9 artistas para conhecer em SETEMBRO

By Maria Eduarda {@mariaeduardamichael} - setembro 04, 2026

Oieee! "Discover" é uma coluna mensal dedicada a apresentar as novidades do mundo da música, tanto nacional quanto internacional. Aqui, o foco é destacar bandas e artistas promissores. A cada edição, seleciono discos e singles de talentos ainda pouco conhecidos, mas que definitivamente merecem sua atenção. Em julho e agosto acabei não fazendo, mas já estou de volta. Segue:

 1. James Tonic transforma nostalgia em paisagem sonora em “At The Time In New York”

 

O cantor e compositor James Tonic apresenta o single que antecipa o álbum Safety II e reforça sua habilidade de criar canções profundamente atmosféricas sem perder a conexão emocional. Misturando dream pop, sintetizadores envolventes e uma produção cinematográfica, a faixa retrata a sensação de ser engolido por uma grande cidade, transformando essa experiência em uma narrativa intimista e contemplativa. O resultado é uma música que soa ao mesmo tempo grandiosa e acolhedora, como uma lembrança distante que ainda carrega calor e significado.

Os sintetizadores são utilizados com extremo bom gosto, construindo uma paisagem sonora rica e imersiva que nunca se sobrepõe à emoção da composição. Os vocais delicados e próximos reforçam esse sentimento de intimidade, enquanto a letra sensível e a produção elegante criam um equilíbrio raro entre melancolia e conforto. Acompanhe James Tonic nas redes sociais. 

2. Lisita mistura pop rock e latinidade em “Não Vou Te Dar”

 

O cantor e compositor goiano Lisita apresenta “Não Vou Te Dar”, novo single que antecipa seu primeiro álbum, previsto para o final de 2026. A faixa combina sintetizadores com inspiração oitentista, guitarras e elementos latinos para transformar o fim de uma relação frustrante em uma música sobre raiva, liberdade e seguir em frente. O contraste funciona muito bem: enquanto a temática parte de uma experiência bastante cotidiana e fácil de se identificar, a sonoridade mantém tudo leve, dançante e divertido, sem perder personalidade.

Os vocais são seguros e a produção consegue equilibrar as diferentes referências de maneira coesa, incluindo cordas de nylon que aproximam a música de gêneros como bolero, cumbia e flamenco. O videoclipe, mesmo partindo de uma proposta simples, também complementa bem a energia da faixa. Com potencial comercial e uma identidade cada vez mais definida, “Não Vou Te Dar” é um lançamento acessível e muito agradável de ouvir. Acompanhe Lisita nas redes sociais.

3. Jason Michael Moore mergulha em atmosferas sombrias e intrigantes em “Shade Of Gray”

 

O músico norte-americano Jason Michael Moore apresenta “Shade Of Gray”, uma faixa que sintetiza muito bem o universo explorado em seu álbum Estranged. Entre paisagens sonoras melancólicas, guitarras afiadas e uma atmosfera carregada de mistério, a música conduz o ouvinte por um território que parece existir entre a realidade e a imaginação. A produção aposta em personalidade e textura, construindo uma identidade própria que foge dos caminhos mais previsíveis e torna a experiência especialmente envolvente.

Os vocais, com um timbre mais rústico e introspectivo, se encaixam naturalmente nessa proposta mais sombria, enquanto o instrumental mantém uma sensação constante de tensão e curiosidade. Há uma inquietação presente na música que faz com que ela permaneça interessante do início ao fim, revelando novas nuances a cada escuta. “Shade Of Gray” é uma faixa que valoriza atmosfera, identidade e imersão, demonstrando a capacidade de Jason Michael Moore de criar trabalhos originais e artisticamente consistentes. Acompanhe Jason Michael Moore nas redes sociais.

4. DDR transforma o luto em um desabafo poderoso em “Don’t Tell Me How to Grieve”

 

O projeto DDR (Divorced Dad Rock), do compositor e escritor Stephen Paul, apresenta “Don’t Tell Me How to Grieve”, uma balada rock que aborda a perda a partir de uma perspectiva profundamente pessoal. Em vez de oferecer respostas fáceis, a música questiona a pressão para que cada pessoa viva o luto de determinada maneira ou dentro de um prazo. Essa honestidade emocional é justamente uma das maiores forças da faixa: a letra transmite vulnerabilidade, frustração e dor de forma genuína, enquanto os vocais carregam a interpretação com bastante sentimento. 

A proposta também se expande para o visual, com uma campanha inspirada nas cartas de tarot e um lyric video que utiliza essas imagens para representar diferentes aspectos do luto, da memória e da cura. Musicalmente, a faixa ainda preserva certa crueza que combina com a vulnerabilidade de sua história, enquanto sua estrutura e narrativa revelam bastante potencial para dialogar com fãs de rock melódico e emocional. “Don’t Tell Me How to Grieve” é, acima de tudo, um trabalho sincero sobre uma experiência para a qual não existe manual. Acompanhe DDR nas redes sociais.

