Resenha do disco 'Lost Whispers' do Evanescence



Opa! Hoje trouxe a resenha do disco semi-inédito do Evanescence: Lost Whispers. “Lost Whispers” faz parte do projeto “The Ultimate Collection”, que reúne os álbuns “Fallen”, “The Open Door” e “Evanescence”, além do disco de demos “Origin”, de 2000.Todos os discos estão em formato Vinil e acompanhados de um livro com fotos especiais.


Quando eu soube que o Evanescence iria lançar nesta coleção um disco de coletânea, imaginei que fosse conter os principais hits da banda. Para minha surpresa positiva, não foi isto o que aconteceu. ‘Lost Whispers’ é uma junção de b-sides e músicas pouco conhecidas da banda - o que para os fãs é um presente.

O disco começa com ‘Lost Whispers’, que é uma faixa introdutória com menos de um minuto de duração. A segunda faixa já é um dos grandes destaques do disco: a nova versão de Even in Death. O primeiro disco de estúdio do Evanescence foi Fallen de 2003, mas o que pouca gente sabe é a banda lançou um cd demo em 2000 chamado ‘Origin’. O álbum teve uma tiragem bem limitada e originou três faixas que posteriormente foram refeitas e lançadas em ‘Fallen’: My Immortal, Whisper e Imaginary. ‘Origin’ apesar de pouco produzido, tem faixas muito boas, entre elas ‘Even in Death’, que foi refeita para Lost Whispers.


Em seguida o disco traz um trio característico da fase ‘Fallen’: Missing, Farther Away e Breathe no More. Missing é uma música incríveis, uma das minhas preferidas deles, e ela foi B-Side de Fallen e depois apareceu como single do dvd ‘Anywhere But Home.’ Esse dvd e cd, aliás, trazem versões ao vivo do disco Fallen e de outras músicas como estas que estão no Lost Whispers: Farther Away e Breathe no More. “Breathe no More” em versão de estúdio pra mim é uma das coisas pelas quais este disco já valeu a pena.

Na sequência o disco traz If You Don’t Mind, que é uma faixa que foi tocada pela primeira vez ao vivo no Brasil, e eu estava lá. Foi no show em Porto Alegre em 2012. No ano seguinte a banda lançou a versão de estúdio, mas a faixa acabou um pouco esquecida, o que é uma pena. Together Again é uma faixa que deveria ter entrado em The Open Door, mas não entrou. Deveria ser da trilha sonora de Narnia mas também acabou de fora.



Por fim, a música foi lançada em 2010 como single e teve toda renda arrecadada revertida para doações às vítimas do terremoto no Haiti. Falando em ‘The Open Door’, a faixa seguinte é “The Last Song I'm Wasting On You” que foi b-side do disco. É uma faixa bem bonita e sentimental, fiquei feliz de ter sido lembrada neste disco. As quatro últimas faixas: ‘A New Way To Bleed’, ‘Say You Will’, ‘Disappear’ e ‘Secret Door’ fazem parte da edição deluxe do disco ‘Evanescence’ de 2011. Particularmente acho ótimas músicas, mas achei a inclusão delas uma coisa bem óbvia e se tem uma coisa que este disco não foi foi ‘óbvio’.

Para saber mais sobre a minha opinião sobre o disco, não deixe de assistir ao vídeo. Comentem aqui embaixo o que acharam da resenha e do disco :)

'Moonlight' e outros ótimos filmes do Oscar

Opa! Tudo bom? Ontem o Oscar surpreendeu a todos com a entrega do prêmio para o filme 'Moonlight'. A Elisa assistiu a todos os indicados ao prêmio e comentou um pouco sobre cada um deles. Os principais destaques e preferidos dela ficaram neste post. Leia abaixo sobre o vencedor e os demais indicados.

Moonlight: Sob a Luz do Luar 
oscar

Moonlight é o filme mais alternativo entre todos esses indicados. É dirigido por Barry Jenkins e estrelado por Alex R. Hibbert, Ashton Sanders e Mahershala Ali, sendo que os dois primeiros atores fazem o mesmo personagem, porém o primeiro faz ele criança e o segundo ele adolescente. A narrativa desse filme é bem complexa, pois foca em Chiron, um garoto que mora num subúrbio rodeado pelo tráfico de drogas e que tem uma vida complicada que incluí problemas com a mãe que é dependente química, bullying na escola e incerteza quanto à sua opção sexual. 

