8 artistas para conhecer em JUNHO

By Maria Eduarda {@mariaeduardamichael} - junho 10, 2026

 Oieee! "Discover" é uma coluna mensal dedicada a apresentar as novidades do mundo da música, tanto nacional quanto internacional. Aqui, o foco é destacar bandas e artistas promissores. A cada edição, seleciono discos e singles de talentos ainda pouco conhecidos, mas que definitivamente merecem sua atenção. 

1. Samuel James transforma som em experiência imersiva em “MOAT”

 

O artista Samuel James apresenta “MOAT”, uma faixa que vai além do formato tradicional de música e se aproxima de uma experiência sensorial completa. Com uma proposta conceitual forte, a canção explora a ideia de criar distância de pressões externas por meio de uma construção sonora lenta, atmosférica e cinematográfica. Os vocais se encaixam bem nessa estética, enquanto a progressão respeita a proposta de imersão, sem pressa para chegar a um clímax imediato. A faixa é um trabalho original, artístico e muito bem executado. Acompanhe Samuel James nas redes sociais e descubra mais. 

 

2. Riots and Jetpacks transforma conflito em energia em “Knock Me Out”

 

Veio aí uma faixa que transforma conflitos amorosos em uma metáfora intensa de luta, como um ringue onde emoção, orgulho e vulnerabilidade se enfrentam. Com uma introdução criativa que já chama atenção, a música constrói uma narrativa dinâmica, incorporando elementos ao longo do caminho que mantêm o ouvinte engajado do início ao fim. A mistura de rock com indie cria um som atual e equilibrado, reforçando o caráter cinematográfico da proposta. O momento mais “explosivo” da faixa se destaca como um dos pontos altos, trazendo energia e personalidade à composição. Uma música que prende atenção, evolui de forma interessante e deixa uma impressão marcante. Acompanhe Riots and Jetpacks nas redes sociais.

3. Sean Mitre une energia e reflexão no single “Time” 


O artista mexicano Sean Mitre apresenta “Time”, uma faixa que transforma urgência e ação em um rock carregado de energia e personalidade. Com influências do grunge e do indie rock dos anos 2000, a música traz guitarras marcantes e uma produção moderna que mantém o som atual sem perder sua identidade. A introdução já captura a atenção imediatamente, preparando o terreno para uma canção que equilibra intensidade sonora e mensagem inspiradora.

Os vocais são um dos grandes destaques da faixa: crus, expressivos e cheios de atitude, encaixando perfeitamente no conceito da música. A letra fala sobre deixar de esperar o “momento ideal” e entender que o presente é o único tempo realmente disponível para agir e transformar a própria vida. Mesmo trazendo uma reflexão mais profunda, “Time” mantém uma atmosfera envolvente e até dançante em alguns momentos, tornando a experiência leve, dinâmica e muito autêntica. Acompanhe Sean Mitre nas redes sociais.

4. Yuri Manara aposta na sensibilidade do pop rock em “Daqui pra Frente”


 

O cantor e compositor gaúcho Yuri Manara, de Gramado (RS), apresenta “Daqui pra Frente”, seu segundo single autoral e mais um passo na construção de uma identidade musical que transita com naturalidade entre o rock e o pop rock contemporâneo. A faixa chama atenção logo na introdução e conduz o ouvinte de forma fluida até um refrão emocional e marcante. Com guitarras delicadas e uma interpretação vocal suave, mas cheia de presença, a música cria uma atmosfera reflexiva que combina perfeitamente com sua proposta de falar sobre recomeços, escolhas e transformação.

A sonoridade remete em alguns momentos ao britpop clássico, evocando referências que podem lembrar Oasis, mas sem perder personalidade própria. A letra se destaca justamente pela sutileza, transmitindo emoção de forma sincera e sem recorrer a clichês. O resultado é uma canção leve, envolvente e muito bem produzida, que demonstra maturidade artística e potencial de conexão com diferentes públicos. Acompanhe o Yuri nas redes sociais para conhecer mais sobre seu trabalho e seus próximos lançamentos.

