entoada por todos.

Foto tirada do Facebook oficial da banda

O Pulso, Aluga-se (de Raul Seixas) e Será Que É Isso Que eu Necessito? seguem empolgando. Em Sonífera Ilha, o primeiro sucesso deles, do álbum de estreia, de 1984, boa parte do público protagoniza na pista do Opinião um retorno aos anos 80, com uma dança daquelas que costumamos ver nos clipes da década. O ambiente não poderia estar melhor. Quando o clima de nostalgia começa a tomar conta, os Titãs chegam com Fardado, o rock pesado do mais recente álbum, Nheengatu. Uma pena que “Fardado / Você também é explorado” não seja mais um refrão poderoso como era com os vocais de apoio de Miklos. Os fãs retribuem o esforço da banda, fazendo as vezes do integrante recém saído.

Chegada ao Brasil, de Mello, é a outra representante de Nheengatu e talvez a única que deixa a desejar, dispersando parte dos espectadores. Muitos aproveitam para fazer sua selfie, comentar algo com os amigos. Televisão e Lugar Nenhum trazem a plateia de volta e antecedem uma novidade: o icônico guitarrista Tony Bellotto assume o microfone em Pra Dizer Adeus, que compôs em parceria com Nando Reis para o disco Televisão, de 1985. Ele começou a cantar somente no ano passado, e em palcos gaúchos esse foi um fato inédito. Epitáfio é daquelas que até as paredes do Opinião sabem a letra. É um dos maiores clássicos dos Titãs. Emocionante!

Foto tirada do Facebook oficial da banda

Se a apresentação acabasse aqui, com certeza ninguém reclamaria, mas os Titãs não cansam de empilhar hits. Marvin, Flores, Polícia e Homem Primata estão na lista de músicas que o país inteiro tem a letra na ponta da língua. Ovacionados, eles abandonam o palco. Como já é tradicional nas suas exibições, eles retornam em menos de cinco minutos. Os sucessos Desordem e Bichos Escrotos são executados na volta. Aproximando-se do fim, acontece a única escolha questionável. Com seu refrão recheado de palavrões direcionados a políticos corruptos, Vossa Excelência é uma das mais representativas canções da banda nos últimos anos, mas é impossível não sentir falta da voz de Miklos gritando “Filho da puta / Bandido/ Corrupto/ Ladrão”.

Foto tirada do Facebook oficial da banda

Depois de mais alguns minutos fora, os Titãs fazem o segundo bis, com É Preciso Saber Viver, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Depois de um desfile de duas horas de composições políticas, românticas, bem humoradas e críticas, se despedem com uma bonita balada do Rei. O show, apesar de excelente, deixa uma dúvida: será que os Titãs continuarão resistindo à mais recente baixa? As vozes de Arnaldo Antunes e Nando Reis já deixavam saudade. Agora uma terceira voz está sendo substituída nas apresentações. Os fãs do rock brasileiro torcem para que Branco Mello, Tony Bellotto e Sérgio Britto se saiam tão bem nos próximos anos quanto se saíram na noite da última sexta-feira no Opinião :)


Resenha do filme 'Maria Antonieta'

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxa a resenha do divertido e controverso 'Maria Antonieta', de 2006 e dirigido por Sofia Coppola!

resenha do filme

Maria Antonieta é um dos meus filmes preferidos por justamente falar da rainha da França do século XVIII e por ser dirigido por Sofia Coppola, que fez um ótimo trabalho com esse filme. Apesar de se tratar de uma narrativa histórica, pois narra a vida de Maria Antonieta desde a chegada na corte francesa até sua morte sendo guilhotinada na Revolução Francesa, Coppola conseguiu contar tudo isso de uma forma jovial, moderna, fascinante e glamourosa como Maria Antonieta deveria ser em vida. O filme é protagonizado por Kirsten Dunst, que está perfeita em seu papel como a rainha da França. 