Todas as cenas são muito intensas e com ótimas atuações, é um filme extremamente humano, trata de problemas comuns com gente comum, é um filme sensível. Dos que citei neste post, foi o que eu mais gostei, foi uma experiência cinematográfica muito rica. A trilha sonora é muito boa, a direção também é excelente, tudo bem encaixado: roteiro, plano, cenas, aliás, os planos usados pelo diretor são todos muito delicados, expressivos e detalhados. Vale muito a pena ver esse filme! Recomendo muito! 


Lion: Uma Jornada Para Casa 

Lion é dirigido por Garth Davis e estrelado por Rooney Mara, Dev Patel e o pequeno e contagiante Sunny Pawar. O filme conta a história real do indiano Saroo, que quando tinha apenas cinco anos, se perdeu de seu irmão mais velho em uma estação de trem em Calcutá e acabou perdendo completamente o contato com toda a sua família. O filme possui três linhas do tempo: a vida de Saroo com a família antes do desaparecimento, a partir de seu desaparecimento: tudo o que ele passa longe da família, perdido e sozinho vagando por diversas cidades e sua vida depois de adotado por uma família australiana que o acharam em um orfanato até o momento em que Saroo decide encontrar a família biológica, que é a grande trama do filme. 

O roteiro é um pouco desconexo, já que mexe com três linhas do tempo e tudo fica muito misturado e confuso, a história começa bem, mas ao longo do filme vai se perdendo. A fotografia é muito bonita, porém os atores poderiam ter sido melhor dirigidos. Também não consegui me envolver com a história, chegou uma hora que eu tava torcendo para que o filme acabasse logo. Apesar da minha opinião negativa em relação à Lion, por ele estar concorrendo ao Oscar, acredito que vale a pena assistir. 

Um Limite Entre Nós 

Baseado na aclamada e premiada peça teatral de mesmo nome, dirigido por Denzel Washington, que também atua como protagonista juntamente com a ótima Viola Davis, Um Limite Entre Nós é pesado, lento, com diálogos rápidos, porém muito humano. A narrativa é sobre Troy, um homem que trabalha como catador de lixo, mas que sonhava em se tornar um grande jogador de beisebol durante sua infância. Devido à algumas situações que a vida colocou em seu destino, Troy acaba desistindo do sonho e tendo uma vida comum e fracassada. Além do foco na vida frustrada do personagem, o filme traz o relacionamento dele com a esposa Rose e com o filho. 

O longa é bem dirigido, tem boa fotografia e roteiro, porém como eu disse anteriormente ele é lento narrativamente e nos momentos de diálogos, que são muitos, ele é extremamente rápido, tanto nas falas dos personagens quanto na câmera que os acompanha. É pra ser devorado com muita paciência. Eu estava esperando bem mais do filme, mas gostei. 

Até o Último Homem 

Esse foi um filme que eu não estava esperando nada, estava neutra em relação a ele e estava até achando que fosse sem graça, porém gostei bastante, me surpreendeu. 'Até o último Homem' é dirigido por Mel Gibson, protagonizado por Andrew Garfield e baseado numa história real. Durante a Segunda Guerra Mundial, Desmond Doss, decide se alistar no exército para cumprir um dever patriótico e ajudar os soldados como médico, porém ele se recusa a pegar em armas, pois sua extrema fé em Deus o faz acreditar que não deve matar. Enfrentando brigas e preconceitos pela sua crença, Desmond faz de tudo para que reconheçam que, mesmo sem pegar em armas ele pode sim ajudar o exército americano na guerra. 

O filme não é sobre um homem que vai para a guerra salvar vidas, mas sim sobre a consciência de um homem que é extremamente enraizado em sua fé. Com um roteiro bem organizado e estruturado, o filme conseguiu fazer eu me prender na história, a direção de Mel Gibson também é muito boa, ele usa diversos planos e usa de metáforas e pequenos detalhes para mostrar a fé daquele personagem, as cenas de guerra são bem fiéis e de certa forma muito bonitas, justamente por representar com bastante realismo o horror da guerra. É um filme bem interessante e que te faz ter momentos de ódio e de amor pelo protagonista.  

