Feminismo e anos 50. Conheça o filme O Sorriso de Monalisa
By Maria Eduarda {@mariaeduardamichael} - outubro 28, 2016
Opa! Tudo bem? Hoje a Elisa traz a resenha do filme 'O Sorriso de Monalisa', de 2003 :)

“Daqui pra frente sua única responsabilidade será cuidar do seu marido e filhos.” “Podem estar aqui para tirar uma nota alta, mas a nota mais importante será a dele, não a minha”. Esta é uma frase retirada de um diálogo de 'O Sorriso de Monalisa' que me chamou muito atenção, porque praticamente resume que a história quer passar. Resume como era a vida das mulheres nos anos 50: apenas com foco para um bom casamento, que incluí um marido rico para sustentá-las. Independência da mulher nos anos 50 praticamente não existia, fazer uma faculdade, fazer parte de uma universidade, dividir o mesmo espaço com homens que não fosse com o objetivo de conquistá-los para um casamento não estava entre as opções certas para as mulheres. Era um papel designado para elas como a fórmula para a felicidade e para o qual nasceram.

O Sorriso de Monalisa é um filme americano de 2003 dirigido por Mike Newell e estrelado por Julia Roberts. Feminismo, anos 50 e padrões são temas que fazem parte são questionados neste filme.
O longa se passa em 1953 e conta a história de Katharine Watson (Julia Roberts), uma recém-graduada professora que consegue emprego no conceituado colégio Wellesley para mulheres, com o cargo de lecionar aulas de História da Arte. Chegando na Instituição, Katherine percebe que o conservadorismo toma conta ali, que além de ser uma faculdade extremante conservadora, é um lugar que ensina as suas alunas como elas devem agir na sociedade. Aulas de postura, de etiqueta e culinária são parte do currículo da escola que está mais preocupada em formar moças para um casamento do que ensinar matérias básicas para um ingresso em uma universidade.
O colégio foca em formar moças aptas para ser donas de casa, para acompanhar seus maridos e serem boas "damas" da sociedade. Chocada com todo esse conservadorismo e tradicionalismo, Katherine tenta fazer suas alunas enxergarem que há algo além de apenas uma dona de casa exemplar, que existe outros lugares para a mulher dentro da sociedade que não somente ao lado dos filhos e dos maridos. Ela tenta mostrar que a mulher pode sim ser independente, que a mulher pode escolher o que ela quiser.
“Daqui pra frente sua única responsabilidade será cuidar do seu marido e filhos.” “Podem estar aqui para tirar uma nota alta, mas a nota mais importante será a dele, não a minha”. Esta é uma frase retirada de um diálogo de 'O Sorriso de Monalisa' que me chamou muito atenção, porque praticamente resume que a história quer passar. Resume como era a vida das mulheres nos anos 50: apenas com foco para um bom casamento, que incluí um marido rico para sustentá-las. Independência da mulher nos anos 50 praticamente não existia, fazer uma faculdade, fazer parte de uma universidade, dividir o mesmo espaço com homens que não fosse com o objetivo de conquistá-los para um casamento não estava entre as opções certas para as mulheres. Era um papel designado para elas como a fórmula para a felicidade e para o qual nasceram.
'O Sorriso de Monalisa' tem muitas destas questões sobre o papel da mulher na sociedade e coloca a protagonista como uma conexão entre o conservadorismo e tradicionalismo. Esse é para mim o grande trunfo do filme, o questionamento do papel da mulher. É ela que vai quebrar as barreiras impostas pela sociedade, que vai ser o símbolo da libertação e da coragem.
Por fim, falando em questões mais técnicas, o filme tem uma fotografia bonita, figurino também (adoro o estilo dos anos 50). Porém eu acho que o roteiro poderia ser mais bem aproveitado, já que feminismo é um tema tão interessante e amplo. Acho que o roteirista e o diretor poderiam ter explorado mais isso nos diálogos, de resto, o filme é muito bom e merece ser assistido como uma passeio histórico pelos costumes e restrições das mulheres nos anos 50.