 

5. Almada encerra seu EP de estreia com a atmosfera envolvente de “Máscaras”

 

A banda Almada apresenta “Máscaras”, faixa que encerra seu EP de estreia e reforça a identidade construída pelo grupo desde sua formação. Com influências que transitam entre o post-punk revival de Interpol e a atmosfera minimalista do The XX, a música cria uma experiência introspectiva e emocional, guiada por vocais bem encaixados e uma sonoridade que aposta mais nas sensações do que nos excessos. A simplicidade da melodia funciona a favor da proposta, facilitando a conexão e despertando identificação com o ouvinte.

O grande destaque está na forma como a faixa cresce ao longo de sua duração. Mesmo começando de maneira mais contida, ela ganha intensidade naturalmente até alcançar um momento mais expansivo e catártico, culminando em um solo de guitarra que reforça toda a carga emocional da composição. “Máscaras” é um trabalho sensível, coeso e muito bem desenvolvido, que fecha essa primeira fase da Almada com personalidade e maturidade artística. Veja também a banda nas redes sociais.

 

6. Wills Tevs mistura crítica social e irreverência em “PARQUE DE DIVERSÃO [se um vazio te encontrar]”

 

Abrindo o álbum Infinitas___Lacunas, o cantor e compositor Wills Tevs apresenta “PARQUE DE DIVERSÃO [se um vazio te encontrar]”, uma faixa que utiliza humor, exagero e crítica social para construir uma experiência provocativa e cheia de personalidade. Com influências do powerpop e do pop rock, a música satiriza inseguranças, crenças e comportamentos conservadores através de uma narrativa que alterna reflexão e irreverência. A introdução chama atenção logo de início, enquanto os riffs e mudanças de dinâmica ajudam a criar a sensação de uma verdadeira montanha-russa emocional e conceitual.

A criatividade é um dos pontos fortes da composição. Mesmo quando flerta com o caos e com contrastes entre letra, melodia e arranjo, a faixa deixa clara sua intenção artística e sua vontade de provocar sensações e interpretações. Os vocais conduzem bem a proposta, e a ideia de um videoclipe ambientado em um playground parece complementar perfeitamente esse universo satírico e desconfortavelmente divertido. Acompanhe Wills Tevs nas redes sociais para conhecer mais sobre o álbum Infinitas___Lacunas e seus próximos lançamentos.

 7. Used to Be Valentines revive a intensidade do emo em “Don’t Call Me Baby”


A banda apresenta uma faixa que mergulha de cabeça na energia emocional do emo e do pop punk. Com guitarras pulsantes, refrão marcante e uma temática que fala sobre a dificuldade de se desvincular de alguém que ainda ocupa espaço na sua vida, a música captura com precisão aquela mistura de saudade, frustração e vulnerabilidade que marcou o gênero nos anos 2000. Ao mesmo tempo, a produção moderna e focada em grandes melodias garante que a faixa soe atual e acessível para novos ouvintes.

Um dos grandes destaques está na alternância de vocais entre Niels Sorensen e Rachel Lynch, que transforma a música em uma espécie de conversa inacabada, cheia de tensão e química. Essa dinâmica adiciona personalidade e mantém a narrativa sempre interessante, reforçando o aspecto emocional da composição. O refrão tem força suficiente para ficar na cabeça, enquanto a sinceridade da interpretação sustenta a experiência do início ao fim. Acompanhe a Used to Be Valentines nas redes sociais para conferir os próximos lançamentos e novidades do álbum Growing Pains.

8. Heroine Honey mergulha na nostalgia e na delicadeza em “Wildflowers”

 

A banda Heroine Honey, de Las Vegas, apresenta  uma faixa envolvente que combina delicadeza, melancolia e uma atmosfera sonhadora inspirada pela impermanência das coisas belas. Com influências que remetem a nomes como Fleetwood Mac, Mazzy Star e The Sundays, a música aposta em texturas etéreas, vocais intimistas e uma estética alternativa noventista que transporta o ouvinte para um universo de memórias, saudade e contemplação. O resultado é uma canção que soa familiar e acolhedora, sem abrir mão de sua própria personalidade.

Os vocais delicados conduzem a narrativa com sensibilidade, enquanto a melodia cria um clima nostálgico que se desenvolve de forma natural e envolvente. A letra e o videoclipe complementam perfeitamente a proposta da música, reforçando temas como a passagem do tempo, a fragilidade dos momentos e a beleza das coisas que desaparecem enquanto ainda florescem. Veja também nas redes sociais. 

Qual mais te chamou a atenção?

 

  • Share:

You Might Also Like

0 comentários