A Qualquer Custo 

Já adianto que foi o filme que menos gostei, passei o filme inteiro sofrendo pra conseguir me prender na história, porém não consegui, fiquei esperando ansiosamente os créditos subirem. Até agora estou sem entender porque esse filme tá concorrendo, mas enfim. A história é sobre dois irmãos que assaltam bancos, pois por não pagarem os impostos da fazenda em que vivem, estão prestes à perde-la e decidem optar pela atividade criminosa para conseguir quitar a dívida com o Estado e em paralelo a história acompanha os dois detetives que tentam pegá-los. 

O filme tem como plano de fundo o interior do Texas, nos EUA, com todo seus costumes interioranos e preconceituosos. Acredito que o filme serve mais como uma crítica social mesmo, pois trata da difícil relação do país com a população indígena e sobre miséria material e humana dentro do cenário. O lado positivo vai para a fotografia, que é muito bonita, mostrando a paisagem americana de um modo bem realista, mas ao mesmo tempo poética. Bom, essas foram as minhas críticas. 


E aí o que acharam? Concordam comigo, discordam? Mas independente disso, assistam os filmes, mesmo os criticados negativamente por mim devem ser assistidos como uma forma de se conhecer mais o cinema e todo seu encanto.

Análise do Clipe 'Chained to the rhythm' da Katy Perry

Opa! Tudo bom? Ontem a internet parou por conta do novo clipe da Katy Perry: "Chained to the Rhythm". Como o clipe é recheado de simbologias e elementos, fiz uma análise sobre eles. Espero que gostem:



Antes de lançar este clipe, Katy Perry divulgou um lyric video da faixa em que aparecia o cotidiano de um ratinho. O personagem - que segundo ela se chama Mr. Parsons - fica assistindo a um rato na roda na televisão, enquanto mãos humanas preparam e lhe servem refeições. Esse rato não precisa fazer nada, apenas ficar quietinho assistindo o outro ratinho, enquanto uma “mão maior” lhe dá conforto, comida e segurança. O vídeo faz clara Refêrencia ao livro 1984 do George Orwell. Primeiro que o nome de um dos personagens tem o mesmo nome do ratinho. E segundo que O livro retrata uma sociedade aprisionada na engrenagem totalitária  totalmente dominada pelo poder do Estado, vivendo como fantoches de um sistema hipócrita onde tudo é feito coletivamente, mas cada um vive sozinho. Veja abaixo:



Falando agora especificamente do clipe, ele é ambientado no parque de diversões Oblivia, onde todas as pessoas se divertem, tiram muitas selfies e são felizes. Ele faz uma crítica ao estilo de vida pós-moderno e principalmente a alienação das pessoas diante da mídia e das tecnologias.

A Katy Perry já se posicionou diversas vezes contra a eleição do Donald Trump e isso é visível em dois pontos do vídeo: o brinquedo “The Great American Dream Drop” que coloca as pessoas em “casinhas” fechadas é uma crítica direta ao “Make America Great Again”, e o outro brinquedo que joga as pessoas para fora dos muros do parque obviamente se refere ao muro sugerido pelo presidente. Existe sim crítica ao governo do Donald Trump nos pontos citados, mas o vídeo não é uma crítica ao “estilo americano” e nem ao capitalismo. Os comportamentos mostrados e a alienação por conta da tecnologia acontecem na maior parte dos países com internet e são situações até muito comuns no Brasil, por exemplo.



Falando em comportamentos que também acontecem no Brasil, um brinquedo que destaco é justamente a montanha russa. Além de ela ser dividida entre “cadeiras para homens e cadeiras para mulheres”, no final, depois do casal ter feito exatamente a mesma coisa, o homem recebe muito mais likes e ibope do que a mulher. Sem falar no túnel de reações das redes sociais por qual eles passam, como se tudo o que fizessem passasse pela avaliação do público.

Mais perto do final do clipe, Katy entra em um cinema feliz e é lá que aparece o cantor Skip Marley. Depois que ela vê a mensagem dele, a cantora meio que desperta do sonho e se sente feliz com isso. Ela levanta junto com os demais e dança feliz, mas ela está feliz porque percebeu a realidade, enquanto os outros só estão fazendo o que já faziam antes. Quando ela percebe que só ela despertou, fica em choque. Ah, detalhe que eles estão todos dançando meio que entre um brinquedo e outro, literalmente presos dentro do parque.