Acompanhamos a jornada dessa controversa figura histórica desde quando ela, com 14 anos sai da corte austríaca e se muda para Paris para se casar com o príncipe Luis XVI, passando por seu relacionamento conturbado com ele, e seu desajuste e solidão dentro da corte, que era recheada de regras e tradições nas quais ela não se encaixava. Além disto, ela enfrenta as constantes pressões para gerar um herdeiro da linhagem real e assim, sustentar a monarquia. 

resenha do filme

"Maria Antonieta" também mostra o lado mais clássico da sua história, pelo qual ela ficou famosa e que gerou sua morte: sua vida ser regida por muitas festas e gastanças com roupas, sapatos e lazer. Tudo isto era bancado com o dinheiro que deveria servir para satisfazer a necessidade da população, que aliás era sua constante despreocupação com a situação política da França, não podendo assim, atuar como uma verdadeira rainha que serve o seu povo, gerando o ódio da população.

Sofia Coppola conseguiu traduzir em 'Maria Antonieta' todas estas situações. O roteiro é bem adaptado e organizado, já que se trata de transpor em audiovisual fatos históricos, o figurino é impecável e maravilhoso, consegue manifestar através de todo o pano utilizado toda a personalidade da rainha, que vai de inocente e frágil - detalhe para as cores claras e em tons pastéis, à sedutora e manipuladora – cores escuras e tons quentes, o figurino conseguiu extrair as facetas de Maria Antonieta.


A trilha sonora também é bem diferente e muito legal, já que Coppola optou por dar uma aura mais moderna – temos uma música do The Strokes como plano de fundo para uma determinada cena. A fotografia é incrível, sempre focando em detalhes e fazendo composições lindas de ambientes internos e externos, além, claro, da direção de Sofia Coppola que conseguiu unir isso tudo e fazer do filme um marco contemporâneo.


Notícias sobre shows internacionais: Fevereiro

Opa! Tudo bom? Como de costume, no final do mês eu faço um apanhado nas notícias sobre os próximos shows internacionais que vão rolar no Brasil e que foram anunciados no mês que passou! Fevereiro foi mais curto, mas mesmo assim cheio de novidades tanto em shows solo como em festivais, especialmente para quem curte bandas mais antigas. Confira:


O escocês Paolo Nutini fará uma única apresentação no Brasil. A apresentação será em São Paulo, no Audio Club, e será a primeira vez do artista no país. O álbum mais recente do artista foi “Caustic Love”, de 2014. Talvez você já o tenha ouvido em Gray's Anatomy ;)



O lineup do festival carioca só aumenta. Em fevereiro foram confirmados Justin Timberlake, The Offspring, Alice Cooper, Sepultura e Shawn Mendes. As datas e atrações especificadas estão na nossa página. Vale lembrar que ainda falta anunciar a grande atração do dia 23 de setembro, que ainda permanece em segredo. 


A veterana "The Who" deve se apresentar pela primeira vez no Brasil este ano! Serão três shows no Brasil, um no Chile e um na Argentina, na primeira turnê na América do Sul da história de mais de 50 anos do The Who. Os locais e datas ainda não foram anunciados ou confirmados, e especula-se até uma participação no Rock in Rio!



A banda australiana Midnight Oil confirmou cinco shows pelo Brasil. O grupo promete continuar com seu ativismo político tradicional durante as 50 apresentações ao longo da turnê. Por aqui os shows serão em Porto Alegre (25 de abril, no Pepsi On Stage), Curitiba (27 de abril, no Live Curitiba), São Paulo (29 de abril, no Espaço das Américas), Rio de Janeiro (30 de abril, no Vivo Rio) e Brasília (2 de maio, no Net Live). 


A produtora Move Concerts confirmou dois side shows do Maximus Festival em Porto Alegre. Trata-se de Slayer + Red Fang, dia 11 de maio, e Rob Zombie + Ghost, dia 10 de maio; ambos no Pepsi On Stage. Está será a primeira vez das bandas em Porto Alegre.


A produtora Free Pass Entretenimento confirmou a vinda do grupo norte-americano Mr. Big ao Brasil em agosto deste ano. O grupo passará por 4 capitais executando os grandes hits da banda! 

Todas as informações completas estão na nossa agenda. Gostaram das novidades? Me contem se pretendem ir em algum desses :)