Discover: Dopaminas

Opa! Tudo bom? A Discover de hoje traz uma banda feminina incrível. A Dopaminas surgiu em Belo Horizonte (MG) em 2013 e faz um rock que mistura elementos alternativos, punks e mais clássicos. A formação atual conta com a vocalista Deborah Lamounier, Vanessa Magom na guitarra, Nathália Tuia no baixo e Paloma Marques na bateria.



As meninas da Dopaminas já tocaram em grandes eventos como Conexão BH, Matriz Solidária, Virada Cultural, entre outros. Além disto, elas fazem parte do ‘MURRO: Movimento Underground Rock’n’Roll”, importante movimento que valoriza a música autoral mineira. Este ano, a banda lançou seu segundo EP intitulado ‘O Que Restou da Primeira Viagem”, ouça abaixo:



No ano passado, a Dopaminas havia lançado seu primeiro EP “Quando as Folhas se Agitam”. O trabalho traz a identidade do som das meninas de forma obscura e sensível. Ele foi gravado e mixado no Óxido Estúdio Musical, conta com 4 faixas exclusivas e uma faixa bônus “Tava Tudo Bem”.O EP completo está disponível abaixo:



Além disso, a Dopaminas tem um espaço especial na MutanteRadio (rádio online que possui diversos programas por todo o país). O programa “No meio do Caos” é apresentado pelas artistas e traz diferentes sons do universo autoral mineiro e fica online no site todas as quarta-feiras às 14h. Os programas estão todos disponíveis neste link.

Acesse também o Facebook oficial da banda para saber mais sobre as meninas e ouça no Spotify por aqui. Já conhecia o som das Dopaminas? O que achou?

O Último Capítulo: Mistério e terror dos anos 60

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa traz a resenha do terror psicológico 'O Último Capítulo' - produção exclusiva da Netflix ;)


'O Último Capítulo' é um filme dirigido por Oz Perkins e que foi ao ar na plataforma de streaming em outubro deste ano. Com duração de 1:20 min, é um terror psicológico recheado de muito suspense e extremamente lento e denso. O filme tem para mim dois grandes destaques: a história e as questões técnicas. A história se passa em uma casa com uma enfermeira que é chamada para cuidar de uma idosa escritora de livros de horror dos anos 60 que se encontra debilitada em sua casa sofrendo de amnésia. 

Ao chegar na casa a enfermeira Lilly começa a sentir um clima estranho e desconfortável. 

Porém não sabe ao certo o que pode estar ocorrendo. Em um dia sem ter muito o que fazer na casa, ela resolve vasculhar os arquivos e os livros escritos pela senhora e acaba descobrindo que a personagem principal de um dos livros chamado de A Moça nas Paredes, pode ter sido baseado em uma história real que a própria casa guarda e que a moça pode ter vivido e morrido ali.

O que eu acho mais interessante dentro da questão da história mostrada aos espectadores, é o fato de que não há diálogos. A personagem conversa com ela mesma, ela fala em voz alta tudo o que está pensando, fazendo com que entremos dentro da mente e dos medos da personagem. Outro aspecto interessante de 'O Último Capítulo' é que ele trabalha com somente uma personagem, apenas a enfermeira guia a narrativa, a senhora que ela cuida é mera coadjuvante.

O filme tem uma fotografia extremamente linda

Repleto de cores frias e com ângulos inusitados e detalhes. A trilha sonora também merece destaque, porque é composta apenas por sonoplastias, ou seja, ruídos e sinfonias. Outro aspecto também interessante é o fato de que o filme não trabalha com artifícios comuns de filmes de terror, principalmente aqueles que se passam em uma casa mal assombrada e os Jumpscares( sustos inesperados ) são completamente banido desse filme. Outra coisa que também chama a atenção é que se passa todo dentro da casa, somente varia os cômodos: do quarto para a cozinha, para a sala, para o banheiro, não há outros ambientes, dando uma sensação de claustrofobia e curiosidade.



Mesmo com um ritmo lento, denso e pesado e trabalhando com uma única personagem, com um único ambiente e sem diálogos, o filme tem um lado bem poético e consegue atingir seus objetivos com o público e conseguiu a minha empatia e admiração como arte cinematográfica.

Já conheciam este terror? Assistiriam?


Discos Lançados em Novembro/2016

Opa! Tudo bom? Este post está com um pequeno atraso mas mesmo assim não quis deixar o mês de novembro passar em branco diante de tanto lançamentos legais! Vou dividir o post entre lançamentos Rock e Pop, respectivamente. Eu vou falar de forma bem resumida mesmo, então se por acaso vocês quiserem que eu faça a review completa de algum destes discos em separado, não se esqueçam de pedir ;) Assista ao vídeo abaixo:



Análise do clipe 'One' do U2

Opa! Tudo bom? Nesse mês de novembro o disco Achtung Baby do U2 completou 25 anos desde o seu lançamento. Eu já falei deste disco aqui no blog mas hoje nós vamos conversar sobre talvez a mais famosa música do álbum: One.

one clipe

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, ‘One’ não é bem uma música romântica. 

Ela fala de uma relação entre duas pessoas que se amam, mas que já se machucaram muito. Não é uma música de separação, mas de uma espécie de ‘apelo’. Um pedido para que estas pessoas permaneçam unidas como um, apesar das diferenças (‘somos um, mas não o mesmo’). Para fazer o vídeo dessa musica, o U2 chamou o fotógrafo e diretor Anton Corbjin – que resumiu o “drama” de One em um tema um tanto quanto polemico: AIDS. Vale lembrar que estamos falando do período de 1991-1992, onde a doença era um tabu e pouco se falava ou sabia. A ideia do Corbjin é tratar ‘One’ como se fosse um filho contando para o pai que sofre da doença. Assista ao clipe abaixo:



É aí que entra toda a simbologia presente neste maravilhoso clipe de One. O vídeo começa com a banda gravando em um estúdio dentro de um círculo, em paralelo a isso aparecem cenas do Bob Hewson – que pra quem não sabe é o próprio pai do Bono. Bono e Bob jamais aparecem juntos, caracterizando bem este sentimento de ‘relação difícil e hostil’, trazido por essa interpretação da musica. Existe um pequeno documentário chamado ‘Story of One’, em que o Corbin fala justamente que ‘one’ pode ser uma família ou um casal, e que é justamente isto que mostra no clipe. Assim como tem pai e filho, também tem ‘homem e mulher’. 

O vídeo não possui uma narrativa especifica tampouco conta uma história através das imagens, mas apresenta um conjunto de cenas e elementos visuais que caracterizam os temas de dualidade e sexualidade. Assista à minha análise completa no vídeo abaixo:



Já conheciam esta versão do clipe? Gostaram da análise? :)