Para saber o que mais eu achei e acontece, não deixe de assistir aos vídeos! Comente aqui embaixo o que achou do clipe e da análise :3

Conheça o filme independente 'American Honey'

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxe a resenha do filme 'American Honey' de 2016. Confiram :)

Poster

'American Honey' (em português docinho da américa - não coloquei a tradução porque acho que fica de mal gosto), é um filme norte-americano dirigido por Andrea Arnold e estrelado por Sasha Lane – é seu primeiro papel no cinema -  e por Shia Labeouf. Por ser um filme com atores nada conhecidos além do Shia  (tanto que os outros personagens do filmes também são atores que nunca tiveram nenhuma experiência com cinema), pode ser considerado um filme independente. Especificamente na categoria Indie (sim, existe esta categoria no cinema), que são aquelas produções cinematográficas que possuem baixo orçamento, sem atores ou diretores de sucesso, ou seja, que é produzido com pouca ou nenhuma interferência de um grande estúdio de cinema.

Apesar de eu gostar sim de grandes produções, filmes independentes sempre me chamaram mais a atenção, justamente por requerer um cuidado maior na produção - já que o orçamento é limitado e não leva a marca e qualidade de um grande estúdio. Estou dando toda esta introdução sobre filmes independentes, porque American Honey é um deles e pelo qual eu me apaixonei. Ele também é considerado um road movie – que é quando um filme tem sua narrativa na estrada.


Falando sobre a trama de 'American Honey', ela tem sua protagonista em Star (Sasha Lane), uma jovem desajustada, que cansada com a situação em que vive – ela cuida dos dois filhos da irmã mais velha - sai em busca de uma carona para viajar e conseguir um emprego, e acaba descobrindo uma trupe de jovens desajustados como ela que viajam em uma van vendendo revistas pelos EUA. Ao conhecer Jake (Shia Labeouf), ela se encanta por ele – por ser engraçado e carismático, e ele acaba convidando Star para fazer parte da turma e assim ganhar uns trocados. À partir disso, a narrativa se desenvolve ao acompanhar os jovens através da estrada, tentando a vida a todo custo.

Os personagens também chamam a atenção em American Honey, porque são jovens completamente reais, sem estereótipos, parece que nenhum deles está atuando, tudo é muito natural e simples. Achei legal também que a diretora faz questão de mostrar as peculiaridades de cada jovem presente acompanhando Star em sua jornada, tudo é muito natural e flui muito natural nesse filme.



Nas questões técnicas, posso destacar a fotografia maravilhosa que é composta por jogo de luzes e cores naturais – a ambientação é toda externa e movimentos de câmeras muito bons, com destaque para os closes up. Grande parte do filme é gravado com câmera na mão, que aproxima o espectador e gera maior realismo, já que se tem a impressão de estar ao lado dos personagens. Câmera na mão é um recurso pouco utilizado no cinema porque requer muito cuidado e por isso que eu acho que é um ponto positivo pra American Honey. 

A trilha sonora também é muito boa, constituída por raps americanos tocando alto dentro da van. A única coisa que deixa a desejar é o roteiro, que não é bem construído, fazendo com que a história não se sustente, não há também o desenvolvimento dos personagens, a narrativa vai apenas sendo levada pelas lentes da diretora. Por fim, tenho certeza que o filme irá te cativar e trazer uma experiência diferente sobre o cinema.


Discos Lançados em Janeiro (2017)

Opa! Tudo bom? Antes tarde do que mais tarde: hoje nós vamos falar dos principais discos lançados em janeiro:



Vou começar com lançamento que não foi bem disco, mas sim EP. A gravadora Columbia Records disponibilizou no aniversário do cantor David Bowie, algumas músicas inéditas do artista feitas. O EP póstumo intitulado “No Plan” conta com três gravações novas e Lazarus (já presente no disco ‘Blackstar’). Ouça aqui. 

No Plan


11 Short Stories of Pain and Glory

Agora vamos aos discos propriamente ditos! Vou começar falando de uma banda que infelizmente acho que ainda é pouco conhecida: Dropkick Murphys. Os caras são americanos mas fazem um gênero intitulado “Irish Punk” ou “Celtic Punk”. Basicamente é uma banda de punk rock, porém além das guitarras acrescenta gaita de fole, acordeon e banjo. Quem curte maluquices como Gogol Bordello e Flogging Molly precisa conhecê-los (se é que ainda não conhece). 

