Evanescence Retorna aos Palcos

Evanescence Live

Após uma longa pausa que quase significou um fim da carreira do Evanescence, a vocalista Amy Lee anunciou esta semana no Twitter o retorno da banda aos palcos. "Estou orgulhosa em anunciar que o Evanescence vai tocar no Ozzfest, no Japão, em 21 de novembro. Mal posso esperar para vê-los novamente, Japão", escreveu. 



Novembro ainda está bem longe, então neste post iremos relembrar três dos principais clipes da carreira da banda.

Bring Me to Life



Com certeza Bring me to life que fez o Evanescence estourar no auge de 2002-2003. A canção presente no disco Fallen (considerado primeiro da banda, visto que o álbum Origin - lançado em 2000 - não teve lançamento oficial), teve o vídeo gravado na Romênia e foi trilha sonora do filme Demolidor.

Lithium



Presente no disco "The Open Door" de 2007, a música chegou a receber associações óbvias com a droga Lítio, normalmente utilizada como um estabilizador de humor em transtornos de bipolaridade. Amy Lee desmentiu a comparação direta em uma entrevista à MTV: "Não é sobre a droga. (...) É uma espécie de metáfora sobre dormência, felicidade e sorte como, ele está olhando para a felicidade de uma forma negativa. Como com a banda, a arte e tudo mais, é como se eu nunca mais vou me deixar romper na felicidade, porque não é legal ou algo assim. O lítio é a felicidade, como dizer 'isso é dormente, eu não irei ser capaz de ser um artista quando estiver feliz', o que é hilário, porque eu estou feliz. Então é como essa luta dentro da música.". Olhando de forma bastante superficial ao clipe, já é perceptível esta associação entre "frio" e "tristeza", juntamente com a cena em que Amy mergulha no lago negro - que pode significar justamente esta sensação de dormência. Eu poderia analisar o vídeo de forma completa, mas isto é assunto para outro post ;)

What you Want



What you Want pra mim não tem nada de especial, nem como clipe nem tanto como música. Porém, a faixa marca um retorno do Evanescence no disco homônimo em 2011 (aliás, a banda gosta de ficar sumida). Pode não parecer, mas a canção tem um viés bastante positivo, diferente das demais da banda

O Post de hoje foi um pouco diferente, mas gostaram? :3

Resenha: Interestelar

Bom dia ;) Hoje a Elisa traz a resenha de um filme que eu infelizmente ainda não assisti, mesmo sendo mega fã do Nolan e de filmes mindfuck. Vou mudar isto até o final do mês com certeza ;) Aproveitem a resenha! 

Poster Interestellar

O que falar deste filme... Passei o filme todo extasiada, quando me perguntam: me conta o que tu achou do filme? Eu nunca sei direito o que responder, basicamente, é um filme pra sentir, ponto. É um filme em que ficamos nos questionando o tempo todo, sobre o espaço, sobre a dimensão do universo e o quanto podemos ser pequenos e insignificantes perto do que não conhecemos, e principalmente, é um filme em que as relações humanas são colocadas à prova. Mais do que uma adaptação de ficção científica, é um filme quase com viés filosófico (não, não estou exagerando, quando assistirem, ou quem já assistiu, sabe do que eu estou falando).

Dirigido pelo excelente Christopher Nolan (todos o devem conhecer pela trilogia Batman, que confesso, ao contrário da Duds que é fã, ainda não vi , mas gosto de outros trabalhos dele), ele nos coloca dentro da dimensão do espaço e todas as incógnitas referentes à isso, somos alternados com momentos de total silêncio, momentos em que a linda trilha sonora se impõe e momentos em que diálogos extremamente bem elaborados nos fazem refletir.

Em Interstellar, somos apresentados a uma sociedade que passa por grandes dificuldades de sobrevivência, enfatizada no filme por tempestades de areia, que assolam a população e as plantações, preocupando a comunidade, pois não há alimento suficiente. É uma sociedade que acabou se acomodando devido à essas condições, e que a única coisa que querem é sobreviver. Mas diante de todo o comodismo por parte da maiorias das pessoas, duas pessoas se destacam: o engenheiro Cooper, interpretado por Matthew McConaughey e sua filha Murph, pois os dois acreditam que a ciência pode transformar a situação em que aquela sociedade está vivendo, e que deve-se buscar através dela, as respostas para salvar a Terra.


