Fúria de Reis - George R.R. Martin

Alô!
Fúria de Reis, segundo volume das Crônicas de Gelo e Fogo, 656 páginas, Editora Leya.

É muito difícil resenhar Fúria de Reis sem dar spoilers de Guerra dos Tronos, assim como é bem difícil resumir tanta coisa em uma resenha. Mais difícil ainda é ler esta série e não ficar apaixonado (a). Enfim, chega de lamúrias...

A guerra pelo trono de Westeros está cada vez mais complexa, pois inúmeros reis disputam o reinado pleno a todo custo: Stannis Baratheon, irmão do meio do anterior rei Robert, une-se a Melissandre, uma misteriosa feiticeira de R’hllor que utiliza magias ocultas. Renly Baratheon, irmão mais novo unido a casa Tyrell, também se autodeclara herdeiro do trono. Robb Stark, herdeiro de Winterfell e autodeclarado rei do norte busca vingança pela morte de seu pai, Ned Stark. Balon Greyjoy, pai do antigo aliado de Robb, Theon, se autodeclara rei das ilhas de ferro e busca expandir domínios pelo norte. Enquanto isso, Daenerys Targaryen com a ajuda do fiel Jorah Mormont e de seus dragões ainda bebês, tenta conseguir aliados e exércitos ao Leste para conquistar o trono, seu de direito. No outro lado da Muralha, Jon Snow e seus comparsas (?) marcham em direção ao norte da muralha em busca dos selvagens e de respostas.

Ufa! É muita coisa acontecendo, muitos personagens (fora os que eu não citei e são superimportantes como Joffrey Baratheon, Catelyn Stark, e é claro, Tyrion Lannister ) e muitas reviravoltas. Apesar de muita coisa acontecer, eu notei que Fúria é mais calmo que Guerra dos Tronos, e muito introdutório aos próximos livros. Em alguns momentos eu até achei meio “enrolêichon”, principalmente nas partes da Daenerys
Porém, Fúria é um livro essencial, pois nos introduz a muitos personagens importantes novos (uma coisa comum na série é aquele personagem que você não dá muita bola no começo, de repente BUM, vira um protagonista) além de dar inicio a situações que serão imensas na continuação Tormenta de Espadas. O Tormenta (que atualmente leio) é muito explosivo e está diretamente ligado ao Fúria, tanto que muitas vezes eu tenho que voltar nele pra conferir algumas coisas. Enfim, a continuação está muito digna e a série cada página mais se torna a mais fantástica de todas, na minha opinião.


Robb e Daenerys ♥

E quanto ao seriado?
Diferente da primeira temporada que foi fidelíssima ao primeiro livro, a segunda temporada (que é inspirada no Fúria) teve alguns contratempos. Enquanto tem coisas muito fiéis tem umas coisas inventadas, mas eu honestamente não fiquei com raiva. Nos últimos episódios ocorre um adiantamento de fatos do Tormenta, que deveria, em tese, acontecer só na terceira temporada.

O meu conselho pra quem gosta de série: leiam os livros. Sério. Não custa, só acrescenta. Tem muita coisa nos livros, principalmente do Fúria em diante, que só fazem sentido pra quem leu. São muitos detalhes, muitas pessoas, muitas sutilezas. Não sejam preguiçosos e leiam. Sério, vale muito a pena.
Formô!

Fotografia #2: Nicolas Ritter

Alô!
O inglês Nicolas Ritter criou uma série de fotografia chamada One. Bem, nem tão fotografias assim. Em cada uma delas há apenas uma pessoa em movimento.
O projeto incide sobre um único indivíduo na multidão. Praticamente imita a forma que o olho humano enxerga. Não costumamos observar muitas pessoas como muitas pessoas, há a captação de micro cenas.” 
(Algumas eu sugiro que vocês cliquem pra ver no tamanho original.)
Confira abaixo:

Filme: Clube dos Cinco


Alô!
The Breakfast Club, de John Hughes, 93 minutos, de 1985

Cinco estudantes fazem pequenos “aprontes” e são obrigados a passar o sábado inteiro de castigo na escola escrevendo uma redação sobre eles mesmos. Aos poucos eles começam a perceber que apesar de muito diferentes, todos tem algo pra contar e suas próprias semelhanças.


Apesar de parecer um pouco clichê no começo pelo enredo e pelas características iniciais dos personagens (um nerd, um atleta, um baderneiro, uma patricinha e uma “moça estranha”), O Clube dos Cinco surpreende, pois apesar de ser um filme antigo, encaixa-se perfeitamente na realidade atual (me lembrou até o livro Admirável Mundo Novo neste quesito “realidade independente da época”).  É interessante como as características iniciais dos personagens ficam sendo apenas iniciais mesmo, pois ao abordarem assuntos como conflitos familiares, sexualidade e problemas existenciais, percebemos a real personalidade deles e como, muitas vezes, se assemelha com a nossa. É um filme bem divertido que nos deixa pensando depois em vários aspectos, principalmente a respeito de “aceitação em grupos” e preconceitos.  Além disso, a trilha sonora é ótima.


Abaixo uma das melhores cenas, vale a pena rever pra quem já assistiu ao filme:

E o trailler pra quem ficou curioso:

Formô!

Ilustradores #2: Liz Clements

Alô :)

Liz Clements é uma ilustradora londrina. Seus desenhos são fortemente inspirados em tatuagens e figuras femininas. Belíssimo.