O Dropkick Murphys lançou em janeiro o disco “11 Short Stories of Pain and Glory”, que como diz o nome, fala justamente de histórias de sofrimento e glória vividas pelos membros da banda. Temas como conquistas de sonhos, atentados terroristas, e muito mais são abordados nas faixas. Além disso, eles trazem uma versão de ‘You’ll Never Walk Alone’, que é dos anos 40 mas até hoje muito cantada especialmente pelo time de futebol Liverpool. O disco está sensacional (como tudo o que eles fazem)!. Ouça aqui.


I See You

Outro lançamento de Janeiro foi a banda The XX com o disco “I See You”. O grupo já tinha lançado um single esse ano, e outro no final do ano passado. Vale lembrar que a banda vem ao Brasil agora esse semestre para o festival Lollapalooza. Ouça aqui. 

A Girl A Bottle A BoatMais um lançamento bem legal de janeiro foi a banda Train com ‘A Girl, A Bottle, A Boat’. Train pra quem não se lembra foi a banda que parou o mundo em 2009 com a musica “Hey, Soul Sister’. O disco está bem divertido e é o primeiro da banda desde 2012. Ouça aqui,

Machine Messiah

Por último e não menos importante, temos o Sepultura com seu 14º álbum: Machine Messiah. O conceito deste trabalho envolve justamente a robotização da sociedade moderna. Segundo o Andreas Kisser, é como se a humanidade estivesse retornando ao ponto de partida, essa coisa “homem vs máquina” e tudo mais. Bem interessante. Ouça aqui.

 Estes foram os principais lançamentos de janeiro. Qual gostaram mais? Qual já escutaram??

Destaques do Grammy 2017

Opa! Tudo bom? No último domingo aconteceu o Grammy 2017, que pra quem não sabe, é a maior premiação no mundo da música. Acompanhei algumas coisas em tempo real lá no Twitter (@dudsparrow) mas achei melhor fazer um post completo mesmo com atraso comentando sobre os principais vencedores e um pouco da minha opinião sobre eles. Vamos conferir: 

Grammy 2017

A cantora Adele foi a principal vencedora da noite de domingo. A britânica levou os prêmios de Melhor Performance Pop Solo, Melhor Gravação e Música do ano por 'Hello' e também "Melhor Álbum Pop Vocal" e "Álbum do ano" por '25'. Para mim, Adele é uma excelente cantora e dona de uma autoridade e performance incrível, e isso foi bem visível na apresentação de 'Hello' e na homenagem ao George Michael (que inclusive ela pediu para reiniciar pois havia errado uma nota. Pedir para reiniciar assim, ao vivo, pra mim é de muita coragem). 

Apostas para o Oscar 2017


Opa! Tudo bom? Neste mês a nossa colunista cinéfila Elisa - que já assistiu a praticamente todos os indicados ao Oscar - fez um apanhado com suas principais apostas! 


Com a chegada do Oscar me preparei assistindo aos filmes que estão concorrendo na categoria de melhor filme. Aqui estão as minhas principais apostas, ou seja, os filmes que acredito que terão mais chances de ganhar a estatueta. Dentre os que estão concorrendo, destacarei "Estrelas Além do Tempo, "A Chegada" e o hypado "La La Land". Vamos às críticas e o porque acho que vão levar o prêmio.

Clipes Dirigidos por Floria Sigismondi

Opa! Tudo bom? Hoje eu trago um quadro novo para o Canal Red Behavior chamado Grandes Diretores. Nele eu irei escolher um diretor de videoclipes, irei falar um pouquinho sobre a vida artística e ainda irei escolher quatro principais trabalhos para comentar um pouco. Lembrando que é um quadro novo, então ainda estou ajustando o funcionamento, a frequência e tudo mais. Espero que gostem. Escolhi para inaugurar o quadro a italiana Floria Sigismondi. Assista o vídeo completo abaixo:



Floria Sigismondi é fotógrafa e diretora, e sua fama vem especialmente dos inúmeros vídeos musicais que ela dirigiu, dos comerciais para grandes marcas como Adidas, Motorola, Mac, entre outras, e também por ter dirigido o filme ‘The Runaways” com Kristen Stewart and Dakota Fanning. Ela começou a carreira como fotógrafa de moda e seu trabalho costuma ser bastante obscuro e enigmático. Escolher somente cinco clipes da carreira dela foi uma tarefa um tanto complicada e até injusta, já que ela dirigiu mais de quarenta vídeos musicais. Mas vamos aos clipes escolhidos:

Discover: Krênides

Opa! Tudo bom? A coluna Discover ainda não tinha dado as caras em 2017, mas aqui está ela! Hoje trago uma banda gaúcha de metal cristão com uma mensagem muito impactante.