O filme dá grande destaque para o conflito da relação entre pai e filha, e o segredo que envolve os dois, que será a principal chave da história. Outro ponto importante é a questão do tempo, a relação tempo – espaço, como o tempo passa para os personagens. Diante do ativismo e interesse dos dois personagens, eles acabam descobrindo que a NASA está com um programa que envia pessoas para descobrir novas habitações para os humanos em outra galáxia, habitação essa, que provém de um buraco no planeta saturno e lógico que o engenheiro Cooper não pensa duas vezes em embarcar na missão. À partir daí Cooper embarca com mais dois personagens: a astrobióloga Amelia Brand, interpretada por Anne Hathaway, o cientista Romilly e o físico planetário Doyle, além dos robôs TARS e CASE (que são mostrados de uma forma GENIAL no filme).

Interstellar também tem um lugar especial na minha bagagem cinematográfica, pois eu particularmente não gosto muito de ficção científica, e esse filme me surpreendeu tanto positivamente, me emocionou e me fez refletir, que não tenho como deixar ele de fora, e que por enquanto está entre um dos meus filmes preferidos.


Discover: George Ezra

Vamos que eu já estava com saudades dessa coluna ;D.


George Ezra é um compositor e cantor inglês. Seu maior sucesso veio com o single Budapest em 2014, presente em seu primeiro disco “Wanted on Voyage”. Apesar de ter apenas 21 anos, o tom de voz de George é bastante forte e marcante, e é difícil associá-lo à cara de menininho do cantor.



George por enquanto tem apenas um disco lançado, Wanted On Voyage, e dois EPs anteriores “Cassy O” e “Did You Heard The Rain?”. O som do britânico é uma mistura de folk com indie, e é marcado por clipes e apresentações mais simples e minimalistas, apesar dos videoclipes serem divertidos (o de Listen to The Man até conta com a participação do ator Ian Mckellen - o Magneto de X-Men). Recomendo muito a audição do disco de estréia do garoto nos links abaixo:


Já conheciam? Gostaram?

Duas versões: Love is Blindness


Bom dia! Hoje inauguro aqui no Red Behavior a coluna Duas Versões, que traz duas versões bem diferentes (obviamente) da mesma música, podendo ser a cover a original ou não. A ~batalha~ hoje é entre U2 e Jack White. Em 1991 o U2 trouxe em Achtung Baby uma ruptura definitiva não só na sonoridade como na temática conceitual da banda. O álbum traz como faixa final a música Love is Blindness que tem não só a letra densa como também a melodia sombria e crítica, bem típica da construção do disco.



Para comemorar o aniversário de 20 anos do disco, o próprio U2 reuniu artistas para regravarem o álbum intitulado de “AHK-toong BAY-bi Covered". Dentre covers feitos por Damien Rice, The Killers, entre outros, pra mim o que mais chamou a atenção com certeza foi o feito por Jack White. A versão do músico americano chega até a ser, não diria que “superior”, mas tão boa quanto. Equivalente e definitivamente não parece um cover. Jack fez uma real releitura da música, trazendo sua marca e mantendo a essência sombria característica de Achtung Baby. Vale muito conferir (e apreciar) as duas.



Gostaram das duas ou preferem uma em especial? ;)

Fotografia: Alex Lake - Beneath The Surface


Alex Lake é fotógrafo profissional e vive em Los Angeles. A série intitulada “Beneath The Suface”, em português “Por baixo da superfície”, traz mulheres fotografadas embaixo d’água. O resultado é sutil, delicado e muito interessante.






Confira mais trabalhos desta série do fotógrafo aqui.

A coluna Fotografia traz sempre uma série especial de algum fotógrafo(a) que me chamou atenção seja na internet ou na vida real. Fique à vontade de me indicar uma série de fotografias :)

5 Melhores Aventuras que já Fiz em Shows

Oi gente :) Anteontem (5 de abril) foi meu aniversário de 22 anos ;D. Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é ir em shows, e consequentemente passar por alguns "trabalhos". Então para isto organizei este ~miniespecial~ para relembrar com vocês as melhores aventuras que já fiz para assistir minhas bandas preferidas.

O Show: Bon Jovi + Nickelback, setembro de 2013, São Paulo


A aventura: A maior de todas. Saí de Porto Alegre para Florianópolis no sábado à tarde de avião. À noite peguei a excursão pra São Paulo junto com um amigo, e chegávamos em SP no domingo de tarde. Após o show (domingo de noite) levamos o maior ~pau d'água~ da história! Chovia tanto, mas TANTO, que o John ficou com pena de cantar mais uma e encerrou o bis antes da hora. Tínhamos que voltar pro ônibus estacionado a 1,5km sem guarda-chuva, sem capuz e caminhando. O ônibus chegava em SC na segunda de tarde, pra eu correr pro aeroporto pegar o avião de volta, porque as 20h aqui em Porto tinha o show do Gogol Bordello. Vale lembrar que o show do Bon Jovi teve a data adiada na semana do evento x_x (Leia-se: adiar excursão, passagem de avião, etc...$$$)

O Show: Aerosmith, maio de 2010, Porto Alegre


A aventura: Foi leve. Chegamos ao meio dia na Fiergs, passamos um sufoco desnecessário quando o segurança disse que não iriam entrar menores de idade - que eu e minha amiga éramos na época), e além disto choveu o show INTEIRO. Por sorte tínhamos capas de chuva simplórias.