 5. Tropical Melancolia transforma saudade e incerteza em “Decisão”


A banda paulista Tropical Melancolia apresenta “Decisão”, segundo single do aguardado EP Imutável. Unindo a energia do pop punk à vulnerabilidade característica do emo, a faixa aborda as contradições que acompanham o fim de um relacionamento, entre a necessidade de seguir em frente e o medo de deixar para trás aquilo que ainda importa. A letra confessional gera identificação com facilidade, enquanto os vocais carregados de emoção e as melodias marcantes resgatam a nostalgia do gênero sem fazer com que a música soe apenas como uma repetição do passado.

O desenvolvimento é outro ponto forte, com uma intensidade que cresce naturalmente e conduz o ouvinte até o final. Mesmo transitando por um território bastante familiar para quem acompanha pop punk e emo, “Decisão” demonstra personalidade, boa execução e uma compreensão clara da sonoridade que a banda deseja construir. Após dividir palcos com nomes como Zander, Menores Atos, Rancore e Pense, a Tropical Melancolia dá mais um passo consistente rumo ao lançamento de Imutável. Acompanhe a banda nas redes sociais.

6. Rumour Den encontra força e identidade em “All In This Together”

 

A banda norte-irlandesa Rumour Den apresenta “All In This Together”, faixa que integra a nova fase criativa da dupla formada por AJ Gilmore e Steve Simms. A música chama atenção imediatamente pela introdução envolvente e constrói, a partir dela, uma atmosfera que combina rock alternativo com elementos do hard rock clássico. Os vocais roucos e marcantes são um dos grandes destaques, adicionando personalidade à composição, enquanto o refrão cresce de maneira natural sem romper com a identidade estabelecida nos primeiros segundos.

As guitarras também ocupam um espaço importante, presentes e intensas sem disputar atenção com os demais elementos, culminando em um solo final que fecha muito bem a construção da faixa. Mesmo trabalhando com referências bastante reconhecíveis do rock, “All In This Together” consegue evitar uma sensação derivativa e encontrar uma assinatura própria, algo especialmente interessante neste momento de retomada do Rumour Den. Acompanhe a banda nas redes sociais.

7. The Dares abraça a nostalgia dos anos 2000 em “Emo Revival”

Formada pelos irmãos gêmeos The Dares, a faixa “Emo Revival” nasceu de uma gravação esquecida por quase uma década e acabou encontrando justamente no passado sua maior inspiração. A dupla mergulha sem medo na estética do emo e pop punk dos anos 2000, trazendo guitarras energéticas, ótimos vocais e uma construção que remete àquela época sem esconder suas referências. A nostalgia é parte essencial da identidade da música, mas ganha uma camada interessante na letra ao inverter o mito de Ícaro: em vez de evitar o sol, a escolha aqui é voar deliberadamente em sua direção, transformando o antigo alerta em um ato de coragem.

Essa combinação entre memória afetiva e conceito faz com que “Emo Revival” vá além de simplesmente reproduzir uma sonoridade conhecida. A progressão mantém a energia e a intensidade emocional até o fim, enquanto a produção captura muito bem o espírito que a dupla decidiu resgatar. É um trabalho coeso, divertido e feito especialmente para quem ainda guarda um espaço considerável no coração para o emo dos anos 2000. Acompanhe The Dares nas redes sociais.

8. Red Moon Yard encontra serenidade e reflexão em “Crucify Your Mind”

 

Com uma proposta que une rock, contemplação e uma mensagem inspirada pelo budismo, Red Moon Yard apresenta “Crucify Your Mind”. A faixa constrói uma atmosfera calma e acolhedora, convidando o ouvinte a desacelerar e prestar atenção em sua mensagem. Os vocais suaves combinam naturalmente com a proposta, enquanto os elementos acústicos e discretas influências do country ajudam a criar uma sonoridade particular, mantendo a composição fluida e coesa do início ao fim.

Mais do que buscar grandes explosões, “Crucify Your Mind” encontra força justamente em seu caráter contemplativo e na tranquilidade que transmite sem se tornar monótona. A identidade visual do projeto também complementa essa experiência, com capas que reforçam a personalidade e o universo construído ao redor das músicas. O resultado é um trabalho consistente, agradável e com uma identidade bem definida. Veja as redes sociais do artista.

 9. MAXSIMUL explora uma jornada cósmica e introspectiva em “The Fate Moon”

 

O músico moscovita MAXSIMUL apresenta “The Fate Moon”, uma composição que parte de temas como solidão, busca e esperança para construir uma jornada inspirada pelas imagens de três luas e pela ideia de encontrar alguém capaz de reconhecer a essência de outra pessoa. A atmosfera misteriosa surge já nos primeiros segundos, acompanhada por vocais roucos que combinam muito bem com a intensidade da proposta. Aos poucos, os elementos de rock ganham força e ampliam a dimensão da faixa sem abandonar o clima estabelecido em sua introdução.

A duração extensa também faz sentido dentro dessa construção. Em vez de seguir uma estrutura convencional, “The Fate Moon” utiliza o tempo para desenvolver seus arranjos e transformar a música em uma experiência progressiva e atmosférica, especialmente interessante para ouvintes que apreciam composições mais longas e imersivas. O resultado é uma faixa envolvente, que une peso e contemplação dentro de uma proposta bastante particular. Acompanhe MAXSIMUL nas redes sociais. 

 

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