A Krênides é uma banda de Heavy/Thrash Metal de Porto Alegre, constituída por 4 integrantes: Anderson Miranda (Guitarra/Vocal), Michael Klingner (Guitarra Solo), Moisés Sebajes (Baixo) e Jean Ricardo (Bateria). O grupo surgiu em 2014 após um convite para participar do CD de tributo a banda norte-americana Bride. Pra quem não conhece, a Bride foi uma banda americana de metal cristão de grande popularidade na cena. Eles encerraram suas atividades em 2013, mas ainda são referência e influência para toda a cena underground cristã.


O nome ‘Krênides” se dá em em homenagem ao antigo nome da cidade de Filipos que significa “Lugar das Fontes”. A mensagem proposta pelos caras é justamente levar uma mensagem positiva, forte, verdadeira e através do Heavy Metal, expressar aquilo que acreditam e vivenciam. Entre os temas abordados nas canções, estão fé, esperança, força, persistência e gratidão! As letras tem cunho introspectivo e servem para refletir junto das melodias.

O mais recente lançamento do Krênides foi o EP ‘Ressureto”, com 4 faixas. Ele inclusive já está disponível para download pago diretamente com a banda e também no exterior, no Reino Unido. Este disco está disponível para audição aqui. O vídeo abaixo, que compõe o Live Session, é o primeiro de 4 vídeos que a banda irá postar em seu canal. Neste em específico, eles contam com a participação especial do guitarrista Juliano Ângelo da banda “It's All Red”, que fez abertura do show do Megadeth em 2016:



Atualmente a banda está trabalhando nas músicas novas do próximo CD e também no videoclipe da de uma das músicas do EP - "Peregrinação do Mal". O Clipe desta música abordará um tema bem pesado que é justamente do que fala esta canção: Suicídio. Segundo eles “Peregrinação do Mal apresenta o filho pródigo nos dias de hoje. Um jovem que abandona o conforto da sua casa para viver os próprios caminhos, quebra a cara, se aprofunda com falsas promessas, por fim tentando tirar a própria vida. O detalhe principal da música é que terminamos ela trazendo a mensagem de que há uma saída e esperança. Que nada está perdido.” Legal né?! Vamos esperar para ver como eles irão trabalhar isto em um vídeo!

Para conhecer melhor o Krênides e ficar por dentro das novidades, siga eles no Facebook e em seu site oficial.

Já conheciam essa banda? Gostam de metal cristão?

Competição e suspense em 'Demônio Neon'

Opa! Tudo bom? Hoje a Elisa trouxe a resenha do filme 'Demônio Neon' (The Neon Demon), uma obra bem doida e diferente. Confiram!

Demônio de Neon é um filme de 2016, dirigido por Nicolas Winding Refn, já conhecido por dirigir o filme Drive. É um filme alternativo protagonizado por Elle Fannning. O diretor defende sua obra como sendo uma comédia/terror, eu não consegui enxergar por esse ângulo, acho que é mais um suspense. O que tenho para afirmar é que: não é um filme fácil de se assistir, merece uma paciência e uma sensibilidade para questões mais técnicas.


resenha the neon demon

O filme tem como protagonista Jesse (Elle Fanning), uma menina do interior que decide ir para a cidade grande em busca de um sonho: ser modelo. Porém nada vai ser fácil para ela, ainda mais no mundo da moda, onde a competitividade entre as modelos é algo surreal, e Jesse começa arrecadar - devido a sua beleza natural, inimigas que querem tirar o lugar que ela esta prestes a tomar e talvez até reinar. Isso é bem retratado no filme, acho que essa é a essência que Refn quis que o espectador captasse. Claro que essa narrativa já é repetitiva e cliché, não é uma história inédita ou original. Achei que o roteiro é bem fraco em termos de história e narrativa, o que deixa a desejar. São poucos os diálogos e o filme tem um andamento lento, eu diria que em questões linguísticas, é bem superficial.

resenha neon demon

Mas não são somente os pontos negativos citados acima que fazem parte!