O Show: Gogol Bordello, setembro de 2013, Porto Alegre


A aventura: Média. Corri pra chegar a tempo do show (recém tinha chegado da "Bon Jovi's Tour"), fui completamente esmagada na grade do Opinião e levei uma "vinhada" no rosto. (Sim, porque durante a música Start Wearing Purple o Eugene literalmente joga vinho na cara de quem está na grade). Ao término do show fui recompensada: ganhei foto, abraço e queridagem não só do Eugene como dos demais integrante da banda. E por falar em foto, nessa foto aí é um páreo duro de quem saiu mais estranho ._.

O Show: Maroon 5, agosto de 2012, em Curitiba


A aventura: Tensa! Após eu a Elisa (do post anterior) enfrentarmos algo como doze de ônibus de Porto Alegre a Curitiba, fomos surpreendidas com uma súbita greve da alfândega que atrasou o show do Maroon em QUATRO HORAS. Foram 240 minutos EXTRAS de aperto na grade, sem comer e sem banheiro. Se valeu a pena? Hm, acho que a distância em que estávamos (vista na foto) responde :)

O Show: U2, abril de 2011, em São Paulo

aventura: Média, mais pelo frio na barriga da "primeira vez". Quem me conhece ou me "acompanha" um pouco sabe que a minha paixão pelo U2 é algo que eu mesma faço piada porque é realmente tragicômico. Se eu fosse fazer uma micro lista dos absurdos que já fiz por eles, consigo lembrar rapidamente da rifa que comprei pra "conhecer o Bono", das 99 páginas do meu tcc, e obviamente da tatuagem que tenho no pulso. Enfim. Peguei sozinha a excursão em SC pra São Paulo um dia antes do show, fiz na fila amizades que tenho até hoje, comprei um monte de souvenires inúteis, peguei chuva no show do Muse (abertura) e semi-inundei o Morumbi em lágrimas.

Amo saber das aventura alheias em shows. Se você tem uma(s), me conte aqui :D

Resenha: A Teoria de Tudo

Olá, hoje trago pra vocês a mais nova colaboradora aqui do Red Behavior. A Elisa Pegoraro é uma grande amiga minha e eventualmente vai nos trazer alguma resenha de filme :). Esperamos que gostem.

A Teoria de Tudo (The Theory of Everything) - 2014 - 123 Minutos.


O Filme conta um pouco da história do físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking, interpretado brilhantemente por Eddie Redwayne, que conseguiu trazer para o papel uma atuação incrível, algumas características se destacam: a belíssima trilha sonora e o ar de "filmagem caseira", que faz com que entremos ainda mais à fundo na vida do personagem, como se tivéssemos fazendo parte de todos os momentos. O foco do filme não é somente em sua trajetória acadêmica ou sua trajetória de sucesso na física, vai muito além, enfatizando os estágios da vida e da doença de Stephen.

Abordando a relação de Stephen com sua esposa Jane, como se conheceram, o casamento com dificuldades devido à condição da doença, o nascimentos dos filhos, cada dificuldade que enfrentaram, a dedicação de Jane em relação a tudo isso e, como os dois encararam a doença, doença esta que é degenerativa e que não permite ter os movimentos musculares voluntários. Vemos a força de vontade de Stephen para que a sua condição não se tornasse um empecilho na sua carreira e vida familiar e as mudanças nas suas limitações físicas, desde o descobrimento da doença, quando ainda trabalhava em suas primeiras teorias, até o estágio atual.


O filme me fez chegar à uma conclusão: as nossas limitações físicas são muito pequenas comparadas à nossa mente, à vontade que temos de realizar nossos sonhos e continuar vivendo, que os limites desaparecem quando estamos dispostos a fazer o que temos vontade e no que acreditamos.

Confesso que tenho um carinho especial por esse filme, pois ele me fez chorar do começo ao fim (sim, sou pouco emotiva cinematograficamente falando) e por isso ganhou um lugarzinho de destaque nas minha bagagem cinematográfica.