O filme tem uma fotografia extremamente bonita, ele me ganhou pela estética, bem marcante e construída. Além da fotografia, os planos usados pelo diretor também merecem destaque, ele utiliza muito um jogo de luzes, que deixa tudo bem interessante e acaba compensando o roteiro fraco, assim como a trilha sonora, que para compor a história da protagonista, traz elementos sombrios e dramáticos em forma de som. Outra coisa que também é um ponto positivo, é o fato do filme lidar temas fortes como canibalismo, nudez e necrofilia, que se aliam com a narrativa com o fim de deixá-la menos tediosa e até deixá-lo mais perturbador.



Usando esse tema da competição entre modelos pelo mundo da moda, aborda os excessos da indústria da beleza e faz uma crítica, usando a protagonista como ponte para mostrar até onde se pode chegar para conquistar uma carreira de sucesso e por uma perfeição estética. O próprio filme, rico esteticamente já pode ser usado como metáfora para essa crítica do estético ser tão importante socialmente. O filme ganha na estética assim como sua protagonista, que só consegue crescer no mundo da moda graças à sua beleza.




Album Review: Starboy - The Weeknd

Opa! Tudo bom? Hoje vamos falar (com um pouquinho de atraso) do disco ‘Starboy’ do The Weeknd. ‘Starboy’ é um disco bastante longo. São 18 faixas e pouco mais de uma hora de duração. Acredito que em função disso, não foram lançadas edições Deluxe ou especial. Confesso pra vocês que não conhecia o The Weekdn antes do ‘Beaty Behind Madness” - que foi o disco que alavancou a carreira do Abel Tesfaye (nome verdadeiro do cantor).

O álbum “Starboy” fala justamente sobre essa vida de “garoto estrela” que Abel vem levando desde seu estouro nas mídias. Uma mistura de sexo, drogas e vida noturna, com algumas reflexões sobre relacionamentos e justamente sobre essa fama repentina. Esse estilo de vida é muito tratado em faixas como ‘Starboy’, ‘Ordinary Life’ e ‘Sidewalks’. Aliás, um ponto muito positivo do disco são justamente as parcerias, que acontecem com o Daft Punk, Lana Del Rey, Future e Kendrick Lammar.



O ‘Daft Punk’ aparece e produz a faixa-título e ‘I Feel it Coming’ - que são as minhas preferidas do disco, mas eu sou suspeita pra falar qualquer coisa sobre o Daft hehehe. Outra parceria de bastante destaque foi com o Kendrick em “Sidewalks’, e ela fala bastante sobre “trajetória até o sucesso”, consequências disto, e tudo mais. O rapper Future colabora em ‘Six Feet Under’ e ‘All I Know’, que são faixas que falam sobre os relacionamentos e essa vibe de “não se envolver” da qual o lifestyle do Abel colabora. Já a parceria que me decepcionou um pouco, foi com a Lana Del Rey. Sou super fã da artista e acho que ela tem uma história profissional que se parece bastante com a do The Weeknd, principalmente envolvendo essa vibe de “olha o que a fama fez comigo”. Falei sobre isso nesse post. Pensando nisso, eu esperava uma parceria bem mais concreta do que uma interlude (faixa de 1 minuto entre uma música e outra). ‘Stargirl’ é boa, mas quando começa a ficar boa, termina. Ah, Lana também diz umas frases em ‘Party Monster’.


‘Party Monster’ aliás é pra mim um dos singles mais legais que o artista já lançou. É uma música que fala sobre a vontade de Abel de se relacionar, mas ao mesmo tempo na insegurança do real interesse das mulheres com ele. Essa instabilidade amorosa também aparece em ‘True Colors’, ‘Love to Lay’ e no outro single ‘False Alarm’ - que aliás é totalmente “ame ou odeie’.

Por ser um disco longo, ao escutá-lo inteiro de uma só vez ele torna-se um pouco cansativo e repetitivo. A sonoridade acaba ficando parecida, já que as músicas meio que falam sobre as mesmas coisas. Se escutado de forma avulsa ou aos poucos, fica muito interessante e gostoso de ouvir. Porém, é perceptível que as faixas tem uma continuidade e parece muito que o Abel está nos contando uma história, talvez sobre a vida dele.

Starboy’ é um bom disco e vale a pena ser ouvido, se eu tivesse que dar uma nota de 1 a 10 seria uns 8. Sinceramente acho que ele poderia ter passado a mesma mensagem e qualidade com umas 12 ou 13 faixas, sem se tornar ‘mais do mesmo’. Entretanto o conceito e narrativa do álbum são bem interessantes. Já ouviram? Gostam das músicas do The Weeknd? Quero saber!